domingo, 24 de maio de 2020

OBRIGADO, DURÃES, POR NOS TORNAR DUROS NA QUEDA!


“A morte deixou uma dor que ninguém pode curar... Mas o amor deixou memórias que ninguém pode apagar.”

Amigos, nesta semana (23 de maio de 2020) recebi uma notícia que abalou o turismo brasileiro, mais precisamente o nosso querido distrito de Ipoema. Vou tentar anular a emoção para resumir: faleceu, aos 56 anos, o jornalista Alfredo Durães de Oliveira.

Diria o leitor que todos morrem. Melhor dizendo, desde quando nascemos  somos apontados como infalíveis mortais. Concordo e até acrescento: que estejamos preparados para tal ocorrência tratada com visões diferentes, mas que a Natureza diz, pela sua sabedoria singular, sem palavras, mas estampando sinais claramente reais: nascer, viver, morrer  não devem ser verbos dramáticos. Grande parte da humanidade sabe desta verdade.

Contudo, abro uma exceção para alguns cidadãos que partem para o outro lado da vida, os que têm projetos em andamento e caminham nesta jornada em que devemos ter, sim, a nossa programação pré-estabelecida. E não quero falar somente do jornalista Alfredo, que tão pouco conheci pessoalmente, mas da obra de que ele participou. Vou tentar mostrar o porquê da grandeza desta criatura que nos deixou prematuramente.

Sou um súdito singelo do reinado da vida ipoemense. Testemunha ocular de uma bela história. Apesar de muito me deslumbrar com o trabalho de tantos, e tento citá-los Eleni Cássia Vieira (pré-criadora, criadora e organizadora do Museu do Tropeiro), seu irmão Reinaldo Luiz Vieira (que se doa de corpo e alma ao torrão natal), Roneijober Andrade (o reconstrutor de Morro Redondo), Sérgio Mourão (fotógrafo e jornalista),  José Braz Torres Late (saudoso colega vereador que me apresentou ao distrito), Stael Azevedo (historiadora, professora e fotógrafa), Tangará (que descobri fazendo programas em alto-falante em preparação para a vida), Raimundo Afonso (ex-vereador e administrador), José Ignácio Vieira (ex-vereador e colega de trabalho legislativo), Onelvino Coelho (saudoso ex-vereador e colega de trabalho legislativo), Zé do Cachimbo (ex-vereador), Élio Quadrado (ex-vereador), Torrinha pai e Torrinha filho (ex-político e ex-vereador), Gerardo Lage (inesquecível amigo), Harcy Lage (saudoso e entusiasta fazendeiro), Marco Antônio Lage (dono do Hotel Fazenda Boitempo, notável jornalista e empreendedor), Ney Azevedo (que me acompanhou em visita às belezas da terrinha), Valério Adélio (amante incondicional do Distrito Sorriso, outros e outros e outros, desculpem as faltas e esquecimentos.

Disse eu um  apesar de tudo no início da ladainha acima e quase  me perdi. O apesar se se complementa  numa anônima figura que deixou um trabalho valioso e ainda vou falar muito sobre ela. Refiro-me à escultora internacional Vilma Nöel, que atendeu em apenas um segundo de balbuciar de palavras que sintetizaram um pedido nosso: a obra monumental que deixou como ornamento da Capela de Bom Jesus, do alto belíssimo daquela esculpida serra assim feita pela Natureza em Morro Redondo. Vilma Nöel, repito seu nome com o orgulho de ser amigo dela, acrescentando que aí está a bondade misturada com bênçãos divinas. Belíssima figura humana.

Jornalista Alfredo Durães (Foto do Facebook)

 Meu personagem já mencionei: o jornalista Alfredo Durães de Oliveira. E estas palavras são para a sua memória. Numa época em que o jornalismo brasileiro se encontra mergulhado em grande crise, valendo dizer que muitos de nossos grandes representantes na mídia  mergulham-se num descrédito inacreditável em resposta inapelável  dos leitores,  eis que este jornalista parte como imortal exemplo para todas as gerações. E deixa lições eternas e intocáveis.

