domingo, 12 de outubro de 2014

TUDO PELA LIBERDADE ECONÔMICA E SOCIAL


Todo mundo diz que político é corrupto. Sem generalizar, digo que é difícil não ser. Acredito que exista um puro por aí e até gostaria de entrevistá-lo. Coloco-me à disposição para tal proeza, deixando em aberto o meu email: josesana@terra.com.br.

A minha intenção para essa eleição de agora era votar em José Nulo da Silva. Se o eleitor topasse mudaria o Brasil de vez. Todos votando para que houvesse uma nova eleição e nela os candidatos, mudados, pudessem ter melhor escolha dos eleitores. Mas não houve tal oportunidade e a eleição será definida entre a atual presidente, Dilma Rousseff e Aécio Neves.

A princípio a vitória estava definida a favor de Dilma, de acordo com pesquisas. O fator que mostrava esse favoritismo foi escrito no número de beneficiários do Bolsa-Família. Alguns pseudocientistas políticos diziam ou dizem que os 56 milhões de bolsistas-família justificavam suas previsões. Mas agora não é o que parece.

Sinto que o eleitor está acordando para a realidade. Estive quase uma semana em São Paulo e notei lá façanhas interessantes. Antes de mais nada, é preciso dizer que o paulista e o paulistano são duas forças totais do Brasil. O maior  estado em qualidade de vida. O maior colégio eleitoral do Brasil. O estado mais desenvolvido entre todos não somente do Brasil, mas também da América Latina. A cidade de 12 milhões de habitantes que dá conta de encher a barriga do resto do Brasil.

Perguntei a um taxista a causa do antipetismo demonstrado nas urnas e ele respondeu: “Estamos arrependidos do que fizemos. Criamos o PT aqui e ele se tornou uma grande decepção.” Tudo bem, pensei comigo, mas todos os partidos decepcionam. Antes de  ponderar a sua resposta ele me explicou que a esperança no petismo era muito forte.

Bem, não vou discutir isso. Vou discutir o seguinte: quase todos com os quais conversei sobre política me falaram do Foro de São Paulo. Estão por dentro desse movimento que visa a implantar no Brasil o socialismo bolivariano. Melhor dizendo, a ditadura e o comunismo que nunca deram certo no mundo. O Foro de São Paulo trama isso na surdina, e na prática o Governo Federal vai tomando, paulatinamente, as suas medidas. Vários decretos, como no tempo da ditadura militar, já foram promulgados.

A intenção é clara como o sol do meio-dia no verão de uma praia nordestina. Estão aplicando um golpe de estado em conta gotas. Ele não é muito discutido, não entendo o porquê. Nos debates eleitorais houve algumas perguntas sem respostas feitas à presidente a que não tiveram o cuidado de dar eloqüência. Comunismo é algo que assusta qualquer cidadão normal, que estuda, trabalha, produz e gera  riqueza.  O primeiro problema é que  no comunismo é proibido ter ideias, pensar, dar palpites. Um amontoado de gente, nem sempre capaz, pensa por nós.

O socialismo seria caracterizado pela abolição da propriedade privada dos meios de produção e a instalação de um estado forte ("ditadura do proletariado"), capaz de consolidar o regime e promover a diminuição da desigualdade social. No comunismo, o próprio estado seria abolido, com a instauração de uma igualdade radical entre os homens. Nada mais bonito do que ser todo mundo igual, mas ocorre que Deus fez o ser humano totalmente desigual porque a vida no planeta, com o objetivo pronto, não  é uma definitiva. As suas características de desigualdade são necessárias dentro do contexto materialista, considerando, como já disse, que tudo é passageiro.

Os fãs incondicionais de Karl Marx, cientista, filósofo do século XIX, criador da ideia, se embriagam até hoje, cem anos depois, com a fantástica ideia que foi tentada, não funcionou e já perdeu a validade. A vida e o mundo são mutáveis, de transformações e isto virou uma lei natural muito forte, anterior à ideologia de Marx e Engels. Lavoisier, cientista francês, lançou e a ciência promulgou a sua premissa premiada: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Não é preciso dizer mais nada. Incrível que principalmente intelectuais querem sempre promulgar um sistema de governo que nunca funcionou bem, nem com Lênin  nem com Stalin.

