quarta-feira, 4 de novembro de 2026

"LEVANTA-TE, VALÉRIO!"

 


Esta foto (DeFatoonline), casa cheia,  mostra o "recomeço pelo telhado"


Resumo da história do Valeriodoce Esporte Clube numa página escrita por um de seus pioneiros; outra, de minha autoria, mais um “elefante branco” vergonhoso


Fernando José Gonçalves, ex-secretário da Superintendência das Minas da Vale, em seu livro de memórias denominado “A vida que Deus me deu”,  editado em agosto de 2001, nas páginas 35 e 36, nos oferece um pequeno histórico do nascimento do VEC, que transcrevo a seguir. Vale dizer que Fernando Gonçalves contou a história que ele também viveu.

 

Em seguida, o meu Réquiem , quem sabe um sonho que Itabira viveu. Com a palavra Fernando José Gonçalves, parceiro de trabalho alguns anos na Vale.

 

“COMO SE ORIGINOU O VALERIODOCE ESPORTE CLUBE”

 

“No dia 22 de novembro daquele ano de 1942, um grupo de pessoas simpatizantes do esporte resolveu fundar um clube de futebol ao qual deram o nome de Valeriodoce Esporte Clube, nome esse que representa o endereço telegráfico da Cia. O então presidente da Vale, Israel Pinheiro, ao autorizar o funcionamento do clube nas dependências da mesma, determinou que o seu presidente e o seu vice-presidente fossem nomeados pelo Superintendente do Departamento das Minas. Sob proteção e com o irrestrito apoio da CVRD, o Valeriodoce cresceu e tornou-se uma paixão itabirana

 

Durante uma das suas primeiras apresentações, já no campo improvisado no Campestre, onde, para maior conforto dos diretores e convidados ilustres, foram construídos pequenos quiosques cobertos de sapé, aos quais dávamos o nome de torrinha. Para abrilhantar a solenidade, Dr. Israel foi convidado para assistir a peleja.

 

Um de nossos atletas mais salientes manifestou a necessidade de fazer uma saudação ao ilustre visitante e programou o seguinte arranjo: reunidos próximos à torrinha, abraçados, os jogadores pronunciaram: “— Valeriodoce... ré, Valeriodoce... ré, Valeriodoce... ré, quem é? Doutor Israé!...”

 

O hino do clube foi composto pelo Edgar Ferreira da Silva, mecânico da Cia. e músico da orquestra. Contratávamos músicos competentes que eram admitidos na Cia., de onde obtinham seus salários. Em troca dessa parceria, tocavam no clube. A minha participação no desempenho da orquestra era tanta que cheguei mesmo a fazer, com a ajuda de um maestro, arranjos musicais e escrever músicas que eu solfejava e ele passava para a pauta”.

 

“UMA CASA NÃO SE COMEÇA PELO TELHADO”

 

Chegou, em janeiro de 2021 uma nova administração para o município de Itabira. Era um sonho que a maioria de itabiranos queria. Com as minhas ideias, nunca impostas, tentei direcionar algum projeto, como fazia desde os tempos de Eliezer Batista. Dos atuais que presenciaram cito o amigo Paulo Henrique Gomes de Figueiredo, com quem sempre mantive bom relacionamento. A ele dei e repeti em minhas crônicas a ideia do “Valério Regional”, que seria o sustenta-lo do clube Pós-Vale, que continua ainda possível nos meus sonhos.

 

Na vida temos um ditado que todos conhecem: “Uma casa não se começa pelo telhado” . A nova administração municipal, que era esperança da maioria itabirana, atropelou o provérbio e outras evidências estarrecedoras. Deixou de fazer história começando pela raiz a colocar no teto capim seco em tempo de seca. Comprava ou alugava equipes mal prontas em conchavos que quase ninguém entendia. Em outras palavras, formava-se um time com junta-junta nas mãos de aventureiros ou não, mas sempre aquilo que os peladeiros chamam de “ranca”.

