sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

O GALO DERROTOU A TEMPESTADE, O TSUNÂMI E OS MAUS AUGÚRIOS

 

Mais uma vez me recorro ao imortal Roberto Drummond para exprimir o grande acontecimento  de  2021. Nesta data, o vento ameaçou a camisa preta e branca que estava pendurada num varal. O vendaval arrastava tudo, até que valeu a torcida do atleticano focada nos jogadores, esses inspirados  em  Cuca, realmente um cuca. No fim, o mau tempo viu a virada, graças a acontecimentos de todos os tempos, entre os quais:



 — Ubaldo  Miranda, o Miquica, ou o Mágico, ao marcar  centenas de gols e vários chamados “espírita”. Lembro-me numa tarde, no Independência,  no América, quando eu tinha cinco anos de idade, fato que fez o Galo ganhar mais um pentacampeonato mineiro, seu costume dominante nos áureos tempos.

   Tomaz Aquino Gonçalves, o Tomazinho, que balançou as redes do Cruzeiro, ex-Palestra, em toque de letra, e mais outros nomes do junta que tentava ajeitar-se na refrigeração do Barro Preto, logo ali, pertinho do nosso alçapão de pegar raposa.

 —José  Reinaldo de Lima, natural de Ponte Nova, que treinava de manhã, carregando apenas 11 anos nas costas, corria na Vila Olímpica, Bairro Planalto, Belo Horizonte e naquele momento mágico de seus dribles magistrais, fiz a minha primeira profecia para o atleta-mirim: “Este será um dos maiores jogadores do mundo”, Só não alcançou essa predição porque o destino lhe roubou os meniscos numa época em que a medicina não havia alcançado o progresso para essa hoje simples cirurgia.

 — Dario José dos Santos, o Dadá Maravilha, quarto maior artilheiro do Brasil em todos os tempos, com 926 gols. Entre esses tentos, uma fatal cabeceada para o fundo das redes do Botafogo, no Maracanã, em 15 de dezembro de 1971. Aí o Galo tornou-se o primeiro campeão brasileiro.

 — Victor Leandro Bagy, ex-goleiro e agora funcionário do Clube Atlético Mineiro, defendia, com o pé esquerdo, pênalti cobrado por Riascos, do Tijuana, aos 48 minutos do segundo tempo, no Independência, classificando o Galo a continuar vivo na Copa Libertadores de 2013. A estas altura, também não podemos nos esquecer de Éder Aleixo e  Luizinho (o quarto-zagueiro multiplicado por arranques fenomenais), entre outros.

 — Leonardo Fabiano da Silva e Silva, que passou por vários clubes brasileiros, inclusive o Cruzeiro, teve sua consagração no Clube Atlético Mineiro; como zagueiro, marcou 36 tentos em 390 partidas; 2013 foi o ano da consagração de Léo Silva com a camisa alvinegra;  o título da Libertadores, o mais importante das Américas, teve, entre tantos outros momentos emocionantes, o gol do camisa 3 na final contra o Olímpia-PAR, no Mineirão, cabeçada que levou a decisão para as penalidades; na disputa de pênaltis, Léo ainda converteu a cobrança que antecedeu o erro de Gimenez e decretou a conquista atleticana.

 — É preciso lembrar que não foi apenas o título da Libertadores, obra do treinador Cuca, uma das glórias do Clube Atlético Mineiro. Brilharam vários astros, entre os quais Ronaldinho, Jô, Réver e tantos mais que  conquistaram  ainda  a Copa do Brasil e a  Recopa Sul-Americana, em 2014 e 2015.

— Para calar os adversários que se confortavam em desconhecer o “BI” do Galo, além de outros “bis” alcançados, neste dia 2 de dezembro de 2021 o grande feito se desponta, Campeão Brasileiro de 2021, com grandes participações de Hulk (o incrível), Nacho, Diego Costa, Keno, Éverson, Alonso, Arana, Allan, Jair etc. etc. etc.