Para finalizar, desejo apenas ressaltar:  Itabira e Ipoema  devem uma homenagem à memória de Durães. Ipoema é mesmo uma riqueza que se sobressaiu e se destaca  na Estrada Real. Fato inédito ocorreu em como o ex-distrito de Aliança conseguiu superar seus obstáculos  pela vida afora, tanto na tentativa de emancipação quanto na implantação de uma usina de álcool, e outras buscas e procuras de sustentáculo econômico. Mas não perdeu a fé e se ergueu a cada tropeço. Tornou-se forte. A união fez e faz a força. Importante declarar  que o jornalismo honesto e atraente, limpo e sem bajulação, ajudou na arrancada. Durães como inqualificável emblema, pela lealdade com que cultivou as riquezas da terra é um representante desta alavancada real e fantástica.

Enquanto não preparam um momento especial de reconhecimento ao trabalho empreendedor de Alfredo Durães, registro palavras que fluiriam de todos os filhos do distrito, mencionados ou não, omitidos pela fraqueza da memória:

OBRIGADO, ETERNO JORNALISTA  DURÃES! Continue, onde está, em sua merecida paz,  a nos ensinar ser duros na queda. Primeiro para suportar tão rude ausência. Depois para que nunca haja queda!

José Sana

Em 24/05/2020

sábado, 23 de maio de 2020

BOM DIA, CORONAVÍRUS QUE HABITA EM NÓS!


Amigos, dentro de minha extensa e incontida ignorância, mesmo assim, como legítimo filho de Deus, ou da Natureza, ou do Mundo, ou do Universo, vez por outra, por  obra da lógica natural, ou da Divina Providência, uma luz brilha no esplendor de minha glândula pineal e me mostra caminhos a seguir. Não peço que me sigam, não sou uma estrela que guia reis magos. Posso, sem querer, levá-los à escuridão. Antes que me chamem de idiota, antecipo de peito aberto e peço que economizem seus adjetivos: sou um imbecil da cabeça aos pés. Mas graças a Deus, um iluminado em muitas ocasiões vivenciais.


Estão fazendo alarde estrondoso em torno do tal Covid-19, ou Coronavírus, que dá pena. Por isso, entendo que seja preciso buscar um caminho de esclarecimento. Desde a Antiguidade, busca-se o conhecimento. Imaginem que estamos no Terceiro Milênio e ainda existem os bolas-murchas em termos de sabedoria. Já ouvi e vi centenas de cientistas, médicos, especialistas, enfermeiros, doutores, mestres, pós-graduados, curandeiros, explicarem o que é, de verdade, o Coronavírus. Como sou tolo, ou idiota, mas uma luz me guia sempre, digo que aprendi a selecionar os bons instrutores e já divulguei, à medida que posso, as suas orientações sadias, válidas, incontestáveis. Tudo se resume exatamente na palavra “imunidade”. Anotem em seus caderninhos de apontamentos, caso os tenham.

Bem poderia encerrar aqui este texto, apenas repetindo o termo: imunidade. Mas vou um pouco adiante para demonstrar a minha ultra-formação neste item. Começo por dizer que tive (ou tenho) Herpes  Zóster recentemente e Pneumonia no início deste processo de isolamento. Quer dizer que minha imunidade está abaixo de poleiro e pato e estou de olho nela. Tenho os devidos e até exagerados cuidados.  Em contraposição, estou vacinado contra gripe, pneumonia, herpes e até a raiva de persistentes ignorantes. E não brinco em serviço.


É claro e notório que todos nós temos o Coronavírus em nosso corpo. Falei tudo? Não falei? Repito, então: ele habita em nós. Por que não fazem um teste? Talvez para saber se está forte ou fraco, se ameaça ou não, no meio da multidão de germes que com ele convivem. Pode ter vindo da China ou da Itália, ou do Japão;  pode ter sido rebocado  e adulado por politiqueiros  sem escrúpulos que atuam como representantes de Belzebu, sedentos de poder. Não interessa. Temo-lo no corpo e fim de papo. Tenhamos respeito por ele.

