quarta-feira, 20 de agosto de 2025

ITABIRA DA DISTOPIA OFERECE MIL EXEMPLOS DE DESGOVERNO. SALVE-SE QUEM PUDER



Subindo ou descendo a Salvino Pascoal Patrocínio: o "lar indigno" é exposto a todo

No centro da cidade reside uma família, debaixo de uma árvore, aconchegada no lixo e esperando o quê? Novas caídas para o “bolsão de miséria” 

Eu não queria redigir esta nota. A consciência me persegue e me obriga não só a limpar barra com as novas gerações, como a afrontar os cegos de olhos abertos e surdos comuns que se agrupam por aí, a ser honesto por antecipação. Honesto por antecipação é a exata expressão de quem flagra os descumpridores de deveres. 

Obrigado a esta horrenda tarefa, posso estar despejando uma família de seu “estúpido e indigno lar”. A prefeitura só faz graça para o itabirano ser feliz por minutos antes de eleições. Centenas de problemas não se resolvem. Agora é a denúncia que sou obrigado a trazer a público. Faz uns meses que estou resistindo.

UM “LAR” SINÔNIMO DE SOFRIMENTO

Só a prefeitura e a ação social não vê porque não convém...


Suba ou desça a Rua Salvino Pascoal Patrocínio, no pé das avenidas João Pinheiro  e Duque de Caxias na cabeça. Também ao lado da chique Avenida Mauro Ribeiro Lage, essa que se torna, pouco a pouco, o símbolo do lixão itabirano no lugar da Central de Resíduos, providência que nunca é tomada há 25 anos, “bodas de prata da inércia”.

Do lado direito de quem desce reside uma família. O teto da casa é uma árvore pequena, encorpada, que não permite nem a uma criança andar de pé, só de joelhos. Nas laterais estão as paredes, todas de papelão, que protegem até da chuva, caso venha. No piso abunda o lixo, como em toda a cidade, de todas as qualidades, alimentares e recicláveis.

 Está feito o aviso. Peço-lhes encarecidamente: não despejem os “moradores”, eles não têm onde morar. Alojem cada um num lugar digno. Mais agravante é saber que o frio está a zero grau centígrado lá pelas tantas da madrugada. Na "fazenda mau tempo" não se congela.

Itabira, "ex-terra do minério de ferro", e com outros adjetivos para cunhar, vive os últimos dias de glória, com o dinheiro queimado a fogo de gestão administrativa emburrecida, fruto de ter caído nas mãos de quem nada fez na vida a não ser passear. Concluindo: culpa exclusivamente nossa, dizem as vozes justiceiras e reconhecemos.

Junte todos os problemas e encare o principal que é uma cidade sem futuro e os compare ao sofrimento de centenas de famílias que minguam pelas ruas, avenidas, praças e becos afora, exemplificadas nesta que citamos agora. Anote: Rua Salvino Pascoal Patrocínio

Que Deus tenha compaixão, inclusive dos maiores culpados, os trituradores de dinheiro público. E nos perdoe por mostrar mais um escândalo aos nossos olhos.

Zé do Burro & Burro do Zé

Fotos: dos mesmos

20/08/2025

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