 — É claro que esta não é uma façanha isolada, para assustar os adversários, o Galo não é um cometa, mas, o começo de tudo está ocorrendo agora. É só agarrar, porque o clube alvinegro encontrou o fio da meada.

 Galo sempre, Galo com força, Galo Forte e Vingador!

 José Sana

 Em 02/12/2021

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

SAI VENTANIA, SAI PEDRA NO CAMINHO, SAI WRIGTH E SAI SIMON!

“Se houver uma camisa preta e branca pendurada no varal durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento” (Roberto Drummond/1933-2002). O escritor, cronista e  grande jornalista sintetizou toda a gigantesca diferença do torcedor do Clube Atlético Mineiro de outros simpatizantes que vagueiam por aí.



 Pois é. Estamos perlustrando uma centena, ou mais, de histórias de campeonatos surrupiados das mãos do Galo durante a sua trajetória de entidade esportiva, desde 1908. Assaltos criminosos de juízes como os ataques nos moldes dos faroestes, seguidos vice-campeonatos impostos por títulos que foram  tirados pelas vias do azar, com certeza macumbas e  assaltos à mão armada, descaradamente.

 

E eu, que passei dos 70, que topei com Roberto Drummond em várias de suas passagens, como em Ferros, onde nasceu; em Guanhães, Conceição do Mato Dentro e Belo Horizonte, onde estudamos e trabalhamos  mesmo  em tempos diferentes. E que me curvo diante desta frase representativa de  lutas inglórias e  tradutoras dos sentimentos  do gigante de Lourdes, do Horto, do Mineirão e  de  arenas espalhadas pelo mundo.

 

Agora, um novo sinal de glória chega com força às  nossas mãos  e não pode escapar nem que a vaca tussa. Onde estará o cronista audacioso e intrépido não sei, mas assumo que vive intensamente esta nova expectativa na eternidade. E o outro Drummond desta história, o de Andrade, itabirano, mesmo xingado cruzeirense, não era, nem sabia a geografia da bola. Mas dele diríamos que  “no meio do caminho tinha uma pedra/tinha uma pedra no meio do caminho/tinha uma pedra/ no meio do caminho tinha uma pedra” porque o pior do que já aconteceu  não se repete mais, já arrancamos todas as rochas e obstáculos.

Neste momento, o primeiro  pedregulho chama-se Flamengo, ou melhor, Urubu, o bicho que já fez Wrigth e Simon sacarem a nossa felicidade impunemente. A segunda é a mala branca que, com certeza, vai tentar subornar jogadores de outros times. A terceira chama-se tabus, dizem sites e blogs que faz 18 anos que o Galo não vence em Salvador. Existem mais  montanhas e muralhas a serem transpostas, mas tal como as citadas e o malfadado Muro de Berlim o foi, precisam  ser  ultrapassadas pelo clube mais amado do mundo, incondicionalmente. E será, sim, pelo Galo Forte e Vingador.

 

Então, vamos seguir  a  ideia do presidente do clube, Sérgio Coelho: “Não estamos indo para festa alguma, mas a  uma jornada difícil”. Aí, junto as  palavras dos dois famosos Drummonds e completo: “Que venham a tempestade, o vento, a ventania, as pedras,  e  vamos derrubar todos, um por um, juntando aos Wrigths, Simons e a outros sopradores de latas e apitos.

 

Sai macumba! Sai praga! Para ganhar da sorte atleticana agora vão ter que tomar uma  saraivada de azar infinitamente, em troca como retorno do mal ao seu lugar merecido.

 

José Sana

Em 01/12/2021 

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

TUTU CARAMUJO ESTÁ DE VOLTA A ITABIRA

A culpa foi de Drummond pela popularização do nome e do apelido. Quem hoje vir a Itabira e gritar  em uma qualquer praça pública o nome de Antônio Alves de Araújo, se não chamar a atenção, basta repetir assim: “Tutu Caramujo” e até os cães vadios  que ladram nas esquinas, açougues e mesmo bancos, empinarão as orelhas num sinal de “entendi”. Somando ao fato de que metade dos itabiranos já tem complexo de vira-lata, está formada a confusão.