Bem. Chega de rodear o assunto. O modelo da América surgiu com façanhas revolucionárias que promoveram a independência, concebida e executada por Simón Bolívar, "El Libertador". Essas repúblicas são os atuais territórios da Bolívia, Colômbia, Equador, Panamá, Peru e Venezuela. O PT brasileiro quer se incorporar o nosso país a essa pobreza de aglomerados. Como prova, além da liberdade de expressão que tem meio caminho andado para acabar no Brasil, sob a impulsão de um determinado jornalista-ditador, que serve ao Governo, Franklin Martins, já estão preparando um plebiscito. A nossa sorte será a agora provável derrota de Rousseff.

O grande pecado do socialismo, ou comunismo é que ele impede a evolução humana, veda, além de expressões  artísticas de todas as naturezas, até mesmo o direito de ir e de vir. No momento, o brasileiro não tem outra forma de combater os objetivos petistas senão votando contra eles. Para dar um basta, não há outra maneira senão assim.

Mas se há quem aprecie esse rumo de vida e proclama o seguinte: inteligentes e letrados, esforçados e preguiçosos, trabalhadores e nós-cegos, os que produzem ou os que  só dão prejuízos — juntam-se todos e batam num liquidificador chamado obstáculo ou barreira e sirvam para milhões de pessoas. Eis aí o grande caminho para pedirmos esmola uns aos outros e para acabar com o empreendedor que perderá toda a sua motivação.

Por causa disso mudei meu voto. Votaria em José Nulo da Silva e Maria Branca de Mendonça, mas transferi minha marca para o número 45. Sou, portanto, um ex-covarde, que pensa, e muito, no futuro de filhos, netos, bisnetos, tataranetos e na felicidade de 200 milhões de brasileiros, salvo melhor juízo.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

UM HOMEM QUE SE TORNA MODALIDADE DE ATENDIMENTO PARA ALAVANCAR UM COMÉRCIO

Itabira sempre foi a terra do dinheiro, onde mais “corre” no Brasil. Parece ser uma atleta da São Silvestre, possivelmente um queniano.  Quando aqui cheguei, em 1966, ouvia as pessoas dizerem que “é verdade, o dinheiro daqui é ágil como um gato”. Na minha ignorância de quem só tinha visto o vil metal nas mãos de terceiros, pensei comigo: parado não consigo pegar, imagine correndo...

Depois de trabalhar na Vale, já com mais de 12 anos de presença na cidade, resolvi abrir uma porta comercial por essas plagas.  Imaginem o susto que levei: em menos de uma semana depois de começar a montagem do Cantinho do Pão de Queijo, comerciantes me pediam “pelo amor de Deus, não mexa com comércio aqui.” Um bem-vivido comerciante me parou no sinal de trânsito e me esfregou na cara a sua frase inacreditável: “O povo de Itabira não sabe comer.” Com essa fui dormir e até sonhei. Ou melhor, tive pesadelos ao pensar que pão de queijo, quindim, olho de sogra, brigadeiro, amor em pedaços e rocambole fariam mal a cada um que experimentasse.

Falei disso porque imagino a dificuldade com que o Grupo Tia Eliana encontrou para vingar aqui com o seu Restaurante e Pizzaria Apricci. Acompanhei passo a passo as idas e vindas das novidades que eram inventadas para que o ponto, na Avenida Mauro Ribeiro, dos mais chiques da cidade, ganhasse tradição e projeção. Implantaram o À La Carte, não teve sucesso. A pizza, servida à noite, era até certo ponto uma atração, mas aquelas bem montadas instalações para o funcionamento apenas noturno não teria compensação econômica viável  Abriram os balcões às  verduras e legumes à vontade e outros ingredientes na balança, mas não vingou; e é verdade que muitos chegavam e comiam somente folhas e legumes, consequentemente faziam refeições de graça. Finalmente, veio o self-service. Mas, no princípio foram murros seguidos em ponta de faca, nada de clientes frequentes.

