sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Escândalo no Planeta Terra: quase todo mundo quer saber quem matou Max



Ninguém sabe em Itabira quem matou um motorista de táxi e deixou seu corpo dentro de seu  veículo na Via 105, perto da Vila Amélia, há alguns anos.

Ninguém sabe também em nossa cidade quem matou o motorista, também de carro de aluguel, muito conhecido como D... do Táxi. Seu corpo foi encontrado mas o mistério continua.

Ninguém sabe quem matou uma menina-moça, de 17 anos, que morava no bairro Campestre, em Itabira. Ou melhor, a Globo estava com tudo pronto para desembarcar na terra de Cornélio Penna e aqui produzir o programa Linha Direta. Quem matou se sabe por suspeita forte, mas houve um tapar de toalha quente e o “mistério” persistiu.

Outros crimes ocorreram em Itabira, especialmente nas barragens e lagoas itabiranas. Um empresário declarou a mim, como repórter, e eu fiz publicar, há uma dezena de anos, que um ex-funcionário seu sumiu aterrado na Chácara Minervino.  O crime foi denunciado (foi crime, sim), mas o mistério  (agora sem aspas) está mantido.

Outros desaparecidos mantêm-se envoltos na ignorância da Justiça, Polícia, políticos, população etc. e não merecem a curiosidade de ninguém.

Nada do citado e que se refere somente a Itabira foi resolvido e ninguém quis saber mais, assim como temos milhares de sumidos em Minas Gerais, Brasil, mundo, que são crianças, jovens, adultos, idosos.

Eis agora que, incrivelmente, todos querem saber quem matou Max. Que Max é esse tão importante assim? Sinceramente, não sei. Sei que está chegando ao fim uma tal de novela chamada Avenida Brasil, (nada a ver com Belo Horizonte — na região central da Capital ou Itabira — no bairro Amazonas), que é exibida por uma tal de Rede Globo de Televisão, no horário considerado nobre.

Informa o noticiário que o governo montou um esquema especial para que não ocorra, nesta sexta-feira, um blecaute ou apagão,  em todo o país. Não entendi bem, mas se presume que milhões de brasileiros estarão vendo o (s) capítulo (s) final (ais) da dita cuja novela (menos um, que será eu, que não quero saber quem fingiu que matou Max). Há também “briga” de candidatos em Salvador (BA), que querem mostrar, durante comício, o capítulo final em telões para que o povo permaneça no ato público.

Então, fica assim: o que é verdade ocorrendo neste país ninguém quer saber, mas o que passa na cabeça de um novelista, ficção pura, o Brasil quase inteiro está interessando em se esclarecer. E quando a novela terminar, todos vão dormir, passam mais uma semana, um mês, comentando, enquanto o escritor do folhetim se delicia por ter feito de escrava uma pátria quase inteira de 200 milhões de seres quase humanos...

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Vamos mudar de assunto?

— Então, vamos. Nada de futebol, política, religião e outros temas menos votados.    
–— Combinado.
— Vamos falar de vida, existencialismo, mundo e coisas parecidas?
— Você é quem manda...


Esse foi um início de diálogo mantido recentemente com um amigo pelo MSN. E ele se referia, basicamente, aos temas deste blog. Na conversa, lhe disse também que, ao criar a página na internet, não queria propaganda dela, não fazia questão de que fosse muito lida. Venho conseguindo tal objetivo.

O parceiro interauta me propôs exatamente este tema: mundo. E nos desembestamos a conversar:

Eu — O homem encontrou um planeta, ou mais um, parecido com a Terra, embora fora do Sistema Solar, mas relativamente pertinho, a 4,3 anos-luz.
Ele — Foi descoberto, também recentemente, que a Lua é um pedaço da Terra, que  teria se desprendido de nosso planeta, depois de um choque qualquer.
Eu — Como você vê, meu amigo, depois de tanto tempo, ainda assim continuamos provando que não conhecemos sequer o universo, sempre, sempre, sempre, descobrindo  novos planetas e astros por aí.
Ele — Verdade. E nunca conseguiremos conhecer tudo. Na vida, nem dá tempo. A gente vive e morre, fica uma jornada para trás.
Eu — Mas, caminhamos para um dia concretizar o encontro de toda a verdade universal.
Ele — Duvido. Por exemplo, nem se sabe que existe vida em outros planetas.
Eu — O homem quer encontrar vida semelhante à da Terra. Isso não há. As vidas são diferentes. A meu ver, seria preciso desenvolvermos uma sexta inteligência, ou sétima, para que cheguemos a tal conquista.
Ele — Mas, a ciência não admite isso.
Eu — Verdade.  O ponto de partida é o que Sócrates deixou escrito por Platão: “O homem deve conhecer-se a si mesmo para depois desvendar o mundo”.
Ele — Sábias palavras.
Eu — Pois é. Sócrates nasceu em 470 a.C. e morreu em 399 a.C. e Platão em 428 e morreu em 328 a.C. Estamos em 2012 d.C. e ainda voamos no tempo e no espaço sobre a verdade.
Ele — Vamos mudar de assunto?
Eu — De novo?

