1. Ninguém sabe nada sobre essa dupla que está infernizando o mundo, o casal Coronavírus-Covid-19. Andaram confundindo até a sexualidade de cada um: ou é a Covid ou é o Corona mesmo. Prefiro respeito a ambos porque eu também, o Cabrito, estou mais perdido que cego em tiroteio.
2. Ora é aglomeração. Ora é baixa imunidade. Comorbidade. Velhice. Descuido. Falta de assistência. Acordou tarde. As causas do amor do Coronga com a Covida (ou sem vida) também são desconhecidas.
3. Sabem que mata.
Ou não mata. Que é uma gripezinha. Depois vira gripezona. Mas não conhecem o
seu ponto de partida, nem como se infiltra em uma turma e ataca muita gente de
uma vez.
4. No meio de toda as incertezas e mais que ignorância começaram a inventar. Criaram a máscara. Sim, ela evita o contágio por catarros ao ar e salivas. Fim do beijo boca a boca. Impuseram o isolamento: 14 dias sem sair do paiol até os ratos sumirem.
5.O medo começou a reinar no meio da cabritada. Quem tem medo nada faz. Mas quem é ignorante deveria se calar. Mas vão inventando ondas de todas as cores. Chegaram na vermelha e assustaram porque onde existe essa cor não pode passar: no sinal seja de trânsito, seja sexual, seja por perda de sangue no organismo.
6. Agora, sem argumentos, criaram a onda roxa. Que susto! Segundo meu amigo MM, podia ser tudo — onda laranja, onda burro fugido, onda onça — mas roxa é dramaticamente uma cor fúnebre, lúgubre, que lembra morto, caixão, velório, cemitério. “Não foi um bom marqueteiro o inventor dessa onda”, afirma ele com convicção.
7. Na verdade, o Cabrito sabe que a baixa autoestima é perigosíssima e que uma onda triste acaba com a resistência do sujeito. O pior: pegam umas tropas de choque que se chocam com a própria tropa.
8.Mesmo assim, felizmente, ou infelizmente, parte do mundo é dividido em metidos a medrosos e metidos a corajosos. Ambos não passam de desinformados que, na verdade, não sabem o que é enfrentar um inimigo invisível e desconhecido.
9. Diante de toda essa baboseira que este Cabrito acaba de vomitar, resta-lhe uma saída: acreditar que a boa alimentação, os bons costumes, as atividades físicas possam ajudar. Mas vem um maldito e diz que vai faltar dinheiro para os alimentos, que as academias estão fechadas e talvez até as caminhadas sejam proibidas.
10. Eu Cabrito,
velho de guerra, só posso, então, dar um conselho: vamos comer capim e nos aceitarmos
como animais irracionais, que vivemos num mundo casualmente, sem saber de que
roça viemos e para onde vamos; nem o que fomos, o que somos e o que seremos. Silêncio
no meio da bicharada. E vamos guardar o que vem por aí. Mas aconselho a cada
um: não entregue a rapadura! Cuidado, cabritada doida!
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