sábado, 15 de dezembro de 2012

Notícias do mundo: ruins, aguardadas e boas


Notícias ruins de dezembro (até agora)

— Massacre em Newtown, Connecticut, nos Estados Unidos: 27 mortos, sendo 20 crianças. A cena se repete sempre no país e as vítimas na maioria crianças. Um atirador qualquer entra numa escola e abre fogo contra todos. Terrorismo como Al-Qaeda.

— Hillary Clinton, secretária de estado norte-americana, anuncia sua despedida de cargos públicos, pelo menos por enquanto. Ela sofreu um concussão  cerebral depois de ataque intestinal. Informam boletins médicos que ela se recuperará em breve. Mas se afastará da pesada função que exerce no governo de Obama.

— Entrevista de Guilherme Pádua, da região de Guanhães, ex-ator de novela, à TV Record, balança o país, revoltando muita gente. Ele contou detalhes do assassinato da atriz Daniella Perez, ao lado de sua namorada Paula Thomaz. Glória, a mãe se revolta contra ele.

— A morte do arquiteto Oscar Niemeyer, dia 5 de dezembro, quando faltavam apenas dez dias para ele completar 105 anos. Nascido no Rio de Janeiro, seu nome completo chama a atenção: Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho.

— A enfermeira Jacintha Saldanha, que trabalhava no hospital King Edward VII, em Londres, suicida-se, depois de ser vitima de um trote aplicado por uma emissora de rádio. Fato complicado, difícil de ser entendido, ela deixou bilhetes ainda não divulgados.

— Campo de futebol de São Sebastião do Rio Preto, principal espaço para lazer da juventude, destruído pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), há quatro anos, para passagem de rodovia asfaltada, continua às moscas, ou seja, 99% destruídos. A promessa, o compromisso assinado e o dever de reconstituir o Estádio Dr. João Rodrigues de Moura estão completamente esquecidos pelo órgão do Governo de Minas. E ninguém fala mais nada, fim dos protestos, somente as minhas curtas páginas neste blog. Mas vou falar até morrer ou até que esses irresponsáveis reconheçam a maldade que fizeram a uma geração de jovens e a uma cidade mineira.

Notícias aguardadas

— Quem mais Galo e Raposa vão contratar? No Cruzeiro, Diego Souza, ex-atleticano, deve chegar; no Atlético, Gilberto Silva, ex-Grêmio, idem. Isso pouco não pode ser tudo.

— O mundo vai mesmo acabar dia 21 deste mês? (Querem a minha opinião? Está na hora de haver radicais mudanças de entendimento, de visão, para cabeças que se abrem, mas do mundo mesmo, por enquanto não).

Notícias boas

— Muita expectativa para o Natal e Ano-Novo. Vamos aguardar.

— Apesar das notícias ruins, muita esperança dos que têm fé na regeneração da humanidade.

— Também a esperança de boas notícias em breve para o mundo, o Brasil, Minas Gerais, Itabira e sua região.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

E aí, o mundo vai mesmo acabar no dia 21?


Os maias anunciaram em seu calendário. A imprensa publicou, depois, que foram encontrados novos escritos desmentindo tudo. Alguns cientistas confirmaram. Países da Europa, como França e Rússia, tomam providências para que não se perca todo o território numa eventual catástrofe. A França, por exemplo, isolou uma área numa montanha para que ninguém entre lá. Há outros países acreditando piamente nesse apocalipse. Neste nosso Brasil, deve haver alguma coisa e essa coisa deverá ser uma festa no dia 22 deste mês, isto é se o mundo não acabar no dia anterior. E fica a pergunta: o mundo vai mesmo acabar agora, agorinha, já?

Ninguém por aqui, na região de Itabira, está preocupado com o que pode ou não acontecer neste próximo dia 21. Quase todos programam o Natal. Eu, por exemplo, tenho que comprar alguns presentes para amigos, afilhados e familiares. Haverá um ou dois “amigos ocultos” para participar. Portanto, penso mais no Natal do que no fim do mundo.

