sábado, 11 de março de 2023

A ELEIÇÃO-2024 COMEÇOU EM ITABIRA E JÁ TENHO O MEU CANDIDATO A PREFEITO

 


Que lei eleitoral que nada! A eleição de 2024 já começou faz mais de um mês. Até 2026 está sendo discutido em bares, restaurantes, botecos intelectuais (?), esquinas e velórios. Alguns interessados condenam de manhã, mas à noite está no levantamento de copos, lançando ou já destacando o seu pretendido. Se a justiça eleitoral me condenar por declarar aqui algum eventual candidato que apoio, já que é atemporal, vou contra-atacar e chamá-la para visitar locais onde o assunto virou prato do dia.

 

Então, tá, estamos entendidos e vou “urubusservando”, como diria Mané Gato, meu eterno protegido, que morreu deixando mais de 150 mil reais na Caixa Econômica Federal. Manoel de Oliveira (tinha um outro nome  para demonstrar a sua humildade e fidelidade ao Estado), que deve ter ficado com as suas economias. Cansei de lançar Mané Gato a vereador, ele venceria, mas também nunca topou a parada. Ele nunca quis e esse não é meu assunto de agora. Citei para, como diz o foca nas redações de jornais, “encher linguiça”.




Hoje venho informar que estamos em 2024, quase na hora de lançar os doidos de pedra. Vou contar o que posso e devo a quem confiar em mim. Quem quiser me definir como um pai de santo dos terreiros benignos está liberado. Tenho balas no gatilho de um 38 imaginário para atirar em todas as direções como um Tom Mixx, ou mesmo John Wayne, Burt Lancaster ou Kirk  Douglas.

 

Andam acontecendo reuniões por aí e muita gente promove, ou percebe, ou mesmo sabe mas prefere viver no mundo não da “Alice no País das Maravilhas”, mas no bem dosado “Faz de Conta”. Acho isso um absurdo, penso até que a Justiça Eleitoral deveria liberar o assunto, abrir as comportas para que o povo não seja chamado de bobo. Na verdade, o povaréu só fica sabendo quando o gongo soar ou dispararem as sirenes da Vale no romper de suas malditas represas, conveniadas com o espanta-coió (coiós somos nós).

 


Posso adiantar quem não será candidato a prefeito em 2024 e o povo não vai acreditar. Seu nome não precisa ser mencionado porque desde quando surgiu a possibilidade, inventada pelo velho FHC, as falácias destacam esse “vamos tocar o bonde que o trem já vem”. como dizem em terras capixabas quando se dá o apito do gigante da E.F.V.M.

 

Para contrapor o candidato chamado de “oficial”, que desiste porque contrata uma  pesquisa correta e vê que levaria tinta nesse pleito próximo vindouro. Isso já ocorreu em Itabira há exatos 23 anos e tende a repetir-se. Como possível alternância  há uma estratégia de buscar outro nome e esse já é tarimbado, passou por teste no último pleito, foi aprovado. Ao seu lado precisaria de alguém que segura a barra na “vice-prefeitança” e vai lá que é da chapa acima descrita: “artífice”.

 

Pronto. Falta a oposição. Ah... essa  é  brava e vem rasgando caminho com mísseis, canhões, bombas atômicas e até armas químicas para fazer de Itabira uma Hiroshima e Nagasaki, tudo ao mesmo tempo. E reconstruir, como o Japão, Itabira em tempo recorde.

 

Está montado o grupo da elite do próximo pleito. Contudo, pode aparecer uma terceira via que, aliás, já deu sinal de sua cara. Está, portanto, cogitado esse caminho opcional. Em tempo: a oposição pode inviabilizar o quadro de surpresa, de terceira precedência, para evitar que o grupo da cabeça inicial não saia em vantagem.

 

Acho que já disse tudo. Falta agora reafirmar a minha posição, que considerarão, com certeza, fraquinha senda, já que na política itabirana represento hoje um zero à esquerda.