NOTA: Registro aqui as palavras de Oscar Niemeyer, o arquiteto criador de Brasília, de 104 anos: “Tenho muitos projetos para executar; não tenho tempo de morrer”.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Voto consciente? Conte outra...


Em todas as eleições o filme se repete: “O voto é uma arma que você tem para mudar a sociedade”, “Vote consciente”, “Não venda o seu voto”, “Vote com liberdade” etc. e tal. Os TREs, TSE, a Igreja Católica e outras entidades fazem propaganda pelo voto limpo. Este ano, bateram muito na tecla “ficha limpa” e vontade do povo. Parecia que nós, cidadãos, mudaríamos o mundo votando certo. Grande piada! Conte outra...

Votar em quem? Alguém pode responder? Poderiam me dar resposta a esta pergunta: de que forma encontramos o candidato, ou os candidatos certos? Vamos... se quem mais decide por nós é o marketing, e sendo marketing sinônimo de falsidade, como acertaríamos escolhendo pelas suas imposições de propaganda?

Li num site por aí que vêm sendo feitas pesquisas pós-eleitorais sobre o voto. Um resultado interessante é o seguinte: em menos de um ano, 90% dos eleitores de um candidato numa cidade qualquer se arrependem por terem escolhido tal e tal pretendente a cargo público. Desculpem-me os simpáticos moradores de Santa Maria de Itabira com o que vou escrever agora: essa cidade tem os eleitores mais arrependidos que conheço. Espero que santa-marienses se vangloriem sempre por terem escolhido Grilo para governar de 2013 a 2016 a sua cidade.

A esperança em todo candidato dura até quando acaba a esperança do milagre que ninguém faz. Normalmente, numa cidade, mudam-se as caras, mas a monotonia de a vida continuar do mesmo jeito permanece. Tem uma outra cidade por aí que elegia um cidadão de vez em quando. Esse entusiasmava a população com o seu carisma durante as disputas, mas ao se eleger chamava a tarefa de governar a sua cidade de “merda”. E tudo para ele era merda: prefeitura, cidade, trabalho e até o povo.

Quando os partidos políticos escolhem os candidatos fica claro que democracia é balela pura. A ficção se alonga até o momento em que são apresentados os nomes dos concorrentes. Geralmente, candidatam-se vez por outra os bons cidadãos, mas nem sempre. Quer dizer que uma grande maioria tem que ser engolida como um sapo de pernas abertas. Na hora de votar, tanto o nome a ser escolhido vem do marketing, ou seja, fantasiado de gente boa, quanto pode não ser o que gostaríamos de eleger, apenas o menos ruim.

Para que o voto seja livre e represente a vontade popular, precisa-se, inicialmente, acabar com a sua obrigatoriedade. Onde já se viu alguém ser obrigado a fazer alguma coisa representar democracia e liberdade? Além dos votos nulos e brancos, há os que votam por protesto, ou seja, que são arrastados às urnas. A maioria vota para garantir uma aposta qualquer, ou mesmo desabafar alguma raiva. E não seria esse o objetivo da manifestação popular.

E encerrando no ficha limpa, uma pergunta: todo ficha suja já foi limpa e cristalina. O poder é que corrompe o cidadão. E me crucifiquem se estiver rabiscando mentiras...

sábado, 13 de outubro de 2012

"Não há almoço de graça"

Estou aqui no Espírito Santo curtindo o nível do mar zero e tomo conhecimanto do seguinte fato: no dia 9 de outubro, data em que Itabira completou 179 anos e 2 dias de emancipação político-administrativa (a data exata da independência itabirana foi 7 de outubro de 1833), a cidade sofreu um misterioso abalo sísmico, muito comentado por dezenas de pessoas nos facebooks.

De longe, tentei apurar a ocorrência de formas diferentes. Enviei e-mails para dezenas de amigos e também vários sms, incluindo o nome do secretário municipal de Meio Ambiente, Arnaldo Lage. Algumas pessoas responderam - a autoridade municipal, não - e ninguém definiu o nome do autor do "terramoto", se é a Vale, que balança diariamente vários bairros, ou se a natureza, que cutuca alguns locais do Planeta Terra, quase também diariamente.