Lembro-me de quando era criança, meu pai,  tinha  loja muito sortida e grande, em São Sebastião do Rio Preto, que era palco de suas incontáveis brincadeiras. Tãozinho do Godó se fazia do maior brincalhão do lugar, contador de piadas quase vivas, engraçado pra valer, divertido ao extremo, bem-humorado e dono de uma gargalhada de fazer tremer a rua São Vicente e Bonfim, que se encontravam na esquina do nosso sobrado. Ele sempre tinha muitas anedotas novas para contar, principalmente quando retornava de viagem de compras feitas em Belo Horizonte.

Ele obrigava o cliente da loja ou não cliente a ouvi-lo. Até mesmo chamava algum distraído que passava na rua. E por aí ia, assim, assim, assim... “O mundo vai arrasar (era essa a expressão usada) e vou aproveitar e convidar você para ser meu sócio num grande empreendimento. Vamos juntar uma rede de lojas depois espalhá-las pelo mundo todo e vamos ganhar muito dinheiro.Você topa o negócio?”

O distinto ouvinte ficava intrigado. Pensava, pensava, pensava e resolvia fazer a pergunta que tiraria a sua dúvida: “Uai, Tãozinho, pra quem a gente vai vender?” Coidadinho! A resposta era um tiro na testa: “Para um bobo igual a você!” A brincadeira, de muitos risos, me consolava sobre o fim do mundo, principalmente me fazia fugir a memória dos discursos do padre no altar da Igreja Matriz de São Sebastião. Gritavam sempre o Padre Argel, mais tarde o Padre Raul: “Mil passarão, mas dois mil não chegarão!” Vieram os anos 2000 e 2001, agora 2012, e estamos aí. E o mundo não acabou.

A terceira saída do problema vem deste pensamento: tenho para mim mesmo um argumento muito consistente. O mundo para ser criado demorou milênios. Tudo caminhou num processo demorado como é tudo na natureza. Uma verdadeira marcha lenta, a meu ver parecida com a evolução das espécies ensinada por Charles Darwin. Quer dizer que, para acabar, tem que ser, também, lentamente. Que estamos nesse processo de transformação, sei, mas que nada vai explodir como um tsunami, isso não vai, provocando uma destruição geral. Vulcões, terremotos, maremotos, e qualquer tipo de detonação subterrânea só para determinados lugares.

Dessa forma, pediria à Vale, a nossa empresa-mãe e sustentáculo econômico, que não fizesse detonar os seus novos e revolucionários dinamites eletrônicos que balançam a cidade como um terremoto na escala 20, assim da forma que explodiu, sem barulho, Itabira no dia 9 de outubro passado. Presente de aniversário.

Poupe-nos, Vale, no dia 21 de dezembro, que já é  agora, agorinha, e cancele a sua horripilante explosão! Tá falado?

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Alô, Letícia do Vovô (assim como sempre chamo meus netos)

Sei como é fazer 15 anos, também já fiz. E lá se foram mais de 50 depois de uma dezena e meia. Mas me lembro como se fosse ontem, hoje, agora.

Sei como é ser adolescente. É fardo pesado. O tempo da incompreensão, da desconfiança, por olhar os outros como injustos sentenciadores.

Sei como é ser uma menina. Não fui (pode ter sido numa eventual reencarnação), é claro. Mas tive irmãs e filhas. Tive primas, tias, com as quais convivi.

Fico devendo não ser jovem nos novos tempos, do computador, celular, internet, Ipad, Ipod, pois antes a gente pensava que o rádio e o jornal, esse que chegava atrasado, fossem as últimas invenções do homem. Mas, convivo com todos os contemporâneos — televisão, telefone móvel, computador, internet etc. e tal. E viajo de super jato mundo afora.

Ainda ganho um pequeno crédito, por ser observador, ou ter o privilégio de viver as mudanças mais drásticas que o mundo sofreu. Falam em coerência. Eu próprio cobrava isso dos mais velhos, para depois entender como é o esquema de alterações no mundo moderno.