 

“Fica bobo aí, como diria minha  saudosa mãe”, a cabeça é minha, se os dedos que dedilham o computador vieram com meu corpo ao mundo para ajudar a alma a viver e se o PC, ou netebook, ou celular, todos me pertencem, estou pronto para votar secretamente nele, o preferido definido.



E vai lá, anote quem quiser. Para não fugir da coerência, porque me liguei a Itabira aos 5-6 anos de vida, quando colhia café num morro na altura do Pico do Cauê, vendo a “dinamitagem” sempre ao meio-dia, da altura da riqueza itabirana; como fortaleci esse vínculo ao aqui chegar em 28 de maio de 1966; como me empurraram para ser vereador em dois mandatos (1972-1976 e 1977-1982), candidato a deputado estadual (1982) e federal (1986) o amor cresceu e se tornou infinito.

 

Meu candidato é o Senhor Futuro. Futuro para sempre, Futuro de meus discursos no Legislativo e em todas as campanhas eleitorais, Futuro das novas gerações sempre relegadas e Futuro na frente de tudo, repito, Futuro para além da vida e para além da morte.

 

José Sana

Imagens: Redes sociais

Em 10/03/2023

sexta-feira, 3 de março de 2023

ITABIRA É MESMO NAU SEM RUMO E SEM GUIA?

 

Pare! Não siga à frente. Melhor perder tempo sem dar um passo na direção Norte do que seguir sem rumo em lemes chamados “pros cocos”. É disto que estamos tratando neste momento sobre o futuro da nossa Itabira, também abordando presente imediatista, estação dos bobos. Se estou certo ou não, paciência, me deem apenas o direito de errar. Mas, quem sabe há firmeza em meu propósito, ou estou pelo menos meio certo? Está escrito por um notável sábio que cada um dos filhos de Deus, mesmo os excluídos, carrega no cérebro algo de correto e que precisa ser aproveitado.


 

Curiosos de plantão, como sou eu, gostam de seguir opiniões de cientistas, filósofos, historiadores e outros graduados, pós-graduados, PHDs, quem estiver em pauta. Escolhi um personagem da Antiguidade ao início da Idade Média para pré-avaliar o contexto de minhas palavras agora: Sêneca (4 a.C. – Roma, 65 d.C.). Do pensador, extraio uma frase irretocável, com sentido da flor da pele à alma humana: “Enquanto o homem não souber para que porto quer ir, nenhum vento será o vento certo”.

 

Não vou afirmar, taxativamente, que Itabira caminhou contra a ventania sempre. Não, já procurou, sim, o rumo pré-estabelecido. Só que em ocasiões, por culpa exata da liberdade de cada um fazer o que quer, um governo geralmente não segue o outro. Por isso que aí está a nossa Itabira ainda desnorteada, sem uma definição completa de seu futuro, verdadeira nau sem bússola, ou mais claramente, sem rumo.



Para nos livrar dessa falta de foco, de objetivo determinado, a ideia massacrante do imediatismo nos condena. Por exemplo, agora a sacudida que se dá na cidade coloca em epígrafe o preço de passagens de coletivos urbanos. O prefeito Marco Antônio Lage é o propositor da ideia, transformada em projeto, reduzindo o preço da passagem em R$ 1,00. E ele convoca numa de suas famosas “live” a incumbência de expor a menos de  60  pessoas, as vantagens de sua proposição.

 

Por que não abriu a licitação de um contrato de mais de 50 anos (salvo engano)? Só os responsáveis pela tarefa de formulá-lo podem responder, enquanto  o povo se perde em suposições, opiniões, informações. Todas essas causas não são confiáveis. E quem poderia explicar? O ocupante do poder não elucidou o indispensável porquê?

 

Colocar na cabeça do usuário de transporte coletivo urbano que ele está sendo beneficiado não é tão simples assim como pensam alguns e  principalmente  o prefeito Marco Lage. Faz mais ou menos meio século que somos informados de que o preço da maior carga de passagens recai sobre o empresário, depois ao jovem estudante. O operário, que seria o maior e imediato usufruidor, não faz parte da maioria.