Nosso corpo é um monte de ruínas reunidas. Acordem, dorminhocos! Um estudo chamado “Projeto Microbioma Humano” catalogou a identidade genética humana composta de bactérias, vírus e outros organismos que vivem dentro de nós, tropeçando uns  nos outros como garçons desarvorados. Segundo o dito projeto e outros estudos, não se trata de criaturas extremamente nocivas que precisam ser eliminadas, mas, sim, de uma parte fundamental daquilo que nos torna gente por excelência. Diz ainda o projeto que até recentemente pouco se sabia sobre a identidade de trilhões desses micróbios, os quais podem ser benéficos ou nocivos. Não vou me alongar mais. Para quê? Só finalizar.

E concluir assim: façamos testes em nós mesmos, a partir de exame de fezes. Reviremo-nos de cabeça para cima e de cabeça para baixo. Coletemos sangue, pedaços de nós. Coloquemos essas amostras dentro de aparelhos, os mais sofisticados ou em simples microscópios. Ou observemos como a terra, que é parte humana clara, tem os mesmos sedentos micróbios que devoram um corpo inerte. É só morrermos, colocarem-nos debaixo da terra, que nos transformamos em pó. Para reforçar, vem a bíblia e nos diz: “És pó e em pó tu hás de tornar!”

 Os mais avançados e corajosos cidadãos concluirão que há uma parte valiosa em todos, que não é o coração, que tanto bajulam. Repito o nome mencionado no início: uma pequena glândula já estudada e em estudos persistentes empreendidos por cientistas, médicos e até por pés-rapados e lambedores de rapadura como eu. Sabemos  a sua função sublime e inquestionável, a ligação com a alma, o Eu verdadeiro. De matéria transforma-se em energia. Quem não tem disposição para a pesquisa vá cuidar de seus outros afazeres e me poupe pelo menos e por favor.

Podemos fazer um teste já: quem não tem um único sinal  “positivo” para o Covid-19 pode ser um espécime raro, um ET de Varginha. Por isso, então, chega de alarde, chega de pânico, chega de usurpar a inteligência humana! Platão, Sócrates e outros sábios do início de Civilização jamais duvidariam deste sublime primor que reside em nosso cérebro, no istmo do mesencéfalo, a pineal, caso tivessem em seu poder essas sublimes informações.

Quanto ao Coronavírus, ele vem e percorre as partes que lhe convém de nosso corpo. Se for bem recebido, ou seja, rendido pelos não-defensores da alta imunidade, haverá um combate que pode reforçar o exército, ou por meio do cloroquina ou seu derivado, a hidroxicloroquina, ou de outros cuidados médicos.

Conclusão: não sejam retardatários! Lutem pela imunidade, fiquem espertos e fim de papo! Os trilhões de micróbios de seu corpo dirão um “muito obrigado” de bom tom. Eles sabem mais que nós.

José Sana

Em 24/05/2020

sexta-feira, 22 de maio de 2020

NÓS SOMOS O CORONAVÍRUS. E DAÍ?


Amigos, dentro de minha extensa e incontida ignorância, mesmo assim, como legítimo filho de Deus, ou da Natureza, ou do Mundo, ou do Universo, vez por outra, por  obra da lógica natural, ou da Divina Providência, uma luz brilha no esplendor de minha glândula pineal e me mostra caminhos a seguir. Não peço que me sigam, não sou uma estrela que guia reis magos. Posso, sem querer, levá-los à escuridão. Antes que me chamem de idiota, antecipo de peito aberto e peço que economizem seus adjetivos: sou um imbecil da cabeça aos pés. Mas graças a Deus, um iluminado em muitas ocasiões vivenciais.