 


Tutu Caramujo está no poema “Itabira”, do poeta da terra, Carlos Drummond de Andrade, imortalizado como um cidadão, que foi vereador, presidente da Câmara, mesmo cargo de prefeito na época (1869-1872), como uma representatividade de quem  não crê no futuro feliz da cidade. Ele se encarna no pessimista de carteirinha destas montanhas minerais.

 

Bem, agora nos reportamos a um caramujo, ou uns caramujos, ou melhor, a milhões ou a até bilhões de caramujos que invadem Itabira de forma avassaladora, tal como em 1945 as tropas aliadas entraram arrasadoramente nas ruas de Berlim, no desfecho da Segunda Guerra Mundial. É a terceira vez que esses moluscos escolhem a terra drummondiana para seu pouso interino ou definitivo, causando sua guerra de moluscos destruidores.


Caramujo é a denominação vernácula, em português, para várias espécies marinhas e não-marinhas da classe Gastropoda, possuidores de brânquias ou de pulmões. Vou agora dar o endereço residencial deles, de onde partem em debandada pela região para o ataque mortal a plantas e ameaças à saúde dos humanos: Esplanada da Estação com Bairro 14 de Fevereiro, local central de reuniões e gritos de guerra.

 

Completando a área paralela das avenidas Duque de Caxias e Mauro Ribeiro, existe um beco todo florido, obra do vereador Neidson de Freitas no mandato municipal passado, hoje mantido às custas dos moradores do Condomínio Esmeralda situado na vizinhança.

 

A Secretaria de Meio Ambiente já foi avisada. Provavelmente, dada a sua responsabilidade, também a de Saúde. Enquanto nenhuma providência é tomada, os moluscos desafiam até o trânsito de ambas as vias importantes, sobem nas paredes de casas e prédios, e tornam marrom todo o chão da passagem. Espalham-se pelas vias da cidade, tomando conta de tudo e, incrivelmente, poucos seres humanos veem.  Motos, ilegalmente, voam no conhecido Beco do Caramujo  e destroem o que lhes aparece pela frente.


Segundo os moradores das proximidades, inclusive eu, já cansados de fazer apelos, o risco é que queiram promover mais  festas incontidas, pós-pandemia, no tal beco, engrossando as realizadas no Paredão e no Parque de Exposições. Enquanto isso, “só, nas portas de vendas, os Tutus Caramujos cismam na derrota  incomparável”.

 

Teremos um futuro de solidão, parados em portas de botecos e derrotados? Não creio nisto.

 

José Sana

Em 25/11/2021)

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

"O ÚLTIMO DOS MOICANOS"

Estamos em 5 de agosto de 1946. Três cavaleiros saem de São Sebastião do Rio Preto rumo a Conceição do Mato Dentro, mais precisamente ao internato do Ginásio São Francisco  para prosseguimento das aulas no segundo semestre. Os três eram Godofredo Cândido de Almeida Júnior, Domingos Primo de Almeida e um chefe de tropa chamado  “Seu Domiro”, negrão forte como um touro e de confiança de meu Avô Godó, ou melhor,  Godofredo Cândido d’Almeida.


               Domingos Primo de Almeida


A pequena caravana tinha saído de madrugada e agora são dez horas da manhã. Minha Avó Sinhá carrega nos braços sua oitava netinha, Raimunda Almeida Dias, nascida em 26 de junho. O nome,  inspirado em  Raimunda Cândida Ferreira de Almeida, nos anos seguintes  passou a ser Irmã Miriam de Almeida. A pequenininha,  preservada pela avó, foi a nossa querida  prima Mundica.