Mas chegou o dia em que surgiu uma modalidade de serviço para consolidar o restaurante e pizzaria para sempre. O molde não era um prato diferente; também não consistia num arranjo atraente e nem numa espécie de atrativo extra gastronômico. Era simplesmente uma pessoa: Bruno Barcelos Amaral. Ele se aportou, mansinho, voz baixa, quase inaudível, como manda a educação que entoemos. Batia nos ombros alheios como um político em véspera de eleição, sem, contudo, machucar o amigo que chegava. Vestido impecavelmente, não fazia cara  feia nem para a pia de lavar louças, nem o balcão, nem o forno que assa e queima. Sequer o pano de chão foi ou é por ele maltratado. Faz mesas, limpa cadeiras, lava copos, prepara caipirinhas e sucos, além de buscar novos pratos da cozinha para o balcão expositor e de arrumar cada prato com a sua correta postura. E dirige, é claro, essa a sua função primordial.

Assim conquistou a clientela itabirana, dura de matar que, segundo os meus amigos de antigamente, não sabe comer, e marcou seu nome na cidade. Acredito que muitas pessoas hoje frequentam o restaurante porque querem ver a desenvoltura de um perfeito executivo fora-de-estrada, como um Mercedes Benz no barro, encarando tudo e com todas as forças. E aí está montado um dos melhores pontos, não somente para o almoço, mas ainda as noites bem-vividas por casais e famílias itabiranas de refinado gosto.

Mas, como nem tudo são flores neste mundo, dia deste cheguei lá para almoçar e me informaram: “O Bruno vai embora.” Assentei-me assustado e pensei comigo: se ele vai embora tenho que me assentar. O sujeito que dá uma notícia dessa não sabe o que é o funcionamento do sistema cardiovascular do ser humano. Pode ser que haja nele um eventual entupimento, que se complique com a má novidade e mande o sujeito lá para a porta de São Pedro. Fui a ele e, aos poucos, me contou. Paulo, o homem-chave do Grupo Tia Eliana, também confirmou, diante de minha autorizada amizade. Voltei ao Bruno que tentou amenizar a sua próxima ausência ao apresentar a  sua substituta, Elisângela Guimarães, belo-horizontina, vinda de Governador Valadares.

Tudo se encaixou no seu devido lugar. A sucessora do Bruno já mostrou serviço. E como mostrou! Com o jeito muito parecido, ela também encara a tarefa de dirigir como o fazer tudo, sem medo de nada. Esse é um dos pontos preferidos de Itabira em peso. Só queria, então, em nome dos fregueses (aprendi, nos tempos do Onça a dizer isso; cliente era apenas o que esperava o médico na clínica, cujo nome agora é paciente) e dar boas-vindas à nova dirigente da casa ao me despedir do Bruno. Como emblema da despedida vou contar, para encerrar, uma passagem com ele.

Numa dessas noites de futebol, dei vontade de ingerir um chope e liguei para o restaurante. Alguém masculino atendeu e anotou o que eu queria: três canecas. O rapaz garantiu: “Entrego aí já!” Aí nada mais podia ser senão o meu apartamento que fica acima do Apricci. Mais alguns minutos, quem me liga é ele, o Bruno: “Infelizmente, não tem como levar o chope aí.” E desligou o telefone. Meia hora depois tocam as campainhas do portão e da porta. Chega ele, o executivo, o diretor, o não sei mais o quê, carregando três copos plásticos com seus chopes desejados. Não tive onde mais enfiar a cara, se debaixo da mesa, se atrás da parede, se longe, na área de serviço. Fiquei sabendo: ele não tinha copo plástico e atravessou três desertos para comprar. Depois fez as devidas aplicações do “bigode” que estimo no copo. Subiu em elevador (essa foi a sua única mamata). E só.

Se eu viver 200 anos não esquecerei aquele momento: o bem-trajado, super elegante e bem penteado, parecendo um galã de Hollywood, não tão queimado como um havaiano de filme, mas convenientemente arrumado, fazendo esforço para não derramar o líquido precioso, na porta erguendo um troféu de campeonato importante, a taça da amizade.