 

O time do junta-junta quase chegou na primeira divisão do Campeonato Mineiro. Mas se chegasse, seria certo o fracasso. Ao contrário, fiz um levantamento na região. Tínhamos alcançado com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) a reconstrução do Estádio Municipal João Rodrigues de Moura, em São Sebastião do Rio Preto. Já existia outra arena pronta, de Dores de Guanhães. Havia remodelação do campo de Santo Antônio do Rio Abaixo e Morro do Pilar. Assim, andei, por minha conta, conversando com todos os mandatários de cada cidade. Em que pensava? Em levar a equipe do Valério a cada cidade para treinar, buscar promessas de atletas ao custo de quase zero, além de popularizar a equipe alvirrubra de Itabira, formando torcidas.

 

Isto já se foi. Agora ofereço minha disposição nas dezenas de textos que rabisquei e em conversas que tive e ouvia, como do torcedor Alberico de Alvarenga Mafra Filho, o conhecido Alberiquinho, que sempre citava a formação de craques vindos da base.

 

Quem sabe, conseguimos transformar esse Réquiem em um Levanta-te, Valeriodoce., lembrando o seguinte: em Barão de Cocais, onde prosperou o Metalusina Esporte Clube, que já foi equipe profissional e agora se mantém no amadorismo, podemos copiar os “pés de pomba”, por que não?

 

Ou preferem criar mais um ferro-velho na cidade,  ou mais um dos dez elefantes brancos, que envergonham Itabira?

 

 

José Sana (Zé do Burro)

Em 4 de novembro de 2026

Foto: DeFatoonline

 

P.S.1. Quero pedir, antecipadamente, desculpas a algum por acaso ofendido com palavras que podem não ser elegantes e oferecer a quem quer que seja o normal “direito de resposta"

PS2: Ao amigo Marcos Caldeira, autor da descoberta do dia 22/11/26 - triste para o MEC.

PS3: Ao prezado Chico Maia, de grandes informações e olho no futuro, que acolheu inicialmente o nosso sonho de cobrir sempre o VEC.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

UMA SEMANA VERDE-AMARELA

 




A paz pode estar chegando depois que os  "eternos" avermelhados criaram a ideia da mistura por um Brasil guiado  pela Natureza, pelo amor, pelo entendimento e por Deus, erguendo a respeitada Bandeira Nacional do Brasil


A visão geral criada pela Inteligência Artificial  (IA) diz o seguinte: “A cor amarela significa alegria, otimismo, calor, luz e criatividade, estando fortemente associada ao sol, à energia vital e à prosperidade”. O verde simboliza principalmente a esperança, a natureza, a saúde, o crescimento e a renovação. A tonalidade  verde-amarela significa no nosso caso o Brasil Repito que a autoria da frase é da IA.



Civicamente  falando, amarelo, acompanhado de  azul, verde e branco. transforma-se na Bandeira Nacional do Brasil. Na área esportiva, azul e amarelo representam as cores das seleções de futebol (masculina e feminina), vôlei, basquete e outros esportes praticados em nossas terras.


Politicamente falando, desde as primeiras tentativas petistas de chegar ao poder, as corres eram assim definidas: petistas, associados aos partidos de esquerda — cor vermelha, tonalidade forte, como o sangue; PL, amarelo, verde, azul e branco — representando a Bandeira Nacional.


E AGORA?


Algum fato turbulento ocorreu nas hostes da esquerda brasileira. De repente, os seus marqueteiros começaram a tocar o lado B do disco, isto é, deram ordens: todo mundo de verde-amarelo a partir de agora, Acabou-se a CUT e os demonstradores de força sanguínea? Não. Um puxador de votos (ou empurrador, sei lá) explica que, depois da eleição, voltam os ostentadores do "pendão da esperança voltam ao normal.


Então, o que está ocorrendo? Todos se tornaram bandeireiros do Brasil, até a cor da renegada que estava no lixo. Então, no domingo 25 de outubro, historicamente, todos os vencedores do primeiro turno mais os seguintes partidos políticos tornaram-se um só, ou seja, de verde e amarelo estarão vestidos  de uma cor só, ou seja "amarelaverdeados".


OS PARTIDOS

Que mudança haverá? Nada, praticamente. Será apenas uma espécie de daltonismo coletivo com validade de apenas uma semana, ou seja, até o dia "D" em que saberemos quem se elegeu presidente da República Federativa do Brasil.