Vó Sinhá, ou melhor, Maria Natividade Ferreira de Almeida, silenciosamente, acomoda na cama a frágil menina de apenas  dez dias de vida, depois de um banho cuidadoso.  Em seguida, devagarinho, mantém  a quietude do ambiente, cai  no solo, passando da pré-agonia ao falecimento. A casa revirou-se em desesperos incontidos ocorrido com aquele chamado “morrer de repente” e a pequena Vila se abateu em prantos e lamentos, visto o notável respeito que devotavam a uma mulher religiosa, serena e carinhosa com pobres e ricos de todas as raças e credos.

Meu  Avô Godó, sempre objetivo e intempestivo, no meio da desolação, ordena  imediatamente a um  outro tropeiro (o nome desse não me foi dito e não tive a curiosidade, infelizmente, de pesquisar) a ir correndo para deter a jornada que seguia à  sede municipal, Conceição. Exatamente na Serra de Santo Antônio do Rio Abaixo, os filhos órfãos de mãe são detidos e retornam.

A reação dos filhos estudantes  reflete como um tiro de canhão certeiro no peito, provocando reações diferentes. Godofredo, o mais velho, desabou-se em choro e gritos, fazendo perguntas intensas, querendo detalhes; o outro, Domingos, caiu no mais ensurdecedor silêncio que se pode imaginar,  depois do choro normal do susto, de momentos no velório e  no sepultamento. Meu pai, Tãozinho do Godó, contava que “Domingos  não disse  uma só palavra durante um mês, fato que muito preocupou o pai, irmãos, parentes e amigos”.

Fiz este  longo preâmbulo  para tentar  abrir uma história de vida de meu Tio Domingos, falecido aos 90 anos, neste último  17 de novembro, a quem eu, particularmente, chamava, nas horas de descontração, de “O Último dos Moicanos”, em alusão a  um filme  e  um livro, aquele de James Fenimore Cooper, romance de 1826, e à obra cinematográfica  de Michael Mann, de 1992. 



                                 Casamento civil: BH

Durante a guerra entre ingleses e franceses, que culminaria mais tarde com a Independência dos Estados Unidos, Uncas simbolizaria o “último dos moicanos”, uma tribo indígena. que participou de épicos anos  de luta.  Na época em que foi  publicado  o livro, acreditava-se que os moicanos estivessem em vias de extinção. Desde então, a expressão passou a significar o último de uma espécie rara e valiosa. Para mim, Tio Domingos foi um moicano sem flecha e sem cocar.

Era esta uma de minhas brincadeiras com ele. Mas, afinal, tomei tanto tempo de um eventual ou milagroso leitor e me resta pouco espaço para contar uma bela história. Vou apenas resumir para que mais tarde possa complementar e com mais detalhes.

 Tio Domingos casou-se em 28 de julho de 1962  com Thereza Rios de Almeida, com  quem construiu uma  bela família, composta de seis filhos: Álvaro José, Maurício (meu afilhado de Crisma), Adauton, Ana Cristina, Alexandre e Karina (tive o prazer de comparecer ao casório). Três netos Tio Domingos deixou em Belo Horizonte .

Minha convivência com ele foi intensa nos tempos de criança, adolescência e até nos dias atuais. Ele e Ir. Miriam (essa falecida em 30 de agosto de 2021), muito me falaram dos nossos antepassados, incluindo uma revelação assustadora: uma das filhas de  meus avós Sinhá e Godó, de 11 anos, foi tragada pelo Córrego das Posses, situado a poucos metros abaixo da casa entre essa, o engenho e a usina de luz; a outra informação foi que o casal teve15 filhos, a nossa geração conheceu apenas sete: Maria Jacintha, José Cândido (Zezé), Sebastião Cândido (Tãozinho), Luzia, Ir. Miriam, Godofredo e Domingos.