Reclamei com um jornalista, meu contemporâneo, que a imprensa está maltratando o ser humano com a sua técnica absurda de atrair o leitor para as suas reportagens e, assim, traí-los irremediavelmente. A mesma imprensa, devido à grande concorrência que enfrenta no mercado — todo mundo tem um espaço nas redes sociais, cujos locais são usados ou para escrever ou para compartilhar informações perde-se na mais densa floresta da falta de conhecimentos, ou escrúpulos. Não me refiro a Fake News, nem a todos os jornalistas, é claro. Acredito até que todos os leitores  estejam aprendendo a lidar com eles. Refiro-me a determinadas espertezas cruéis de “jornalistas” com o objetivo de terem a ambição do quarto poder em suas mãos.

Tal imprensa comete quase sempre um erro crucial: impõe a manchete mais sensacionalista possível para subjugar o paupérrimo escravo. Há no bojo da escravidão também os que só leem as  manchetes. Esses estão liquidados pela desinformação. Quando, nos 18 anos, quase 50 anos passados, aprendi na melhor escola de jornalismo de Belo Horizonte, o extinto Diário de Minas, como se escreve uma notícia, a primeira aula começava assim: “Escreve-se primeiramente o ‘lead’(pronuncia-se lide). Ele deve conter toda a notícia que será, a seguir detalhada no corpo do texto. O lead deve responder as questões: ‘quem, o quê, onde, como, quando e por quê?’”.

Simples demais, mas os nossos informantes adoram esconder a notícia boa e jogar em nossas pobres caras somente a perversidade da história. Costumam deixar para o final, bem oculta, a verdadeira notícia que interessa, ou que acalma, ou evita o estresse. Ou nem se preocupam com este detalhe. Hoje em dia, dizem que dezenas, centenas ou milhares foram infectados pelo Covid-19. Só pensam em pirraçar  covardemente a verdade. Em outras palavras, abrem grandes letras para mostrar os infectados pelo vírus, mas omitem os descartados, ou recuperados, ou curados. Não mencionam os mortos, quando são pouquíssimos demais. Ou nenhum. Se houve um óbito, registram com tipos ínfimos, escondidos como um ser maléfico para eles.


Mas este é apenas um subtema preliminar do assunto que abordo a seguir. Estou me referindo ao alarde que tentam fazer ultimamente com a nossa falta de concentração no lado confortador que realmente interessa. Já ouvi e vi centenas de cientistas, médicos, especialistas, enfermeiros, doutores, mestres, pós-graduados, curandeiros, explicarem o que é, de verdade, o Coronavírus. Como sou tolo, ou idiota mas uma luz me guia sempre, digo, aprendi a selecionar os bons instrutores e já divulguei, à medida que posso, as suas orientações sadias, válidas, incontestáveis. Tudo se resume exatamente na palavra “imunidade”.

E confesso, de mãos postas ou estendidas na bíblia, ou se preciso for no alcorão, em todo livro confiável, que eu, José Sana, CPF e Carteira de Identidade à disposição de todos, tenho um corpo completamente tomado pela baixa imunidade, que estou combatendo com unhas e dentes afiados. Isto porque tive Herpes  Zóster recentemente e Pneumonia no início deste processo de isolamento. Tomos os devidos e até exagerados cuidados. Estou todo vacinado: gripe, pneumonia, herpes (em julho).

Acredito, então, que estou credenciadíssimo a tocar neste assunto, mesmo sendo a minha especialidade outra muito diferente, apenas História e Letras, além de Filosofia de Vida bem regulada. Vou começar afirmando o seguinte, baseado em informações coletadas de informantes puros, limpos e quase perfeitos: todos nós temos o Coronavírus em nosso corpo. Falei tudo? Não falei? Pode ter vindo da China ou da Itália, ou do Japão;  pode ter sido rebocado  e adulado por políticos sem escrúpulos, sedentos de poder. Não interessa. Temo-lo no corpo e fim de papo.