Letícia, só pude estudar até a oitava série quando estava na sua idade, porque um defeito congênito na audição insistia em me barrar. Por causa disso tive que completar cursos superiores depois de ser avô. Lembra-se, você mesma foi a uma de minhas formaturas?

Mas aí está o mundo. A mulher, que o meu tempo ainda pôde sentir a sua alienação, o preconceito contra ela, como até hoje em lugares distintos. Mas, entendo eu, a própria donzela, ávida de libertar-se, acabou sendo vítima de si mesma. Hoje vimos pela internet a sua desvalorização patrocinada por si mesma. Não sou quadrado, sinto-me justo, ou redondo, como tenho filhas e netas, provavelmente terei bisnetas. É preciso que a mulher não proclame a sua intimidade, não se renda a qualquer um, saiba que ligados aos instintos naturais, todos são uma espécie só, muito natural, de uma natureza aliada, mas imperdoável.

Mas, hoje (dia 26 de novembro), você, minha primeira netinha, assim como fui o primeiro neto pelo lado materno, está rodeada de admiradores. Você nunca deve se esquecer de que seu irmão Lucas e todos seus primos e tios; que seus avós, infelizmente no mundo somente Marlete e eu; e seus pais, Marcelo e Cíntia; todos juntos e unidos, querem você de espírito forte, capaz de decidir o caminho a percorrer com segurança e  pronta para saber que a adolescência contém trilhas íngremes; será preciso percorrê-las, bem como escalar montanhas e picos, mas, ao ser forte, um longo planalto estará à sua espera, soprando-lhe no rosto lindo e nos olhos azuis, descendentes do seu bisavô Tãozinho e da avó Helena, uma brisa de mensagem com boas-vindas ao mundo da realização e da independência.

Não se afobe. Você hoje tem 15 anos. A vida começa efetivamente aos 40. Depois será um longo recomeçar, eternamente. Confesso que temi silenciosamente você e outros netinhos com 15 anos. Agora, não, resolvi enfrentar a realidade. Você tem essa idade e, daqui a pouco serão os outros. Preciso da energia da sua vitória para sobreviver sempre. Assim é que me sinto amado. Pense nisso sempre. E talvez não seja somente eu. São muitos os seus entes queridos.

Todos amamos você e queremos não somente essa data gloriosa na sua vida, mas uma longa e vencedora vida que está planejada por Deus, para você. Aproveite porque é verdade.
Beijos de todos. Especialmente daquele que é, sem medo de errar, Vovô dos netinhos.

P.S.: Esse texto foi postado hoje, mas a data efetiva do aniversário é dia 26, segunda-feira.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O circo

O conceituado jornalista do Estado de Minas Arnaldo Viana, que está nas cadeiras de honra do caso policial em que é o artista principal o Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, continua escrevendo sobre o júri que se desenrola no fórum de Contagem e que acaba de ser adiado para março do ano que vem. Ele faz claras metáforas e  compara o julgamento dos acusados de matar Eliza Samudio a um circo.

A sua revelação vai de encontro a mim mesmo quando, aos 13-14 anos de idade, estudante do Ginásio São Francisco, de Conceição do Mato Dentro, era liberado pelos Padres Capuchinhos para ver e ouvir as peças do teatro no salão do júri daquela histórica cidade. Em tão tenra idade, já fazia as minhas conclusões existenciais. Apesar da evidência estarrecedora, que permitiu mudanças nos esquemas e tramas, os espetáculos circenses continuam sendo realizados em todo o mundo nos moldes dos tribunais de Roma, onde nasceu o Direito. Quero dizer circo, porque tudo está distante da realidade. Pior: acaba sendo um festival de palhaçadas.