Até mais, Bruno! Bom trabalho para você no seu novo endereço.  Que fique mais ao lado da família, a exigência máxima de sua leal companheira e dos filhos. Belo Horizonte o espera com novos “clientes malas que encomendam chope na calada da noite e o recebem sem nenhum acréscimo de preço. Obrigado!

À Elisângela, pode contar com a nossa chata maneira de ser. Quando mais espera um dia ou noite tranquilos, eis que alguém daqui quer um suco. E você sobe o elevador com o líquido. Cuidado para não entornar na área! Sucesso em sua grande missão!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O CIRCO DA ELEIÇÃO E A AMEAÇA COMUNISTA INACREDITÁVEL

O mundo é um circo. A vida é um circo. A eleição é um circo. Não tenho outras palavras para sintetizar o que quero dizer agora diante do quadro que me aparece. Já fui político e um dia jurei não participar mais do picadeiro. Desfila diante de minha memória uma frase que já nem sei quem é o seu autor, no entanto me atraiu: “Quem sabe nos fundos do picadeiro no meu mundo verdadeiro eu esqueça essa ilusão.” Mas a minha participação foi em forma de candidatura. Quatro vezes candidato e duas vezes  exercendo cargo eletivo. Chega! Para alguns, não tinha sentido deixar a militância política, para outros, sim. Resolvi continuar discutindo o tema porque sou cidadão e nasci crítico, apesar das críticas que me caem sempre em forma de cacetadas.

Estamos às vésperas de votar para presidente e outros cargos. Sempre considerei necessária a alternância dos poderes. Para mim é  como uma substância indispensável da democracia. Sei também que mudanças bruscas de rumos podem atrapalhar um grande projeto. Mas me convenço de que em um mundo em transformações, com mudanças multiplicadas e complicadas, um projeto elaborado pela cabeça humana não alcança o futuro plenamente. Os próprios orçamentos plurianuais tendem a receber correções. Então, vale a pena optar por um período pausado de governo para que a carruagem são saia dos trilhos.

Em todo o meu período de vida nunca existiu ideologia no Brasil. Aqui o povo eternizou a expressão; “Voto no candidato, no partido, não.” Lembro-me de uma eleição de que participei, um orador dizia de bom tom, no palanque e ao microfone, que partido político e marca de cachaça eram a mesma coisa. Acreditei nisso e adotei tal norma como se fosse uma lei. Até que, comecei a refletir sobre acontecimentos, ideias, coerência e compartilhamentos. O Partido dos Trabalhadores venceu as eleições no Brasil em 2002 e Luiz Inácio Lula da Silva, o analfabeto (ele se declara isso), chegou à Presidência da República. E não percebi sinais de novos rumos na política brasileira. Tanto que em 2006 votei nele. Na cumplicidade do meu voto a atenção aos rumos.

Primeiramente, observei que Lula, como o presidente que mais voou em todos os tempos (“quem nunca comeu melado quando come se lambuza”), entrou em gabinetes de todas as ideologias. Naquelas suas jornadas a imprensa nos mostrava um presidente muito mais íntimo das ditaduras comunistas do que das democracias capitalistas. Na Alemanha ele nem conseguia esquentar a cadeira. Apesar de ter recebido galanteios de Obama nos Estados Unidos — o americano gozador o chamou de “the guy”  (o cara) e de ter saído da Casa Branca convicto de que era isso mesmo, “se achando”, como dizem por aí, as suas demoras e intimidades eram infinitamente quase infinitas. Sempre Fidel Castro, o chefão na Cuba doida e propagandista; na Venezuela o Chávez que, mesmo depois de morto, segundo o paranóico Maduro, manda ordens via comunicação mediúnica; também o Evo Morales, da pobretona Bolívia, é um inseparável frequentador e anfitrião dos petistas. E não somente o Lula mas  principalmente aqueles que estão passando uma temporada de estágio na Faculdade da Papuda, lembrando o Zé Dirceu, chefe máximo, que fazia tudo, praticava tudo, na sala ao lado do Dr. Não Sei de Nada, o retardado ou o esperto?