 

Se até agora não falei de flores, eis que aproveito para dizer que sim: em 1977, como vereador e com a contribuição de 14 colegas, lançamos o “plano funil”. O que ele tem de bom? Resposta: permite que haja uma verdadeira e confirmada participação do povo no governo. Seria um verdadeiro socialismo, e poderia combinar com as ideias do atual governo municipal.

 

O itabirano quer isso? Marco afirmou em campanha eleitoral, efusiva e repetidamente, que de partidarismo ele só teria Itabira como a sua preferência. Entendi: nada de esquerda, nada de direita, nada de centro. Seria uma espécie de “itabirismo” somente, aproveitando essa expressão lançada por Clóvis de Faria Alvim em seu livro “Escritos Bissextos” (Editora Vega, 1980, 175p).

 

Quando o estado traz para sim a centralização de despesas populares ele se alicerça no socialismo. É bom clarear que não conheço esse sistema de governo com plena democracia. O povo não aceita decisões que não sejam de sua inteira participação. E democracia não tem meio termo. A data da licitação do transporte coletivo urbano vem de anos a fio. Agora, para demover a população a concordar, a Câmara Municipal tem curto tempo para decidir? Se eu fosse vereador, nem o mais carneiro dos colegas aceitaria  tal imposição.




 Ficam mais perguntas:

 — durante a vida inteira a Prefeitura de Itabira vai subsidiar o preço da passagem?

— quando a corda apertar, quando a receita municipal cair, onde buscaremos os milhões para levar o passageiro ao seu destino?

— Onde seria esse lugar de ficar se os empregos podem ter sumido?

— Itabira exige de seu gestor decisões para o futuro ou o itabirano aceita o perene imediatismo?

Com a palavra o prefeito, o vice-prefeito, os vereadores, as entidades públicas, a sociedade civil organizada.

Chegou a hora de “a onça beber água.” Em 2031 poderá não existir nem onça, nem Itabira, nem guia e nem água. 

José Sana

Em 03/03/2023

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

“VERDADE, EIS A HOMENAGEM QUE LHE DEVOTO!”


No tempo de meus avós o recado era ou mal escrito, ou mandado no famoso recurso boca a boca. Havia uma certeza de 99,9% de que chegaria intato ao seu destino e 100% quando a notícia era ruim demais (morte) ou boa (loteria).


Hoje ninguém crê numa mensagem via MSN ou WhatsApp ou E-mail ou site, ou Twitter ou transmitida online, senão usando pelo menos outros recursos para chegar à fonte correta.



Um jornal antigamente chegava com a data de hoje e temas de ontem. A notícia era perfeitamente entendida, em último caso conferindo outras fontes. O acerto se firmou como praticamente irrefutável.


A internet pode transmitir notícias incontestáveis (por exemplo, placar de jogo de futebol, ocorrências políticas, policiais), mas nem sempre traz uma informação correta, ou pode ser uma total fake-news, ou editar um tema com outro foco, com objetivos escusos, a ponto de tornar a informação uma real provocante de desinformação.


A imparcialidade nunca existiu na imprensa em tempo algum. A escolha de temas a serem focados na imprensa mostra este lado pecável da notícia. Há muito mais parcialidade na omissão de assuntos do que em escolhas de pautas. Nos meios de comunicação não há espaço para todas as notícias, bem como, sequer, o mínimo percentual desejado, mas existe como esconder assuntos que seriam indispensáveis ao bom sentido da informação. O jornalista que gosta de opinar, avaliar e até julgar é o mais comum dos erros da imprensa e que torna a notícia praticamente inválida.


Destes curtos tópicos focalizados pode-se ter uma conclusão: cada tempo na sua devida época e relativa interpretação. A comunicação melhorou, é mais ágil. No entanto, quanto mais parece ser eficiente, mais torna-se susceptível às mentiras e más interpretações, bajulações ou malhações.