Casamento religioso na Igreja da Pompéia - BH


Alguns tópicos que ainda devo registrar:

— Tio  Domingos casou-se aos 31 anos de idade, viveu durante 36 anos ao lado de Thereza, esta falecida em 27 de março de 1998.

— Ele trabalhou durante anos a fio até aposentar-se  como funcionário público estadual.

— Enquanto solteiro, morava no edifício localizado entre a Avenida Amazonas,  esquina com  Rua dos Tupis, em Belo Horizonte, chamado vulgarmente  de “Balança Mas não Cai”. Aí vivemos momentos de incrível alegria e suspense nas brincadeiras com a altura (décimo sétimo andar) e com o elevador que não passava um dia sem um enguiço qualquer.

— Ainda solteiro, ele ia frequentemente à terra natal, e não dispensava dar mergulhos no até então límpido e caudaloso Rio Preto. Para lá levava seus sobrinhos. Meu pai só me autorizava ir banhar-me na companhia dele. E foi exatamente ele quem me salvou duas vezes de afogamento.

Domingos, dizem seus mais próximos amigos, é um homem de família, uma voz de pai perfeito, um líder que arrasta tantos seguidores, mesmo na sua humildade que tentava, até isto, ocultar. Seu jeito de ser, sua postura, suas palavras mansas, todas essas e outras virtudes foram suas companheiras durante tanto tempo, como foi instrutivo e sem alarde seus 30 dias de mudez absoluta na morte de Vó Sinhá, ato demonstrativo de amor incondicional.

Volto ao último dos moicanos só para concluir. Com certeza, Domingos era o “rapa de tacho” da terceira geração dos Almeida, de descendência  portuguesa. Com segurança, não carregava os ornamentos de tribo indígena.

Ele me permite  agora arrancar de vez o que sempre quis: do dicionário a expressão “saudade eterna”. Jamais um ser desta magnitude pode ausentar-se  para sempre de nós. Asseguro que há saudade, sim, mas até quando Deus  determinar. Haverá um dia em que  todos nos  reencontraremos para uma eterna, aí sim, confraternização universal.

José Sana

Em 22/11/2021

Fotos: Maurício Rios de Almeida

sábado, 6 de novembro de 2021

Dominar a língua portuguesa: primeiro passo para o êxito pessoal

Falar, escrever  e  entender o idioma pátrio é um dos grandes desafios do cidadão brasileiro. Ao mesmo tempo, trata-se de tema que mais o prejudica,  especialmente os jovens, quando correm atrás de um emprego. Depois de formados, até em cursos superiores,  os que mais precisam do uso correto da língua continuam tropeçando nas concordâncias, regências, conjugações e, principalmente, na ortografia.

 Enquanto editei uma revista, visitava frequentemente centenas de cidades, mais de 100 mensalmente, às quais enviava, de graça ou por assinatura, exemplares com notícias de várias regiões, como Centro-Leste, Centro-Nordeste, Médio Piracicaba, Vale do Aço e Jequitinhonha. Estivemos circulando também no Sul de Minas durante uns tempos. Deixamos uma marca indelével em Pouso Alegre, depois conto as proezas e aventuras vividas nessa região.

 

O assunto agora é “Vamos Dominar a Nossa Língua Portuguesa”. Depois de ter estudado jornalismo na Uni-BH (antigamente Fafi-BH), História na Funcesi e no Iseed, Letras também no Iseed, incluindo  pós-graduação em História do Brasil e Patrimônio Histórico e Cultural, tomo uma decisão que já tem as providências engatilhadas. A decisiva foi, sem dúvida, a conclusão do curso de Letras, depois de muita prática em reportagens, na imprensa e em assessorias de comunicação de empresas, editorias e diretorias.