Estavam dados dois passos para que eu descobrisse a continuidade da história. Conheci, pela internet, o Foro de São Paulo e de que ele trata, seus objetivos e suas passadas. Descobri quais são os seus membros e a personalidade coletiva desses cabeças, ou melhor, pescoços, como dizem lá na minha terra. Os pescoços pensam, sim, mesmo equivocadamente no meu entender. Os membros são os mesmos petistas e componentes de outros partidos, inclusive do PSB de Marina Silva. Mas ela estava numa tal de Rede, que não vingou e agora é simplesmente oportunista. Para mostrar o quanto o grupo comunista briga para nunca sair do poder e fazer do Brasil uma Cuba, quando foi derrubado o avião em que estava Eduardo Campos, Marina chegou a empatar com Dilma. Pois o PT lhe preparou o maior bombardeio moral da história. Prova de que as tetas da nação não sairão das bocas petistas e o leite da corrupção não cessará de jorrar, a não ser que o brasileiro tome vergonha na cara.

Confirmando a ligação petista com o comunismo, o Brasil resolveu emprestar dinheiro para todos os países pré-comunistas e comunistas da América Latina. Foi a primeira vez que ocorreu um fato surreal na história do mundo: um pobre devendo as cuecas, mal administrado, resolve pagar o FMI de outros países. Depois vieram as obras nesses países, obras de milhões de dólares, como um porto em Havana, inexplicavelmente custeado pelo Brasil, cuja presidenta, como ela gosta de ser chamada, apesar de mineira, nunca se sensibilizou com um dos maiores problemas brasileiros, a compacta Rodovia da Morte, maldita BR 381, que é o matadouro oficial de seres humanos aqui neste país. Sempre novos anúncios de intimidade brasileira com o pseudo-socialismo da América Latina e vamos caminhando para a eleição, a encruzilhada.

Será que Lula e Dilma querem também uma ilha como o guru dele, Fidel Castro?  O povo cubano mergulhado na miséria e ele vivendo como um faraó equipado de luxo do outro mundo e até um transatlântico, sei lá o que foi mostrado pela imprensa recentemente. Lula vai lá, paparica o caudilho, ele lhe dá conselhos bem tiranos e retorna esfregando as mãos num descaro desmedido. Isso é uma conclusão meio precipitada, talvez, uma hipérbole, mas fazer o quê se entre nós e o Caribe existe uma separação que parece de três desertos? Mas isso não me tira o direito de conversar com centenas de pessoas que estiveram lá e que conheceram a Havana rica, dos turistas, e a paupérrima, dos cubanos. E nem amigos cubanos mesmo que tenho e tive no decorrer da vida, me deixam desinformado.

Esse é o sonho de um agrupamento político que me assustou com uma informação que  considerei mais um escândalo no nível do Mensalão, do Petralhão e de outros que ainda não descobrimos. O Governo Federal paga bolsas-família para 56 milhões de brasileiros. Somos 200 milhões de seres aqui sofrendo neste País sem destino e sem um projeto convincente. Quer dizer: no Brasil existem 28% de miseráveis que, no máximo deveriam ser 8%, considerando a pobreza congênita, e o resto trabalhando, não trabalha, ou está na informalidade para sugar o sangue da pátria e servir de eleitores comprados pelo projeto de poder do PT. O que faz o Governo? Simplesmente administra e trabalha para aumentar os votos comprados com o nosso próprio dinheiro.

Chega de explicar o que está acontecendo neste terrível momento. Vai ficar muito tarde para reagir com a vitória de Dilma Rousseff, ou do Comunismo de gaiatos. O Comunismo sério não deu certo no mundo, mas há seres “impensantes” neste pobre Brasil, mesmo com diplomas, mesmo sendo doutores, que aderem por força de pressões e trabalham para o nosso aviltamento coletivo. 