Para abordar um assunto que interessa a muitos, contam os arquivos históricos da Idade Média que um estudioso aventurou-se em pesquisar e escrever a “história do mundo”. Para que pudesse levar adiante o seu objetivo anunciou que esperava contar com a ajuda de todos os intelectuais que pudessem alcançar tal propósito: enviassem-lhe  capítulos de acontecimentos locais e, de posse deles, pudesse juntar fatos e organizar um só volume histórico a respeito da vida no globo terrestre.


Seu trabalho foi levado adiante até que em certa tarde, ao observar de sua janela, um desentendimento entre vizinhos, no seu prédio, eles trocaram desaforos e cada um defendia uma espécie de argumento a respeito de questões diferentes. Viu, analisou, concluiu no seu pensamento particular a visão de um fato, ao vivo e a cores.


Fechou a janela e foi para o banho, em seguida o jantar e, por último, recebe a visita de um outro vizinho que lhe contou o confronto como o por ele presenciado, análise e conclusão completamente diferentes do seu entendimento. Em seguida, chamou o visitante para ver em seu escritório as toneladas de informações que recebera de vários historiadores espalhados pelo mundo.


Dando prosseguimento ao que lhe passava pela cabeça, pediu ajuda ao visitante e decidiu transportar numa carruagem o papelório para ser depositado num terreno baldio não tão distante. Juntou todas as anotações, preparou a fogueira que não era de São João, pegou uma caixa de fósforo e ateou fogo em tudo, mesmo com apelos fortes e insistentes do amigo vizinho que lhe fizessem desistir da  estapafúrdia decisão.


O fogo subiu aos ares, a fumaça encobriu uma extensa área. O ex-historiador pronunciou as seguintes palavras: “Se um fato que aconteceu hoje mesmo é visto e analisado de forma diferente por duas testemunhas, o que diria se ocorressem em várias épocas, vários países, sob o foco da mesma análise, e por seres humanos normais e confiáveis?”

No fim do fogaréu, conclui de seu raciocínio considerado por ele lógica a derradeira frase: “Se o que acaba de ocorrer hoje, agora, aos meus olhos e de pessoa confiável, o que seria a realidade neste imenso mundo que queríamos conhecer?” E concluiu a sua frase para fechar o ato que acabava de praticar, pronunciou as seguintes palavras: “Verdade, eis a homenagem que lhe devoto!”


José Sana

Em 13/02/2022

sábado, 14 de janeiro de 2023

O PODEROSO CHEFÃO


Gente querida, até agora a pátria não foi salva. Risco bem preocupante. Precisa ser restituída a liberdade de viver, urgentemente, a nós. Sem fonte segura de informações do que está ocorrendo no globo terrestre dos gananciosos, este espaço será agora ocupado por uma figura por demais segura e conhecida: o Bom, ou Mau Cabrito, ou Cabrito Mais ou Menos. Este pode nos salvar. Ele ocupará este pedacinho de página com o nome de Mais  ou Menos.



“Aqui escreve o Cabrito Mais ou Menos. Vou abordar o tema que parecia segredo: Quem manda aqui é ele. O Forte não é mais o Terrorismo do Oriente Médio. Nem a cabeça de gente esperta que frauda urnas, espalha fake news e faz o narcotráfico nunca parar.

Quem será esse ou essa cara forte que comanda o mundo? Pode ser poderosa porque hoje em dia a mulher bonita entra no rol das personalidades respeitadíssimas na Terra, a figura feminina remove montanhas mais que a fé e as mineradoras.

Poderoso é o hacker que descobridor da fraude nas urnas brasileiras em outubro e novembro do ano passado. Ou não propriamente ele foi  quem descobriu a trapaça, mas o sujeito que fabricou o ludíbrio e enganou milhões de seres humanos brasileiros e estadunidenses, sem contar outras vítimas.

Será o tal de Lula, conhecido como Nove Dedos, ou Nine, ou Molusco, que conseguiu burlar o povo e se tornar presidente do Brasil (mortos, por favor, acreditem)? Mas existe outro mais importante e poderoso.

