Enfim, foi criado o “Fundo
Soberano”, que veio com alguns sérios
defeitos. O primeiro deles promete rebaixar o triplo a arrecadação de Itabira .
Daí para a frente só prejuízos
Não há muita discussão a se fazer. Há um notável FEBEMAI (Festival de Besteiras que Assolam Itabira) livre e gratuito correndo por aí. Os notáveis de ultimamente estão estampados no pedido “oficial” para que os leitores não consideram as informações, senão as produzidas pela prefeitura. Faltou que dissessem: “Atenção, leitor e internauta, leiam somente os ‘chapas brancas’”.
No chamado “fundo
soberano” com qual arrecadação ficaria a Prefeitura de Itabira? O percentual estabelecido seria (ou será) 2,5%
do orçamento. Nesse primeiro faturamento o poder público de Itabira teria R$ 30
milhões, uma merreca que qualquer empresa de fundo de quintal pode faturar. A
arrecadação de quatro anos, que hoje é de R$ 5 bilhões aproximadamente, cairia
para menos de R$ 1 bi. Alguma máquina calculadora de eventual matemático
melhoraria esses valores?
Ao receber a Companhia
Vale do Rio Doce para presidir, em 1942, Israel Pinheiro da Silva (livro
“Israel, uma vida para a história”, de Alisson Mascarenhas Vaz, 416 páginas,
registro nas páginas 165 a 168) afirma que, além da extração do minério, era
propósito do governo, ao criar a empresa, promover o desenvolvimento da região,
transformando-a no Rur Brasileiro”.
FUNDO DE FUNDO CORTADO
E implantou o Fundo de
Melhoramentos e Desenvolvimento da Zona do Rio Doce (FMDZRD) que, até a privatização da mineradora, em 6
de maio de 1997, quando o fundo foi definitivamente cortado. A CVRD destinava 8% de seu lucro ao FMDZRD,
ou seja, mais do triplo da proposta nada de soberana que promove até demagogia
barata para o poder e cara para o povo.
Vamos agora usar mais
palavras, do prefeito Marco Antônio Lage,
que deve saber de tudo, inclusive que Itabira tem um altíssimo valor em
dólares reconhecido pela empresa, na Bolsa de Valores dos Estados Unidos, fruto
de uma ação movida pelo então prefeito Olímpio Pires Guerra, em 1996, contra a
Vale. Agora vamos relembrar um pouco de
seu discurso de posse, em 1º de janeiro
fatídico e pronto para ser esquecido. Marco Lage apresentou 12 itens em
promessas feitas à comunidade, garantindo sucesso para Itabira, no presente e
no futuro. Eis as partes do pronunciamento do prefeito de Itabira (ele não
cumpriu sequer uma das 12 focalizadas):
“COMPROMISSO NÚMERO 10
Grande foco de nossa
campanha eleitoral, o futuro de Itabira depende mais do que nunca da
diversificação econômica. Desenvolveremos importante papel junto à Vale na busca de um entendimentos
para esta questão. E, paralelamente, estaremos atentos às programações
estabelecidas pelo setor competente. Parque Tecnológico, Porto Seco e outras
propostas serão colocadas na mesa. E
vamos prestar constante atenção ao desafio”.
Ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, é importante valorizar também o Turismo para que não só capte investimentos na forma de atrair turistas, como, paralelamente, tornar adequados os equipamentos que o sustentam e, assim valorizar o seu empreendedor e a população de modo geral. Por exemplo, vamos conversar com a Vale sobre suas barragens e buscar uma solução porque, evidentemente, uma cidade ilhada não está nos planos nem para atrair investimentos, nem pode ser palco do Turismo evoluído”.
José Sana
10/04/2026
Imagens: N.S./ Redes
Sociais
P.S-1. Se o cidadão itabirano não participar de uma campanha contra a atual gestão (ou ingestão), a nossa Itabira se tornará uma Cidade Fantasma, como disse o presidente do maior sindicato da região, quiçá do Brasil.
P.S -2. De quem será o
prejuízo final? Imagina quem ama Itabira assistir o que ocorreu nos Estados
Unidos depois do fim da mineração: o Velho Oeste só serviu para filmagens de faroeste serão úteis. A caminho deste turismo, não teremos mais John Wayne, "Clint"
Eastwood, Jane Fonda. Elizabeth Taylor, Antony Quinn e outros famosos. Nem Marco Antônio do Império Romano
passará por aqui. Chega de mentiras!
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