 Conclusão: não trapaceio comigo mesmo, não quero tomar um tiro no escuro. Dilma Rousseff está dizendo aos quatro cantos, ao distraído eleitor, que ele não pode trocar o certo pelo duvidoso. Acho que ela está politicamente correta, ou seja, o certo será vivermos de uma minguada ração de cachorro vira-lata como em Cuba e o duvidoso neste caso é melhor, porque teremos liberdade para criar os nossos filhos e deixar que eles escolham o seu fut


terça-feira, 2 de setembro de 2014

FINALMENTE, NÃO TEVE COPA



A democracia é o sistema de governo mais perfeito do mundo, que se conecta diretamente ao nosso estado natural de ser. Quer dizer: ela nos permite ser livres em qualquer lugar do país, falar o que desejamos e agir como queremos. Mas é preciso: ser livres até onde começa a liberdade de outro; falar até a altitude vocabular que não tenha como foco uma ofensa a alguém ou a instituições; e agir sem quebrar o ciclo limítrofe do nosso quintal. Tem fronteiras, portanto, e quer dizer que há um poder para resolver os litígios, o Judiciário.

Referi-me às vantagens da democracia. Agora, os defeitos: permite a quem detém o poder ou dele participa mentir até quando queira e ser demagogo sem limite. Pune, no entanto, os caras de pau autuados pela consciência crítica do povo, mesmo sendo demorado esse processo. Vemos no momento o festival anual de demagogia, cinismo e hipocrisia. Esse período, que ocorre de dois em dois anos, é chamado, também, de eleitoral.

Acabo de ler neste momento o bom texto do economista Ricardo Amorim em “Última Palavra”, página 90, da revista Isto É desta semana. Resume ele o seu tema intitulado “Como resolver todos os problemas sem fazer força” nas seguintes expressões, colocadas em epígrafe: “Queremos tudo, queremos já e queremos de graça. Em  resumo, queremos ser enganados”. Está aí tudo o que faz o cidadão brasileiro diante do processo eleitoral, cujo desfecho ainda não temos a esta altura.

Perlustrando as páginas do mesmo número da revista (pág.30), a  qual considero 70% imparcial, sobrando o restante quase sempre para escolhas de temas a serem pautados, me detenho na frase do cientista político Ricardo Guedes sobre as avaliações de candidatos neste momento: “As eleições estão longe de serem definidas”. Segundo ele, só metade do eleitorado definiu seu candidato e a diferença do voto certo entre Marina e Aécio é de menos de 4%”. Pronto, o resto deixo por conta de meu leitor, se é que ele existe.

Falo aqui agora apenas das repercussões na cabeça do eleitor. Esse prefere fazer a sua análise momentânea e esta é, exatamente a diferença entre o pensamento popular, ou do senso comum, diante das análises científicas. Como exemplo, cito a Copa do Mundo, naquele seu estalar de frases intempestivas: “Não vai ter Copa” e “Vai ter Copa”. Somente agora todos dizem ou são obrigados a engolir que não teve Copa. Ou teve, mas com resultados completamente negativos.

Agora, o Governo Brasileiro, com a história trespassada na sua garganta, justifica a nossa entrada na recessão motivada pela Copa que terminou. Ou seja, a maior disputa futebolística do mundo nos deixou a marca não apenas dos 1 x 7 agarrada na garganta, mas também o prejuízo econômico e financeiro. Para não dizer que está falhando o seu plano econômico, a equipe de Dilma Rousseff é obrigada a assumir o fracasso de uma história que começou há sete anos, quando o Brasil ficou definido como palco da disputa. Entrar a recessão, agora só Deus sabe quando vai terminar. Por enquanto, já posemos sentenciar: afinal, para nós, brasileiros, essa não foi a tal “Copa das Copas” ou, simplesmente, NÃO TEVE MESMO A COPA.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

E o horário humoral gratuito? Algo melhor não há!