O autor ficou no anonimato. Deixou apenas claro que o dia escolhido foi o de pseudoaniversário da cidade. Claro ainda que se trata de um merecedor prêmio à terra de Drummond, da própria Vale, de Ana Beatriz Barros, de Cornélio Penna e de João Camillo de Oliveira Torres.

No exato dia do níver itabirano - 7 de outubro - parece que uma big empresa que ganha eleições no Brasil, deu algo que só poderá se confirmar que foi presente cristão ou de grego daqui a uns meses ou anos. Espero ter sido o primeiro o ofertador do presente, mesmo acreditando em frases normais de economistas renomados, que sempre dizem o seguinte: "Não há almoço de graça".

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Damon Sena é o mais votado da história de Itabira mas sem maioria na Câmara Municipal

O médico Damon Lázaro de Sena é o prefeito mais bem votado da história de Itabira. Obteve 70,2% dos votos válidos, concorrendo pelo Partido Verde (PV) e tendo como companheiro de chapa Reginaldo Calixto de Oliveira (vice-prefeito eleito), ex-provedor do Hospital Nossa Senhora das Dores, filiado ao PMDB. Damon surpreendeu com 47.794 votos. Curiosamente, ele não conquistou a maioria na Câmara Municipal. Dos 17 vereadores eleitos, apenas sete são de sua coligação. Trata -se, no entanto, de uma minoria teórica, porque, historicamente, Itabira só tem oposição ao governo no último ano de mandato, quando extrapolam os descontentes ou se formam coligações para uma nova eleição.


Em segundo lugar, com quase 20% dos votos, o ex-prefeito e ex-deputado, atual assessor do governador Antonio Anastasia, Ronaldo Lage Magalhães, que obteve apenas 13.513 sufrágios. Em terceiro, Roberto Chaves, do partido de Anastasia, PSDB, alcançou 3.954 votos (5,81%) e, em último, Cláudio Vieira, Ciganinho, que atingiu  o percentual de 4,14%, ou 2.881 votos.

Os vereadores eleitos, na ordem de classificação proporcional (cálculo válido pelo número obtido por coligação/total necessário para cada membro do legislativo) e que tomarão posse em 1º de janeiro de 2013, são os seguintes:


Ronaldo Capoeira (PV) – 1.594 — Situação

Palhaço Batatinha (PSDB) – 1.536 — Oposição

Solimar (PSDB) - 1.427 —  Oposição

Rodrigo Assis -Diguerê (PV) – 1.383 — Situação

Torrinha (PDT) - 1.340 — Oposição

Tãozinho Leite (PP) - 1.334 — Oposição

Bernardo Mucida (PSB) - 1.305 — Situação

Ilton Magalhães (PR) -1.222 — Oposição

Carlinhos Sacolão (PP) - 1.221 — Oposição

Paulo Soares (PSB) - 1.217 — Situação

Marcela (PR) - 1.192 — Oposição

Lado de Dona Dudu (PMDB) - 1.127 — Situação

Zé Mauro da Farmácia (PV) - 1.104 — Situação

Sueliton Sousa (PTN) - 947 — Oposição

Toninho da Pedreira (PTN) - 933 — Oposição

Pacelli (PMN) - 875 — Oposição

Lúcio Mauro - Carteiro (PSC) - 587 — Situação

.

domingo, 7 de outubro de 2012

Bendita sois vós, Terra Santa!



Foi uma viagem sensacional. Repito: espetacular. Falo outra vez: incomparável. A partir de quando saímos de Itabira em ônibus direto para o Aeroporto de Confins, às 3 horas da madrugada de 14 de setembro de 2012. Menciono o ano para ficar gravado para sempre. E como acertamos na mega-sena tomando a decisão de ir, a menos de dois meses da data marcada, tendo encontrado as duas vagas para Marlete e eu. E fomos...

Se a viagem começou boa, deve-se à turma que encontrei dentro do ônibus, começando pelos padres Cleverson Pinheiro e Luciano Simões e seguindo pelas pessoas que seriam a nossa companhia. A meu ver, que não conferi uma por uma, a romaria, ou peregrinação, ou turma, ou equipe tinha 57 mulheres e nove homens. A disparidade atrapalhou um pouco nas paradas para os banheiros, mas, mesmo assim, houve o contorno da situação por experientes pessoas. Gilda, ex-Receita Federal, liderava essas soluções, além de fazer rir até os motoristas árabes, que não falam senão a língua deles.