Todas as agremiações políticas como Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Comunista do Brasil (PC do B), Partido Socialismo e Liberdade (PSL), Partido Socialista Brasileiro (PSB). Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Verde (PV), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e Rede, todos estarão juntos do Partido Liberal (PL) e outros da Direita, vencedores do primeiro turno. Unidos, quem sabe de mãos dadas: o vencedor Paraná (Sergio Moro), Santa Catarina (Jorginho Mello), Rio Grande do Sul (Luciano Zucco), Rondônia (Marcos Rogério), Roraima (Arthur Henrique). E, no meio, o Centrão.


Incluem os Republicanos, partido que venceu em São Paulo (Tarcísio de Freitas), Minas Gerais (Cleitinho Azevedo) e Mato Grosso (Otaviano Pivetta). O  PP (Progressistas), que enceu em Mato Grosso do Sul (Eduardo Riedel) e na Paraíba (Lucas Ribeiro). 


A PAZ CHEGANDO


Há cidadãos dos quatro cantos da pátria amada Brasil que que não participam da política, mas criticam os políticos. Não sabem que existe um processo de escolha por meio de partidos políticos, mas desconhecem a ideologia de cada grupo. Criticar é fácil. 


A um patamar chegamos e  Zé do Burro se sente feliz por isto: a iniciativa surgida nos gabinetes petistas pode selar definitivamente a paz. Pelo menos nesta semana eleitoral e, especialmente. no dia da eleição — domingo, 25 de outubro — haverá um pleno entendimento, todos de “verde e amarelo”. Quem sabe, também de azul, as estrelas, mas não, nunca, jamais, o vermelho. Esse sai fora, expulso, excomungado, mas logo, logo, logo retorna.


É claro que  há um risco para os esquerdistas misturados, maior para os apoiadores e o próprio presidente da República. Um domingo de eleição todo diferente  não vai pintar vitória dos que sempre se vestiram de Bandeira Nacional? Ambos concorrem. 

Que a eleição de muito calmaria seja a consagração da paz para sempre! E quem sabe seja para sempre, todos brasileiros, todos cantando os hinos que antigamente homenagearam a paz nacional e quem sabe, também, a universal.

Zé do Burro

Fotos: Burro do Zé

Data: 19/10/2026

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

A ITAURB QUEBROU? — NÃO! ESTORRICOU

 


 Em tempo algum Itabira precisou de terceirizar a coleta de lixo (Foto NS)


Quem praticou o ato escandaloso, aberto e invisível? Qual a maior prova da quebradeira? Prefeitura abastece o lixão e sempre pede suplementação de verba à Câmara Municipal. Os troféus conquistados por diretorias antecedentes estão no lixo?



— Por que  o político diz quase sempre mentiras e o povo nunca sabe da verdade?


— O que vai acontecer com Itabira dentro de pouco tempo?


— Há forças trabalhando para a cidade ser totalmente sua, até os anos 2050?


— Qual a origem da expressão "marketing pessoal" que deixa as crateras itabiranas arreganhadas como paisagens lunares?


— Quem matou e enterrou uma mulher em Itabira e enterra um, ou uma, por dia?


— Quantos desaparecidos misteriosamente existem na cidade itabirana na Chácara Minervino?


— É verdade que um grupo político quer implantar o comunismo em Itabira? Tia Dulce sabe disso?


— Quantos anos são necessários para se criar uma atividade econômica definitiva num município de 135 mil habitantes?


— Por que há sempre uma discussão acalorada e desencontrada sobre cultura, de mentira e cultura aqui é enfiar os pés nas forças locais?

— Por que estão demorando em consertar o violão do inesquecível Newtinho Baiandeira?


— Quanto a Vale deve a Itabira e como poderia fazer para saldar sua dívida que está exposta na bolsa de Nova York?


— A Itaurb não faz mais coleta de lixo em Itabira. Quem paga a coleta hoje em dia? Milhões e milhões...


— A prefeitura pede suplementação de verbas para recolhimento de lixo e quem aprova e quem paga?