Nosso corpo é um monte de ruínas reunidas. Que se despertem os dorminhocos! Um estudo chamado  Projeto Microbioma Humano catalogou a identidade genética de muitas bactérias, vírus e outros organismos que vivem em contato íntimo conosco, ou dentro de nós. Segundo o dito projeto e outros estudos, não se trata de germes ou criaturas extremamente nocivas que precisam ser eliminadas mas, sim, de uma parte fundamental daquilo que nos torna humanos, garantem os pesquisadores. Diz ainda o projeto que até recentemente pouco se sabia sobre a identidade de trilhões de micróbios que habitam o nosso corpo, os quais podem ser benéficos ou nocivos. Não vou me alongar mais. Para quê? Só finalizar.

E concluir assim: façamos testes em nós mesmos. Reviremo-nos de cabeça para cima e de cabeça para baixo. Coletemos sangue, pedaços de nós. Coloquemo-nos dentro de aparelhos os mais sofisticados. Ou nem façam isso. Observem como a terra, que é parte de todos, ou a água, idem, ambas têm os mesmos sedentos micróbios que devoram um corpo humano inerte. Os mais avançados e corajosos cidadãos concluirão que há uma parte valiosa em todos, que não é o coração, que tanto bajulam. Digo onde está, repetindo o que já mencionei: numa pequena glândula já estudada em em estudos persistentes, cientistas, médicos e até os pés-rapados como eu. Sabemos  a sua função sublime e inquestionável, a ligação com a alma, de matéria que vira energia. Ou ela é a alma. Quem não pode pesquisar, poupe-me pelo menos.

Podemos fazer um teste já: quem não tem um único sinal  “positivo” para o Covid-19 pode ser um espécime extremamente raro, um ET de Varginha. Por isso, então, chega de alarde, chega de pânico, chega de usurpar a inteligência de cada um. O tal Corona vem e percorre as partes que lhe convém de nosso corpo. Se for bem recebido, ou seja, pelos que estão desguarnecidos, haverá um combate que pode ser pela Cloroquina ou outros cuidados médicos.
Por isso, finalizo assim: lutem pela imunidade. Os trilhões de micróbios de seu corpo dirão um “muito obrigado/” de bom tom. Eles sabem mais que nós.


José Sana

Em 22/05/2020

segunda-feira, 20 de abril de 2020

AMOR ou DOR: a obsessão da origem e seu porquê (5)

Mal comecei a convocar ajuda ao raciocínio e a constituição de uma verdadeira força-tarefa — razão, lógica, necessidade, compreensão, paciência, amor ao próximo e todas as virtudes inerentes à caridade — e, novamente, sou interceptado no meio do caminho. Defronto-me  com mensagens honrosas e úteis. No entanto, são formadas por duas frentes de guerra: de um lado os religiosos dogmáticos, tentam conter o avanço da fé, confinando-a à ignorância eterna, como era antigamente;  de outro front o ateísmo assoberbado, cheio de bater no peito proclamando a  frase “Hei de provar que Deus não existe”. 

Cabe-me  arguir, neste instante: se depois de algum tempo a inteligência negativa provar que Deus não é uma ficção, o que será feito? E os céticos garantirem o contrário, assumirão a seguinte responsabilidade: Assumirão o seu trono e irão de fato governar? Fim desta conversa.

Aí surge de mim para mim a primeira dúvida: devo continuar, ou devo frear este trabalho? A resposta íntima, corajosa, sincera e sagrada é ir à frente. Como diz aquele ditado popular “é pra frente que se anda”. Seguirei, portanto, até porque repeti demais que já me cresce a certeza de que não escrevo para o presente. Há, sim, forças atuais que estão à minha frente, evolutivamente, e preciso reconhecer. Mas essas, infelizmente, não leem, não ouvem ninguém, estão certas e corretas, apenas se julgam donas da verdade, acreditam ter o poder do destino. 