Sei que estão pensando naquele careca. Com certeza, o dono de um gigante dentro do maior espaço, o sujeito que prende todo mundo (a esta altura deve estar atrás de mim). Quem pode soltar, dependendo de ser bandido o candidato, é sua excelência Gilmar Mendes, Boca de Pato.

Vou terminar e revelar quem é o cara mais poderoso do mundo. Hoje  ele se chama Sem Nome e Inigualável. Não vou contar explicitamente porque ele pode engaiolar-me. Só  deixo pistas: a primeira é a sua semelhança com Nero e Calígula, ditadores do Império Romano;  a segunda dica pode ser motivo para minha prisão, mas arruma pra lá: Xandão, Cabeça de Ovo de Hipopótamo Fêmea.

Faltou tempo para dizer que a ditadura é o seu comboio, a censura a arma de prisão que se encaixa em qualquer um. A esquerda é recordista de golpe de estado no planeta redondo.

Um voto de louvor a Karl Mark, o cientista e trapaceiro alemão, que conseguiu deixar na gaveta o Manifesto Comunista, que não serviu nem para meados do Século XIX, mas que os retardados querem usá-lo para satisfazer seus desejos e fazer de bobos quase oito bilhões de seres humanos. Duzentos e trinta e cinco milhões de brasileiros já foram fabricados tatus de madrugada.

Assinado:

Cabrito Mais ou Menos

14/01/2023

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

BRASIL, UM PARAÍSO À BEIRA DO INFERNO


Andando por aí em qualquer cidade, converso com um e com outro. Ultimamente, a preferência era e é ficar no aguardo do que vem por aí em matéria de governo. O Brasil encontra-se numa encruzilhada histórica. Pode engrenar marcha à frente, ou não. Como sou um “zé-ninguém”, ou mais propriamente, um “mané”, só tive o prazer de falar nesta semana com duas criaturas, as quais me chamaram a atenção.



Falam muito e falam pouco em socialismo, elas e outras.  Eloquentemente, os que dizem entender do tema; resumidamente, os quem nada sabem. As primeiras perguntas não dão resposta, como esta: como daria certo o Socialismo se em todo o Planeta onde tentaram não conseguiram? Alguém quer saber: por que esse regime necessita de ditadura?


A princípio falo com uma jovem de 22 anos, universitária, residente em Itabira. A palavra é dela, MJF:


“— Qual ser humano abre mão da liberdade de viver, de manifestar-se, em qualquer discussão? Ninguém. E mais: sem a ditadura, adeus Socialismo e Comunismo. O povo nunca quer ser oprimido. Ou quer?”


“— Antes mesmo de chegar ao governo, o PT entrou com um time para praticar o absurdo. O primeiro passo foi tirar Lula da prisão, quando ele já tinha sido condenado definitivamente por vinte juízes em três instâncias e ainda deixava processos para serem colocados em julgamento”.


“— A transferência para o Estado da produção que gera impostos  e receitas dá certo? Duvido. Vem aí, segundo a mídia, uma avalanche de estatizações de empresas promissoras. Ora, o governo com a equipe fraquíssima que está  montada, não dá conta de fiscalizar e arrecadar impostos, e ainda quer produzir? A Petrobras só deu lucro agora e voltará ao caos de sempre?”


“— Sem analisar um a um o pessoal nomeado pelo governo, qualquer limpador de para-brisa ou lambedor de rapadura sabe que uma turma eminentemente política, sem técnico competente, sem currículo de vencedor, jamais governará este nosso país”.


Passo a palavra a outro, de 70 anos, A.V.B., e graduadíssimo. Diz ele: “Seria esta a argumentação que teriam os bolas murchas para me classificar como um tatu de madrugada, como dizem na minha terra a respeito de seres idiotas? Moro neste país, nele estou de passagem e chego ao fim da jornada, acreditam que faria a previsão com um ex-presidiário governando, outros verdadeiros jagunços ajudando (ou atrapalhando mais), sem contar as eminências pardas?”