Mas também em Brasília julgam o famoso Mensalão, de um lado um ministro-relator, radical de esquerda e bem-intencionado Joaquim Barbosa,  e de outro, um direitão e aparentemente malvado contra a vontade popular, o ministro-revisor Ricardo Lewandowski. Mesmo com a disputa de Direita x Esquerda, uma peça teatral se desenrola, às vezes até com pitadas de humor, cabendo dizer que também na Capital da República se montam circos de julgamentos.

Circo policial, circo da justiça, há, ainda o circo esportivo, claro que há. São tantos os circos, com picadeiros atraentes, principalmente no setor econômico, quando o comércio vive também de espetáculos, não somente nas especulações de câmbio, imobiliárias e outras, mas principalmente nas espertezas, mentiras, fraudes e centenas de deficiências menos votadas que aparecem em negociatas.

Contudo, vou arrematar esse tema assim: um devoto dos Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs), de nome Ubirajara, que existe entre os que abundam por aí, escreveu, em jornal do Sul de Minas, que está acompanhando os textos  do jornalista Arnaldo Viana, e que gostaria de narrar um fato interessante. Segundo ele, uma nave interplanetária pousou no seu quintal, na capital brasileira do ET, Varginha e, como sempre, chamou-o para dar uma volta no espaço sideral. “Vamos tomar um ar diferente” — teria proposto um Extraterrestre que, imediatamente, tomou-o levemente pelo braço.

A nave partiu. Houve, como dos outros passeios cósmicos, apresentações de planetas e uma demonstração de que o homem da Terra, que anda descobrindo de vez em quando um novo mundo, ainda não conhece um milésimo dos conjuntos universais que vagam no infinito. Em um momento de descontração, o ET chamou-o à janela da aeronave e apontou para uma “pequena” bola azul confundida no meio daquele paraíso indescritível de planetas, astros e estrelas:
— Ali está o seu planeta. Vocês o chamam de Terra. Mas já anotei em nosso caderninho de apontamentos há muito tempo. Circo é o nome que foi dado  pelo nosso povo a essa bolinha em que você vive. E não me pergunte o motivo porque está muito na sua cara.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Problema mais grave do trânsito de Itabira: carros de quem trabalha na região central e adjacências

Volto a dizer que não li o documento entregue por uma empresa de consultoria à Prefeitura de Itabira a respeito do trânsito maluco da cidade . Faço agora uma aposta, baseada em textos publicados na internet, de que a questão que considero mais grave ainda não foi sequer abordada.


Vou contar como a  constatação se  tornou inquestionável. Saí de casa durante uma semana às 8 horas da manhã. Até as 9 horas de cada dia  rondei as portas de lojas, escritórios, consultórios, salas e portas comerciais. O que acontece na área central e bairros mais próximos? Nada mais que a aglomeração de no mínimo três veículos por porta aberta. E dá para perceber que de 3 a 4 mil carros, em uma hora, já entopem as ruas itabiranas. Normal? De jeito nenhum.

Abordei uns dez donos de espaços no centro e a resposta foi praticamente a mesma: “Venho de carro para o trabalho porque todos vêm; se eu não trouxer o meu carro, os outros trazem os deles”. A maioria procura deixar o veículo mais para outro lugar que o seu e o absurdo: ele fica o dia todo. O primeiro resultado é que o cliente não tem lugar para  parar; o segundo é o congestionamento da área central; o terceiro, multas constantes, queda nas vendas e por aí vai. Muitos afirmam que, quando o rotativo funcionava, era a mesma coisa porque o próprio usuário da região comprava blocos para o seu uso.

Registro, portanto, a minha humilde contribuição sem cobrar consultoria da Prefeitura ou de qualquer outro órgão e/ou pessoa. Depois desse resultado assustador, a sugestão: façam um encontro de todos os donos de lojas e salas e deixem nas mãos deles a tomada de decisões. Caso insistam em burlar a lógica, tudo continuará como está. Só que o caos vem aí e está marcado para dezembro de 2012. E não são os Maias ou qualquer profeta verdadeiro ou falso que está dizendo, mas a lógica intocável.