Nas minhas viagens e contatos, esses adquiridos  “in loco”, constatei, lamentavelmente, que o brasileiro quer aprender outro idioma,  principalmente o inglês, mas rejeita entender o seu principal caminho para tornar-se comunicativo e eficiente. Hoje em dia, com a comunicação passando em grande parte pela internet, a vaca começou indo para o brejo. Então, pergunto: qual comerciante, lojista e empresário não perde cliente por falta de uma comunicação não apenas gramaticalmente correta, mas com mensagens mais atrativas? Uma grande pesquisa empreendida por órgãos de comunicação mostra que 92% dos brasileiros não sabem o básico do idioma, que é oficialmente nosso, ou são analfabetos funcionais.

Como ser correto na fala, escrita e na interpretação de textos? Como evitar os grandes vícios, principalmente os difundidos  pela internet?  Como ser claro, coeso e conciso, saber contextualizar  mensagens e simplificá-las? Iremos, com a ajuda e a compreensão de milhares de pessoas,  espalhar pelo Brasil afora núcleos que ensinarão o domínio  da língua, e colocarão  em prática o português instrumental como guia seguro e eficiente.

Não pensem que da noite para o dia os 92% estarão aptos a empregar todas as regras de sintaxe. Claro que não. Mas será mostrado o caminho mais fácil e objetivo, prático e rápido a quem desejar e não tiver medo desse bicho de sete cabeças a que chamam erroneamente de  idioma português. E vão saber o prejuízo que tomam dia a dia na vida por ignorar caminhos fáceis para  entender a língua. Muitos dirão: “Quanto tempo perdi na vida!”

Minha paixão pelo idioma pátrio me faz encarar mais um desafio na vida, depois de tantos outros que enfrentei e derrubei humildemente e com muitas dificuldades, diga-se. Quem se interessar é só contatar-me no WhatsApp (31) 99529-8235 ou e-mail josesana2012@gmail.com. Teremos encontros com grupos pequenos, particulares ou em empresas.

José Sana

Em 06/11/2021

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

É HOJE O “DIA D” DO CENTENÁRIO DE DOM MÁRIO TEIXEIRA GURGEL: REMEMORANDO SUA VIDA RESUMIDAMENTE

Nesta data (22/10/2021), Dom Marco Aurélio Gubiotti celebra, missa às 19 horas, na Catedral Diocesana de Itabira, em intenção da alma de Dom Mário Teixeira Gurgel, marco de seu centenário de nascimento.


SÍNTESE DA CRONOLOGIA DE DOM MÁRIO




22/10/1921 – Nascimento de Jésus Teixeira Gurgel, em Iguatu (CE), filho de Mário Gurgel Teixeira Guedes e Ana Alda Teixeira Guedes, sendo componente de uma plebe de 20 irmãos.
02/02/1938 – Jésus faz profissão religiosa na Congregação Salvatoriana do Rio de Janeiro.
29/06/1944 – Ordena-se Padre, também no Rio de Janeiro.
10/07/1944 – Inicia sua vida sacerdotal nas cidades de Jundiaí (SP), Parangaba e Barbalha, ambas no Ceará.
14/05/1967 – Faz ordenação episcopal (torna-se bispo), quando foi titular da Sesta e Auxiliar do Arcebispo Dom Jaime de Barros Câmara, no Rio de Janeiro. A partir dessa data, passa a chamar-se Mário Teixeira Gurgel, em homenagem ao pai, adotando seu nome para toda a vida.
18/06/1971 – Nomeado pelo Papa Paulo VI, assume a Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano.
21/09/1993 – Comanda uma estratégica reunião na Catedral de Itabira, com autoridades e representantes da sociedade civil organizada. É criada a Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira (Funcesi) que se agiganta a partir do ano seguinte.
01/01/1993 – Ocorre uma verdadeira história de êxitos em Itabira e em cidades vizinhas que serão resumidas em vários tópicos. São 25 anos com o bispo sendo titular da Diocese e mais dez carregando o título de Bispo Emérito, dando sequência ao seu trabalho. Destaca-se o fato de sua escolha: continuar a vida em Itabira.
26/06/1994 – Missa em ação de graças celebrada por Dom Mário na Catedral de Itabira pelo cinquentenário de ordenação sacerdotal dele próprio, ocasião em que recebeu uma mensagem especial do Papa João Paulo II.
16/09/2006 – Ocorre seu falecimento, num sábado, às 11h16, no Hospital Nossa Senhora das Dores, Itabira.
17/09/2006 – Às 18 horas, seu corpo desce à sepultura na Cripta da Catedral de Itabira. O ritual de encomendação ficou a cargo do então bispo Dom Odilon Guimarães Moreira.