— A Central de Resíduos faz 26 anos de esperança e nem começada foi?


— Por que a Central de Resíduos, de responsabilidade da Vale, continua parada e a prefeitura numa 'boa'?


— Alguém sabe a destinação do lixo urbano e em que ponto vira chorume. Como? Os pobres que entram na fila do SUS sofrem por isso?


— Você já viu alguma autoridade — vereador, secretário, promotoria pública no lixão?


— Itabira é classificada como Aterro Sanitário mas se tornou Lixão perigoso? Alguém sabe o motivo?


— Por que a prefeitura arrancou todos os bloquetes da Estação Rodoviária de Itabira e fez o seguinte depois: colocou os mesmos blocos no mesmo lugar? Quando custou esta operação que durou seis meses? Ou mais?


— A operação “arranca e põe blocos de concreto" na Estação Genaro Mafra foi explicada pelos agentes municipais “Coça-Sacos”: desenvolveu-se a operação “Caça-Ratos”.

                        Chorume: veneno que mata seres humanos (Redes Sociais)


— Até quando a prefeitura vai pedir suplementação orçamentária para tapar os buracos na Itaurb “quebrada”? Ou procurar chorume na Rodoviária?


— Existe algum vereador que seja capaz de perguntar que dia a Itaurb quebrou?


ATENÇÃO: As respostas a essas questões rendem milhares de perguntas, de novo e o prefeito não responderá, até 2028. E segue mais uma pergunta: por que os itabiranos são chamados de babacas pelos secretários que integraram e desintegraram o governo municipal? Quem é o verdadeiro MAL em termos extensos?


Zé do Burro (José Sana)

Cata-fotos: (Burro do Zé)

Guarda para mostrar descendentes no futuro (Bom/Mau Cabrito

Data: 15/10/2026



 

 

 


segunda-feira, 5 de outubro de 2026

AS URNAS FALARAM QUE...

 



... O povo não acredita mais em pesquisas visto que se reuniram os mais falados e importantes institutos do Brasil e erraram bisonhamente o resultado das eleições presidenciais deste 4 de outubro...


... Os profissionais da política, que se elegeram em eleições anteriores às custas de criticar a velha política, agora abraçaram apertadamente a política das múmias inertes...


... Magalhães Pinto (governador de Minas de 1961 a 1966) estava com a razão quando comparou as nuvens no céu com os resultados de votos nas urnas, aquilo pensado pelo eleitor...


... Voto nenhum tem dono, como pensaram os políticos itabiranos, quando deram levagem de votos há poucos anos e perderam tudo num pleito só e que ainda virão mais respostas ...


... Ser vereador é ser vereador e nada a ver com outras subidas na política, um show de derrotas ocorrido neste pleito de 4 de outubro...


... A exemplo do chefão admirado, qualificado por repórteres de alto estilo, quenunca teve agenda política, por isso perdeu as eleições e o seguiram centenas de militantes...


... A linguagem popular diz  “povo esquece”, “o político esquece o que  fez de bom e de ruim”, mas há muito de inesquecível no procedimento do eleitor...


... Nikolas Ferreira obteve indiscutíveis 3.119.314 votos e numa eleição o que interessa é isso mesmo: escolha, sufrágio, voto, dizia o político esperto que “o proibido é perder”...


... Cleitinho obteve 6.321,590 votos porque não teve adversário à altura, foi admirado como senador e não é o fim do mundo porque pode e deve ter boa assessoria e não fazer feio como cansaram de fazer muitos de seus antessessores...


... Itabira precisa tomar vergonha na cara e deixar de ser egoísta, individualista, desunida e sair desse rumo em que a enfiaram a esta altura uns forasteiros invasores das montanhas quase todas decepadas...


... E que já vem forte o futuro que vai pegar muita gente queimando mais de R$ 10 bilhões e decretar no novo nome que pode nos arruinar: CIDADE FANTASMA.