E o Zé Diniz? Acostumado a ser severo nas suas lides com a gerência de turmas nas oficinas de máquinas pesadas da antiga CVRD, mas mansinho como um cordeiro quando empunhava a frente das obras empreitadas de graça pelo Grupo de Trabalho da Comunidade do Campestre (que saudade!), ele nem dava um pio para desagradar a sua excelentíssima esposa, Dona Helena, a quem chamo de Helena de Troia. Zé Diniz e Dona Helena me provaram, não por me terem revelado, mas pelo comportamento, que vão chegar nos 50 anos de casados sem uma briguinha qualquer, nem uma birrazinha comum entre dois que vivem debaixo do mesmo teto esse tempo todo.

Ihhhhhhhhhhhh... Comecei falando de pessoas e seria obrigado a citar todos. Como? Acho que vou deixar para aos poucos ir lembrando. Afinal, esse blog é nosso e não tenho compromisso nem com espaço nem com outra coisa que não seja o respeito total. Então, me ocorre recordar a Mãezinha de Marta e sua irmã Dorinha (seriam a família de Lázaro?) a quem propus ajudar a andar pelos caminhos íngremes dos obstáculos que vencemos, os mesmos de Jesus, seus apóstolos e as multidões. E vamos a Ludmila e seus familiares, o amigo de longas datas, Jorge Azevedo, sorridente em qualquer momento, e sua esposa Terezinha, Ludimila deixou muita gente de queijo caído pela coragem, fé, companheirismo e também o sorriso familiar.

De Águida e sua Graciela não vou falar. Para quê se os Diniz são sempre os mesmos? Nem de Dadá Lacerda, que com os seu Caminhos Drummondiano, sentiu como deveria ser, graças aos Caminhos de Jesus que seguiu atenta e na ponta do pé. Inseparável dela a Tuca da Bambino, que andou perdendo pelo menos a parte da manhã de uma excurssão por absoluto respeito a uma indisposição de saúde, recomendada pelas médicas Marta e Valesca. Valesca teve que liberar sua mãe, Maria Antônia, presa durante duas horas no banheiro do apart-hotel em Roma. Foi divertido.

José das Graças, paciente como o Jó bíblico, e sua esposa, ainda mais paciente, teve testes infalíveis na chegada a Jerusalém, quando sua mala foi “agredida” pelos tombos das bagageiras das aeronaves e na saída de Tel Aviv, ao abri-las e expor o que nelas continha por causa de exigências incompreensíveis dos muçulmanos. Também Dona Aldagisa e a esposa do Ralf da Padaria tiveram problemas com malas, acho que houve violação delas. Isso a Tap vai ter que dar satisfação, talvez tenha sido o único ato realmente desagradá vel de toda a viagem.

Désia Lúcia acabou sendo nossa guia em alguns lugares. Afinal, ela foi a Israel não menos de dez vezes quando lá morava a filha Lucilene e família. Maria Lúcia, esta acompanhada do marido Moacir, e outra  Lúcia, todos simpáticos, a última mão aberta mesmo, nem vou citar de que ela abriu mão. Plínio e Ângela (esposa) caprichou nas fotos e fez tanto registro quanto alguns mais, até mesmo os padres e a professora Márcia, de saudosa época em que cursei História na Funcesi. Lá ela fazia um exercício de memória oral e instantâneo, diferente deste meu, muito lento e até, às vezes, conferindo parte da lista que tenho aqui.

Terezinha Macedo Félix, Alice (do país das maravilhas e do Charneca, amigo do peito), Lígia, Vânia, José Alves e Maria das Dores Leite, Paré Sá, Diane, Magda Lage, Cida Duarte (Nova América), Caetana, Beth Nascimento, Josiane Martins (a bilíngue), Imaculada Lemos, Dona Lourdes Zeferino, Aura e Vanessa, De Lourdes Santos, Fátima Benevides, Maria Moura, Haydê, Ana Ester,Vovó Nazinha, Fátima Benevides, Conceição Fonseca, Vera Lúcia Sá (Zoeira), Diquinho e Itamárcia, Nazinha, Nestor,  além dos preciosos guias Émerson e Wellington e de algum ou alguma que ficou esquecido (a) — todo o grupo promete ser inseparável.

Venceu esse espaço e continuo depois, lembrando Fátima, Batalha, Nazaré e Lisboa (Portugal), Roma (Itália e Vaticano), Israel (Jerusalém, Galileia, Nazaré, Belém, Jericó, Cafarnaum, e os locais históricos que mexem com as nossas vidas). Esclareço: vou tentar retratar a emoção dos padres Cleverson e Luciano por celebrarem missas em locais marcantes do Cristianismo. Viva todos!

Até mais...