SÍNTESE DE ATIVIDADES DE DOM MÁRIO




A partir da posse, Dom Mário desenvolve uma série de atividades, tanto nas Comunidades Eclesiais de Base, na Caritas Diocesana, atividades na Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Itabira (APMI), Conselho Municipal do Bem-Estar do Menor (Combem), Provedoria do Hospital Nossa Senhora das Dores, Asilo São Vicente de Paulo (Lar de Ozanam, ligação com entidades internacionais (Estados Unidos e Alemanha) para abastecimento de leite e medicamentos na APMI.
Suas ações mais diretas, resumidas:
— Implantação da Gráfica Diocesana;
— Construção da Catedral de Itabira;
— Construção do Seminário de Itabira e João Monlevade;
— Participação constante na vida comunitária itabirana e busca incansável de recursos no exterior (EUA e Alemanha).
— Dedicação quase total à saúde e à educação, tendo como foco a Funcesi e o Hospital Nossa Senhora das Dores.
— Criação e continuidade no trabalho da Pastoral da Criança;
— Criação e participação na Legião de Maria;
— Pontual dedicação à comunidade mais pobre de Itabira, do Bairro Pedreira do Instituto e início de construção de uma igreja no bairro.

COM O PAPA E SEU TESTAMENTO




Dom Mário sempre teve acesso a todos os papas de seu período no bispado de Itabira e Coronel Fabriciano. Um deles, o Papa João Paulo II sempre enviava a ele constantes mensagens.
Podem ser consideradas suas últimas palavras o que ficou registrado em seu testamento, a mensagem lida pelo Padre Francisco Guerra durante a missa de sétimo dia: “Recomendo-me às orações de todos, especialmente dos sacerdotes, a quem peço um momento da Santa Missa”.

José Sana

Em 22/10/2021

Fotos: Arquivo de Silvério Bragança
Foto 1 - Dom Mário com o Papa João Paulo II;
Foto 2 - Dom Mário e Dom Lelis Lara com o Papa João Paulo II
Foto 3 - Mensagem do Papa João Paulo II no quinquagésimo aniversário de ordenação sacerdotal de Dom Mário Teixeira Gurgel.

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

FALTAM 2 DIAS PARA A “DATA D” DO CENTENÁRIO DE DOM MÁRIO: SEU “BRAÇO DIREITO” DURANTE 35 ANOS FALA SOBRE ELE

José Sana – Silvério, você se lembra qual foi a última foto de Dom Mário? Silvério Bragança – Foi exatamente a tirada por seu filho Júnior quando eu saía com ele do Hospital, em Belo Horizonte ou Nova Lima, o Biocor. Naqule dia, para levantar a sua moral, o médico achou melhor que ele viesse de carro para Itabira. Paramos na entrada da Serra da Piedade e lembramos as vezes nas quais ali estivemos. Quando chegamos, permanecemos na porta da Capela do Santíssimo na Catedral e fizemos orações, agradecendo e pedindo a Deus por sua melhora, depois fomos para sua casa. Dias depois, infelizmente, era chegada a sua hora, ele faleceu.



