segunda-feira, 5 de agosto de 2013

RONALDINHO ATLÉTICO CLUBE

Já escrevi e repeti esta frase: como eu gostaria de não entender de futebol! Quem ler a tal declaração, e não me conhecer de velhos campeonatos, me chamará, com certeza, de convencido. Quem me conhece, no entanto, me perdoará  por não ser eu tão hipócrita caso afirmasse o contrário.

Entendendo de futebol mais que Cuca, mais que Vanderlei Luxemburgo, mais que Luís Felipe Scolari, não sei explicar o motivo. Deus me deu esse dom, que o devolveria de graça por não me fazer falta alguma. Aprecio muito as crônicas do Dr. Eduardo Andrade, publicadas em vários jornais. Tostão sempre discorre sobre esquemas de jogo, táticas, posicionamentos de jogadores, crescimento de times, caídas etc.

Nesse meio termo de gostar de futebol e entendê-lo já baixei uma lei sobre o Clube Atlético Mineiro: há mais de um ano esse nosso time, de torcida gigante e apaixonada, deveria mudar de nome. Pelo menos mental e inconscientemente, sim.

Antes, porém, sou contra mudanças de nomes de clubes de futebol. Parece um paradoxo, mas vou explicar. Tenho, vez por outra, zoado cruzeirenses porque o esquadrão do Barro Preto já teve quatro nomes e hoje se alicerça no quinto: Cruzeiro Esporte Clube. Existe um porquê ocorreram as alterações de razão social: o objetivo inicial da fundação de um clube italiano no Brasil era ajudar na propaganda de um regime político de exceção e violento na época.

A mudança que sugiro para o Galo é apenas decorativa, com o intuito de somente mostrar um lado da questão. Desde a sua primeira partida no Atlético, Ronaldinho Gaúcho não apenas conseguiu equilibrar o meio-de-campo, mas, também dar moral ao time. Quando Ronaldinho entra, mesmo jogando mal, o time normalmente vence. O segredo é psicológico, mas é válido.

Um jogo se ganha com objetivos definidos e confiança em si, aquilo que os americanos chamam de “I believe in myself” (acredito em mim mesmo). No final da campanha do Galo na Libertadores, por causa de ter levado duas vezes de 2 x 0 no campo inimigo e ter que reverter a situação, a  torcida propagou outra frase que consagrou na América a primeira campanha de Obama à presidência da República: “Yes,  I can”, ou melhor, “Yes,  I CAM”.

Ronaldinho Gaúcho é o autêntico “Believe” ou “I can” atleticano. Reparem como ele aparece em campo. Certo dia um netinho meu observou e comentou: “Ronaldinho entrou bufando”. Ou seja, adentrou o campo com foco na  vitória e sacudindo os companheiros. Está provado por que nem sempre ele precisa fazer alguma coisa importante sobre jogadas, dribles, peripécias, além de atrair sobre si uma marcação especial.

Nada mais a dizer sobre a continuidade do time do Galo a perseguir títulos; Caso queira, realmente, ganhar jogos, campeonatos, torneios ou peladas, o Atlético terá que ou manter R10 nas suas fileiras, ou buscar um perfil dele no mundo, o que é extremamente difícil.

Disse eu que entendo de futebol mais que muita gente.Volto a suplicar perdão, principalmente aos que me leem com boa vontade e paciência. Desculpem-me também os que escalei abaixo de mim, nem sendo eu um treinador. Pode ser presunção de minha parte, mas a questão é apenas o seguinte quanto ao craque ainda do Galo. Ele é a mola-mestra do time que, pode não mudar de nome, mas, inconscientemente, deve se chamar Ronaldinho Atlético Clube.

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