Zé do Burro

05/10/2026

Imagem: redes sociais

sábado, 3 de outubro de 2026

ELEIÇÕES EM SANTA BÁRBARA

 


Não houve resposta ao chamado do velho; então, a mocinha se dirigiu ao velhinho e indagou o seu nome

 

 

Em Santa Bárbara, numa seção eleitoral que funcionava na Prefeitura, aconteceu, em 1960, um caso curioso. Disputava para presidente da República General Lott, muito querido na cidade, com Jânio Quadros, que acabou vencendo o pleito.

 

A fila de eleitores de toda a cidade e de todas as tendências virava o Hotel Quadrado e chegava à Casa Grande, onde nasceu o ex-presidente Afonso Pena. Os cidadãos aguardavam a chegada dos oficiais da Justiça Eleitoral. Às oito horas, iniciaram-se as chamadas nominais do eleitor para a votação, que transcorria tranquila e com certa agilidade.

 

Votaram os Osvaldos, Orlandos, Ormídios, Odilons, Paulos, Pedros, Pastores e até um fulano de tal Presbítero. Na chamada da letra Q, primeiro foi o senhor Queiroz Sabino de Albuquerque que, imediatamente, sapecou na urna o voto para o Marechal Lott. Em seguida, a mocinha da mesa chamou o nome:

 

— Quinhento Reis de Bosta.

 

E nada desse tal de Quinhento.

 

Na fila, um velhinho, de aproximadamente 80 anos, ansioso, aguardava a vez, e seu nome não era mencionado pela mocinha.

 

No fim da tarde, quando todos já haviam votado, faltava apenas o velhinho e a mocinha continuava:

 

— Quinhento Reis de Bosta.

 

O silêncio continuava total ao chamado.

 

No fim de tudo, a mocinha, já não tendo a quem chamar e vendo o velhinho ansioso esperando, chamou pela última vez:

 

— Quinhento Reis de Bosta.

 

Não houve resposta e ela se dirigiu ao velhinho e indagou o seu nome. O velho, feliz com a atenção de que era alvo, respondeu ligeiro:

 

— Meu nome é Quintiliano Reis de Bastos.

 

Assim terminou mais um dia de votação em Santa Bárbara, que continua sempre com muitas histórias para contar.

 

(História de Tião Crispim)









sexta-feira, 18 de setembro de 2026

CANDIDATARIA ITABIRANA



Foto Creative Commons

“Não pergunte a Itabira  o que pode fazer por você, mas pergunte a você o que pode fazer por Itabira”.

 

Quase chegando a hora de escolher os seus representantes políticos grande parte dos itabiranos optam pelo termo  farofa ou salada de pretendentes. Mas a Constituição Federal garante ao cidadão plenamente quite com as leis o direito de concorrer dentro de um partido político a um cargo qualquer, de presidente a vereador sem impedimento, na data previamente estabelecida.  Já tivemos, perlustrando a nossa história,  mais proponentes que agora. Diria, então, o leitor, que estou sendo um tanto quanto prolixo, óbvio, usando termos já muito batidos. 


Na revista DeFato já postamos fotos, em chamada hilária, de um time de futebol. Mas agora não me custa, diante de uma quase falta de assunto crônica, imprópria para a época, tocar no tema e tentar ajudar a alguns  a raciocinar e encontrar o caminho, já que ter representantes na Câmara Federal e na Assembleia do Estado constitui importante tema a ser discutido.

 

Logicamente, não citarei nomes, é claro que sou até impedido de fazer propaganda indevida, mas me é facultado desenhar os perfis dos que imagino Itabira necessite de verdade e com urgência de representantes mas não descompromissados. Bater no adversário acho que sou eu que tenho livremente o Zé do Burro e o Burro do Zé para tal tarefa e os proíbo. Além da Família Cabrito. 


Cada um desses, incluindo Pé de Pato, que já ganhou uma histórica eleição itabirana, também o Pedro Rapadura, o Pezão e a Insônia Doida. A história de cada um é quase lendária, se houver audiência podem voltar ao ar convenientemente ao momento.

Vamos ao tema que me proponho: muitos candidatam-se por quê?

1.    Para ficar conhecido e ter espaço na próxima eleição.

2.    Para ter direito a falar porque o ser humano, principalmente o idoso, anda muito calado por absoluta falta de ouvinte.