Sozinho não sou dono de assunto nenhum para este momento — agora quem diz sou eu. “O paraíso está em perigo e pode virar inferno” — frase captada na internet. Pior é que os demônios já anunciaram que vão estabelecer em lei a ideia de ficarem 36 anos mandando, enquanto a direita dorminhoca acha-se perdida neste paraíso chamado Brasil.


Será que merecemos?


José Sana (jornalista, graduado e pós-graduado em História, graduado em Língua Portuguesa)

11/01/2023

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

SENHOR SOCIALISMO: SÓSIA DO COMUNISMO

 Entrevista imaginária mostra, sem cinismo e marketing pernicioso, a verdade que o ser humano deveria adotar  na vida



Quando eu era criança, um de meus autores preferidos eram Olavo Bilac, Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Nelson Rodrigues e as revistas em quadrinho Gibi, Jerônimo, Cavaleiro Negro, Tarzan e outras. Cada um dos personagens na sua especialidade. Eu os lia com incrível apetite cultural que já me fazia rabiscar os livros, ou seja, marcar frases ou palavras relevantes. Nos livros, tenho-os ainda com marcas indeléveis.

Confesso que era mais assíduo no escritor, jornalista, dramaturgo Nelson Rodrigues, nascido em 1912 no Recife (PE) e falecido no Rio de Janeiro (1980), onde viveu o maior tempo da vida. Essa assiduidade se explica porque era ele assinava cronistas em jornais da minha adolescência. Não deixava escapar no então respeitado O Globo,  em duas páginas diárias, a esportiva e a literária.

Entrevistas imaginárias eram tipos de conversações que, geralmente, combatiam a ideologia opositora. Por exemplo, o arcebispo de Olinda (PE), Dom Hélder Câmara, tinha o perfil que ele mais combatia. O “religioso” para ele era um ateu: “Só olha aos céus para ver se leva o guarda-chuva”. Nas entrevistas  ele chamava a atenção pelas metáforas, as mais ousadas e divertidas.

No terceiro ano primário, eu era presidente do Grupo Literário Olavo Bilac, mas sempre estava escrevendo sobre  aquele que abordava futebol, a vida como ela é e as entrevistas imaginárias. Esta última é o meu tema de agora. Quem serve de testemunha, a exemplo de que Nelson usava a cabra vadia observadora. Como já usurpei o título desta página, preferi manter a peculiaridade familiar e optei pelo Bom Cabrito, meu sempre fiel personagem e escudeiro.

SOCIALISMO, NOSSO FOCO DE HOJE

PERGUNTA — Como o senhor, caro Socialismo da Silva, define-se, falando a mais pura verdade, sem nenhum medo de errar?

RESPOSTA Eu sou ideário político e econômico, registrado em cartório e benzido em igrejas, concebido no contexto da Revolução Industrial, em fins do século XVIII e meados do século XIX. Tendo por princípio basilar a igualdade, fui construído em contestação ao Capitalismo, que naquele período operava sem nenhuma forma de regulação ou legislação trabalhista que conferisse aos trabalhadores. Assim fui concebido por Karl Marx. Os seguidores são os irresponsáveis.

PERGUNTA — Por que irresponsáveis?

RESPOSTA Ora, Marx, alemão, meu inspirador, e outros, criaram-me e bordaram-me para fazer todo mundo ser pobre, ou melhor, miserável. Mas, no fim, criaram uma nova classe elitizada, mais distante ainda da massa trabalhadora, que só sabe mamar. São esses aí, representados internacionalmente por George Soros e Bill Gates, entre outros.

PERGUNTA — Por que omitem  duas palavras significativas em sua vida: Comunismo, como seu nome próprio, e Friedrich Engels, como comparsa de criação? Fale sobre a Revolução Russa de 1917, se puder...

RESPOSTA A Revolução Russa, ocorrida em 1917, foi um conjunto de eventos sociais e políticos que alteraram a estrutura do país. A Monarquia Autocrática foi substituída por um Governo Provisório e, depois, houve a formação e consolidação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, sob o comando de Lênin. Começaram propondo uma revolução socialista, mas ficou na história como comunista. Foi um erro, constataram depois.