A festa começou. Que festa? — Alguém pode perguntar. E lá vai a resposta: da eleição, uai! As pessoas xingam o tal horário eleitoral gratuito, ou humoral e não entendo o porquê. Olha, esse programa radiofônico ou televisado é interessante demais. Paro totalmente para vê-lo e ouvi-lo do princípio ao fim. Ninguém tira a minha atenção. Parece um jogo decisivo do meu time em final de campeonato. É, sem sombras de dúvidas, o melhor instante de humor que é apresentado nos dias de hoje. Pena que acaba em breve. Coitados de A Praça é Nossa, Sai de Baixo ou Zorra Total.

Algum desavisado pode perguntar: o que de engraçado ocorre nesses horários de propaganda política? É fácil responder. Primeiramente, a cara de alguns candidatos que querem, antes de tudo, chamar a atenção. Dificilmente aparece aquele  ou aquela que poderia ser chamado de gente de boa aparência. Existem muitos engraçados. Em segundo lugar,  é de se perceber a facilidade com que cada pretendente a deputado se esnoba na numerosidade dos problemas que são anunciados e  na facilidade apresentada como solução dos desafios.

As promessas, que aparecem a seguir, são mesmo uma avacalhação de doer. Diante delas, os candidatos dizem: se prometer, riem de mim, se não prometer, me criticam. Um dito cujo candidato prometeu dar casas para todos os desabrigados deste país. Pela grandiosidade da promessa, fez lembrar o eterno candidato a prefeito e a deputado, Nelson Thibau, que anunciou a chegada do mar a Belo Horizonte. Numa de suas  épicas empreitadas, construiu um navio e o instalou na Lagoa da Pampulha. Não ganhou, não trouxe o mar. Pelo menos se livrou de uma espalhafatosa promessa. 

Um amigo nosso ligou de uma cidadezinha por aí em que a energia elétrica estava dando black-out diariamente e  até no dia do comício. O candidato a deputado chegou a dizer do palanque e com solene eloquência o seguinte: “Um dia depois de minha posse eu aqui virei e aqui eu darei a luz”. Eu mesmo entendi: “... darei à luz”. E um caipira, fumando o seu cigarrinho de palha, soltou um rugido ao pé de ouvidos ali presentes: “Esses caras pra entrar na política topam qualquer negócio.”

Outro amigo sugeriu que iria atrás de um candidato e proporia a ele o seguinte: “Você pega o microfone, estufa o peito, enche o pulmão de ar e solta a frase mais  interessante dessa jornada eleitoral.” A frase sugestiva é: “Sou candidato e não tenho vergonha em dizer. Entro na política somente para levar vantagem. Prometo roubar do primeiro ao último dia de mandato. Muito obrigado”. Quem ouviu a ideia saiu deslumbrado e achou-a uma forma inteligente de conquistar o voto com galhardia e honestidade.

No horário eleitoral, rimos de graça. Por exemplo, os nomes dos candidatos, na maioria, são engraçadíssimos. É de dar dor de barriga. Até o momento, selecionei alguns, que compartilho com vocês: Botelho Pinto Duran, Zé Macedo Acorda Cedo, Buchudo, Cara de Hambúrger, Hilda da Maçã do Amor, Hilda Furacão, Ronaldinho Cover, Lucas de Lima do Amor Sem Fim, Mestre Drácula, Mestre Dejair Canibal, Cosme Barack Obama, Pão Torrado, Osama Bin Laden e Nego Jiboia.

Em Itabira, um publicitário me disse que a campanha está muito fria, considerando que estamos  a pouco mais de um mês do pleito eleitoral. Realmente, tudo frio, mesmo com a proximidade da primavera. E qual a razão? Não há polarização na cidade, enquanto a campanha tem sido limpa, sem ataques e insinuações. Minto. Hoje me entregaram na rua um panfleto em que não se faz campanha para ninguém, mas que prega o voto contra alguém subentendido. Nesses casos, incrivelmente, o tiro pode sair pela culatra.

Então, concluindo: o horário eleitoral gratuito é coisa boa, sim. Dá para cada um ver, nos olhos dos novos ou velhos políticos, a vontade de fazer alguma coisa pelo bem-estar geral de nosso  município, estado ou país. Se rir faz bem à saúde, em 6 de outubro estaremos todos tão saudáveis quanto um índio de Carmésia ou um havaiano de filme.