3.    Para mostrar que é corajoso e não tem medo de briga.

4.    Por se julgar inteligente e querer mostrar ao mundo que não é um babaca qualquer.

5.    Porque sabe que vai receber uma grana gorda e com ela pode ajudar na sua conta bancária. E olhe que sou contra essa falta de vergonha.

6.    Porque tem larga experiência política e ama muito a sua cidade e quer realmente ajudar.

7.    Por ter mesmo um currículo a mostrar e com ele fazer valer a sua experiência

8.    Porque tem números concretos já testados no eleitorado em Itabira e região e a devida competência reconhecida em cada pleito disputado.

9.    Porque, além de atender ao item anterior, exerceu um dos cargos, federal ou estadual, na vida pública. Ser independente e está disposto a se dedicar 100% ao cargo.

10.          Porque não quer saber de nada, que é o dinheiro que o governo dá e dá e dá...

 

Acredito que  exista um ou outro, ou somente dois itabiranos (e da região), capazes de  carregar um balaio de votos, caso nós, filhos legítimos ou adotados de Itabira tenhamos disposição e vergonha na cara. Dispenso qualquer comentário que me crucifique ou me retire da cruz. Quero apenas ajudar ao que os itabiranos desejam. Plagiando John Kennedy: “Não pergunte a Itabira  o que pode fazer por você, mas pergunte a você o que pode fazer por Itabira”.

 

José Sana

Foto: Creative commons

18/09/2026

domingo, 16 de agosto de 2026

O QUE É SUPLÊNCIA DE SENATORIA

 

   

Cabrito e Cabrita preparam respostas individuais para atendimento do povo em informação



Saiba como você pode votar este ano para senador, incluindo seus suplentes, cargos parlamentares de altíssimo nível abaixo do mar; oferece ao eleitor a expectativa de ter alguém que pode ou não fazer nada para o povo e, normalmente, enrolar o cidadão que nada tem para suplicar, nem um grão de feijão para nele ajoelhar-se




O Boníssimo Cabrito recebeu, via internet e telefonia celular, uma série de perguntas relativas ao termo em evidência que  chamamos de Suplência de Senatoria. Muitas perguntas,  a assessoria caprina, juntando com a dos bodes mansos e bravos, resolveu selecionar as mais importantes.. Vamos resumir o máximo possível para que todos entendam as teias de aranha colocadas à frente do eleitor.

Antes, porém, cabe destacar que o assunto interessa à Cabritolândia, considerando que teremos este ano uma novidade. A excelentíssima senhora que desistiu de ser deputada  resolveu candidatar-se a um cargo inédito. Audácia pura, a região nunca teve a oportunidade de ter uma representação na Câmara Alta. “Mas, suplência?” — alguém pode argumentar — o que faria no Congresso tão apagada figura?  Vamos, primeiramente, estabelecer a explicar o que é um senador da República.


SENADOR: O QUE FAZ ESTA FIGURA?


Resposta  em cima da pinta: trata-se de um vereador de luxo. Esse tem  secretários e secretários bem assalariados e muitos dotados de mordomias. Oficialmente, um salário bruto de um senador é de R$ 46.366,19. O que ele faz é muito elástica a pergunta. Pode ser: pronome indefinido, substantivo (ou nome) ou advérbio. No caso do senador, pode ser nada mesmo. Alguns fazem alguma coisa: recebem visitas, fazem discursos ou ficam calados, viajam, hospedam, sentam, levantam. Observação: tudo de graça, às vezes com uma secretária abanando ao redor se calor estiver fazendo.


SUPLENTE DE SENADOR: O QUE FAZ?


Resposta: tudo que o titular não faz e, para completar, de acordo com as leis, não têm subsídios. São dois por estado, o primeiro e o segundo suplente. A grande vantagem é que se der uma dor de barriga no titular, o dono da cadeira de suplente, o primeiro, é claro, pega um voo especial, ou mesmo um jatinho da FAB e aporta-se em Brasília cercado de repórteres aduladores. O Nada é transmitido do bastão de um para o outro Depois devolvido se a ocupação do cargo for provisória.


Assessoria do Bode Legal

Imagens: Cabrito

Data: 16/08/2026