PERGUNTA — E Friedrich Engels, esquecem dele por quê?

RESPOSTA Engels era uma espécie de financiador das ideias, porque Marx nunca trabalhou, só ficava pensando, matutando. Na verdade, era um bobo-alegre, não sabia nem se era alemão ou russo ou londrino. Publicou alguns livros, mas diziam que era ajuda do Marx. E tinha a nacionalidade alemã também. Financiou obras de Marx, era industrial e muito rico.

PERGUNTA — Por que revolução e não golpe?

RESPOSTA Assim como optaram por determinar o apelido Socialismo no lugar de Comunismo, falam em revolução onde deveria estar escrito golpe. Geralmente, a esquerda gosta de fazer suas denominações, enquanto a direita prefere nem ligar. Podemos falar disso também.

PERGUNTA — O que o senhor diz da Revolução Cubana?

RESPOSTA Belo exemplo de sacanagem que esses gananciosos fazem para dominar um país. Cuba vivia sobre a ditatura socialista de Fulgêncio Batista e, de repente, chegam Fidel Castro e Chë Guevara. A dupla de demônios foi aceita porque o povo não suportava mais Fulgêncio. Facilmente, em 1959, arrancaram do poder o ditador e instalaram uma tirania. Tudo às escondidas, sorrateiramente. E no poder está família Castro até os nossos dias. O velho faleceu, mas deixou para a sua família uma ilha de luxo, com iates e haréns. Raúl Castro, o mais novo da família, governa e mantém o povo paupérrimo.

PERGUNTA — Qual é o método que a esquerda usa com o objetivo de conquistar o aceite do povo quando querem lhe implantar num país?

RESPOSTA Eu começo a ser citado e tenho até autoridades e militantes com o meu nome. Dizem, por exemplo, Partido Socialista Brasileiro. O meu nome é bonito, mostra que há caridade e outro tipo de ajuda dentro do sistema. Mas, aí está o primeiro golpe porque meu prenome é mesmo Capitalismo. O método tem que visar ao empobrecimento principalmente da classe média. Para acabar com ela, estabelecem um método bem definido de aumento de impostos, estatização de empresas e outros métodos como saques nos supermercados e nas indústrias. A classe miserável sobe um pouco e fica na faixa da pobreza e a média desaparece, caindo para ser plebe.

PERGUNTA — Você ama a Democracia ou prefere a Ditadura?

RESPOSTA Na verdade, a Democracia é uma senhora de muito respeito, bonita, simpática, culta, mas para que eu sobreviva precisam da Ditadura. Ninguém aprecia ter a Liberdade cortada. E há um outro problema ainda mais sério, a meu ver.

PERGUNTA — Qual é esse problema?

RESPOSTA Refiro-me à poda de galhos importantes de uma árvore, como inteligência, motivação, gosto da cultura, estímulo, empreendedorismo. Se o sujeito vive de poupança solidária, como em Cuba, e vigiado pela censura, sua vontade de viver praticamente reduz, não tem motivação, deixa de lado o que há no ser humano, a semelhança com Deus. Outro fator é o livre arbítrio, pois esse é que permite ao homem e à mulher alcançar senso de caridade, bondade, ou o contrário, covardia, ruindade. Se nos obrigam a ser bons e não somos trata-se de forçar a natureza, como ser bom sem vocação nada é bom mesmo.

PERGUNTA — A falta de liberdade gera o empobrecimento do povo?

RESPOSTA Isto. Não se explora a vocação de cada um e todos os humanos nasceram, cada um com um dom. Quando não o respeitam, tornam-se até cruéis...

PERGUNTA — Mas você não acha que o Capitalismo também fere o dom da pessoa?

RESPOSTA De jeito nenhum. Ele até desperta um certo sentimento de caridade. Passam os seres a perceber que precisam ser sociais, livres, verdadeiramente bons ou maus. Este o sentido da vida.

PERGUNTA — Há uma grande pergunta que o ser humano faz e está quase sempre sem resposta: qual o sentido da vida?