“BRAÇO DIREITO”



J.S. — Você foi, na verdade, o “braço direito” dele. Praticamente todo mundo em Itabira sabe disso. Concorda? S.B. – Talvez, por obra do destino, estivemos sempre juntos desde sua chegada a Itabira, em 1971 até o instante final dele. J.S. — Também acompanhamos os passos de Dom Mário na Diocese, à medida que nos foi permitido e sempre notamos você sempre presente. Pode descrever, resumidamente, em quais ações você mais atuou? S.B. – A comunidade itabirana e regional teve esse privilégio. Nas ações indicadas por Dom Mário, tanto na APMII, em que eu era o presidente; na Funcesi também; no Hospital Nossa Senhora das Dores eu era vice-provedor; na Caritas Diocesana também como vice; ajudei a receber medicamentos enviados por entidades internacionais administrados pela APMII; e assim muitos outros, como centros de construção e manutenção de sedes comunitárias, mutirões de casas etc., tudo consistia em trabalho efetivo até nos fins de semana. Você presenciou em muitas vezes que estávamos acompanhando sempre por influência e confiança dele.





NÚMERO 1 E ESPONTÂNEO
J.S. — Tudo enquanto ele era titular da Diocese, tendo escolhido viver o resto da vida em Itabira? S.B, — Sim, ao todo, 35 anos, pelo menos dez como escolha de permanência e escolha dele. E não é minha a palavra, mas sim dele, às vezes escrito pelo próprio Dom Mário. Veja, por exemplo, o seu autógrafo no livro “Só rindo”, que lançou: “Ao meu amigo número 1, o primeiro exemplar, com gratidão, + Mário. Itabira 31/1/2004”. J.S. — A sua identificação com ele foi algo espontâneo e instantâneo, de repente os dois se entenderam? S.B. — Verdade. E você me conhece e sabe da minha conduta, mas em alguns momentos é importante mostrar o lado omisso da história. Dom Mário me deixou uma lembrança muito forte: abria sempre o coração e deixava transparecer toda a sua franqueza. Este seu trabalho de respeito de Dom Mário que você está fazendo, é importante para, realmente , mostrar o quanto ele foi e é valioso para Itabira e região. São tantas ações que vale a pena você continuar mesmo após esta contagem regressiva. E, pelo que tenho visto, você é pioneiro. Temos uma outras iniciativa: vida de Dom Mário está resumida em depoimentos gravados por um amigo, que tem o direito autoral , a meu pedido. Tenho a gravação original que está sendo editada e espero publicar em breve. As piadas, contadas ao vivo por ele, têm outro valor também


MEMÓRIA VIVA



J.S. — Fale mais sobre ele... S.B. — Itabira, que deve ao prestígio dele a solução de uma série de questões, pode agarrar-se à sua memória como incentivo. Acredito que nós, verdadeiramente itabiranos, não podemos nos afastar de seus exemplos, suas lembranças e mantermos acesa a chama da memória dele. J.S. — Agradeço muito a você pela sua ajuda neste nosso propósito da memória viva. Não vamos deixar seus exemplos serem apagados, que todos os verdadeiros itabiranos nos ajudem da mesma forma.


    DOM MARCO AURÉLIO GUBIOTTI




Marco Aurélio Gubiotti (Ouro Fino, 21 de outubro de 1963) é o atual bispo diocesano de Itabira-Coronel Fabriciano. Foi ordenado sacerdote em 14 de janeiro de 1989, em Ouro Fino, Arquidiocese de Pouso Alegre. Foi nomeado pelo Papa Bento XVI no dia 21 de fevereiro de 2013, como novo bispo da Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano, sendo ordenado em 26 de maio do mesmo ano em Ouro Fino. Assumiu a Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano em 16 de junho de 2013. Coincidentemente, nesta data, hoje (21 de outubro) Dom Gubiotti comanda as celebrações referentes ao centenário de nascimento de Dom Mário, cuja data natalícia ocorre amanhã. Parabéns a Dom Gubiotti! José Sana 21/10/2021


Fotos: Foto 1 - Silvério e Dom Mário (Júnior Sana); Foto 2 - Em ato cívico (Galvani Silva); Foto 3 - Dom Marco Aurélio Gubiotti (Redes Sociais).