RESPOSTA É claro que se vocês, da raça humana, não procuram descobrir, nunca entenderão o que fazem na vida, no Globo Terrestre, jamais serão plenamente felizes. Posso lhe dar, como autêntica bondade que tenho, única — não se esquecendo que sou perverso, mau, hipócrita, cínico — a análise do contexto demonstrado nas mudanças ininterruptas no giro da própria vida, do passar do tempo etc. e tal.

PERGUNTA — Nós (o Bom Cabrito e eu) lhe agradecemos a sua bondade concedida nesta conversa.

RESPOSTA Estou às ordens e já pode me chamar de Comunista Ferrenho, quase Fascista e Nazista.




José Sana - RJ - 09/01/2023

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

“NÃO EXISTO. PAGO A QUEM PENSE POR MIM” (Anti-Descartes)

 

Gente, as verdades do mundo caminham para ser uma só verdade absoluta. Tenho, não a minha certeza, mas as certezas totais. Entenderam o jogo de palavras?

Certezas passando por vários caminhos, sempre espinhosos, muitos mata-burros, buracos, obstáculos. Ao longe não há  uma luz no fim do túnel, mas vários túneis com luzes resplandecentes.

“Eu não acredito” – este é o som de palavras e o tinir de papéis escritos e rabiscados. Quando a insistência aumenta, evidencia-se uma pré-conclusão: hora de parar, hora de saltar esse rumo.



É preciso ir atrás dos porquês. Esses são interessantes e convencíveis porque carregam fartura de argumentos  e fazem encontrar as informações numa convergência emocionante.

É o mesmo que ver pessoas saindo de ruas diferentes, avenidas, becos e todas caminhando para uma praça iluminada como uma Praça Acrysio de Alvarenga, em Itabira,  em dia de festa. Imagine tal momento. Ou o caminhar disciplinado de formiguinhas, levando a alimentação de cada dia.

Não vou estender-me muito, mas, sim, simplificar para logo, logo, encontrar e expor sentido em palavras simples.

Diria que o ser humano é um boneco de gravar, ou um robô de teatro. Não sei se existe esta figura – robô teatral – mas o invento temporariamente só para ilustrar esta página.

O boneco, ou robô trabalha o dia todo, tem patrão ou patrões. Passa a jornada  numa rotina cansativa, cumprindo ordens superiores. Marca seu ponto no relógio: chegada, intervalos e fim do expediente.

Os robôs, apesar de parecerem peças cientifico-artificiais, ou técnico-científicas, sentem-se tal qual o ser humano, cansados, chegam às suas casas e estendem-se no sofá, suspiram com certo alívio.

Mas o sofá está diante de um aparelho de TV, esse  naturalmente ligado e, com certeza, em telejornais, que contam, dentro do campo de interesse da filosofia de seus proprietários, passando a ser formadores de opinião, ou influencers. Além da notícia embalada da televisão, vêm emissoras de rádio, conversas nas filas de lotéricas, bancos, portas de igrejas, pracinhas, salões de beleza, barbearias, esquinas e velórios.

Nossos amigos robôs rendem-se: recebem notícias embaladas em edições que se convergem mais uma vez para os interesses da linha editorial do grupo chamado todo-poderoso e as distribuem como agências.

Conclui-se naturalmente: o robô torna-se  meio de comunicação, pensador que, junto do pacote de interesses do contatado, entrega a notícia imaginada, mentida, embalada, enfim pronta para o sabor do preguiçoso, que nem questiona. Pra quê Vem de uma fonte fidedigna. É como a calculadora que substituiu a tabuada, deixando essa no ostracismo.

Para alguém que possa não ter entendido o  título deste texto só se requer recorrer ao autor da frase antônima da reflexão proposta pelo filósofo, matemático e físico francês René Descartes (1596-1650). Ele popularizou: “Penso, logo existo”. Agora o mundo adota: “Não existo. Pago a quem pensa por mim.

Se ainda existisse, Descartes cairia de costas acerca da absurdez da frase. É quase certo que tremeu dentro da sepultura.

 José Sana

Em 28/12/2022