Compete-me, então, dar ouvidos ao íntimo, à consciência, porque não vou passar desta vida, definitivamente, sem pelo menos tentar com dedicação cumprir a missão que me foi delegada. E me proponho continuar ouvindo todos, dos pisadores no freio aos acelerantes, porque, afinal, também não me julgo senhor de verdade nenhuma. Ela, a realidade proclamada, que se vire, que se apresente, que se mostre consistente. E danem-se os que precisarem dela caso continuem como ossos de elefante.



Até o momento, resumindo o que escrevi em quatro capítulos ficou evidenciado o seguinte:

— Que Universo, de acordo com a Astronomia, é o espaço e o tempo em que todos os astros estão inseridos. O cosmo é tudo o que existe, sempre existiu e sempre existirá, segundo o cientista americano Carl Sagan (1934-1996).

— Universo é tudo o que influenciou o passado, o presente e influenciará o futuro, seja como matéria, planetas, estrelas, luas, gravidade, tudo.

—  Os fenômenos das estrelas e da Lua sempre despertaram a  curiosidade humana, desde os tempos mais remotos. Na Antiguidade,  as pessoas não sabiam explicar   os fenômenos, então os associavam aos deuses.

— A Terra, apesar de sua dimensão para nós imensa, é um grão  de  mostarda diante do conjunto universal, possui um endereço dentro do Universo. Isto  foi  falado.

— Existem  corpos celestes que compõem a galáxia, como estrelas, planetas, satélites naturais e cometas. Estima-se que no Universo exista  mais de 100 bilhões de galáxias. — A galáxia na qual a Terra está localizada é chamada Via Láctea.

— As estrelas são astros que possuem luz própria, pois irradiam uma grande quantidade de energia.

— A Terra faz  parte do Sistema Solar, esse é um grande conjunto formado por dezenas de astros que giram ao redor de uma estrela, o Sol. Fazem parte do sistema solar: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão (agora, Sedna encontra-se no lugar de Plutão, pois esse fora  rebaixado por cientistas para a categoria de planeta anão).  A  Terra  é  datada  de  4, 6  a  5,0  bilhões de anos, datas que  são as  mais aceitas por  parte de cientistas.

Neste momento, antes de focalizar a origem do Planeta Terra e seu sistema, tento desembaraçar uma dúvida apresentada por determinado leitor (são poucos, mas eu os tenho e sou feliz por eles).

Ele questiona o seguinte: 

“Meu caro José Sana, gostaria de enobrecer os seus escritos, realmente valiosos, deixo esta opinião sincera e clara. Só tenho uma objeção e gostaria que levasse a sério: você está excessivamente obsessivo em procurar, tentar buscar, fazer tantos entornos sobre a criação do Universo ou da Terra. Não seria este tema desnecessário? Por que você não começa logo de nosso tempo presente e explica essas questões que nos atormentam, tais como todos sabem: mundo maluco, muita violência, terrorismo, desentendimentos em todas as partes, corrupção, tragédias, ameaças e agora essa pandemia inexplicável nos pegando de surpresa?”

Em resposta, disse-lhe que, infelizmente, ou felizmente, somos obrigados a nos deter por mais algumas linhas neste tópico, que deve conter o termo origem. No vocábulo esbarram-se inumeráveis cientistas, filósofos, historiadores, estudiosos, sejam atuais ou antigos. Tento reafirmar que a  origem é a base de tudo. Os exemplos se iniciam pelas mais simples e observáveis questões, a começar por uma corriqueira dor de cabeça, ou de dente, estomacal, de ossos, juntas, tendões, apêndice etc. 

Seja o que for, a medicina busca inexoravelmente o diagnóstico, mesmo tentando, inicialmente, aliviar seu paciente do incômodo momentaneamente. Neste ínterim, aparecem os  exames que levam o médico, seja especialista ou não, a auscultar a origem e dela estabelecer o combate ao mal. Não adianta, não resolve, não tem fundamentos, combater-se, por exemplo, uma dor de cabeça sempre, constantemente, que se repete, e parece desaparecer e depois voltar, com o uso apenas de analgésicos.

A repetição de dores ou incômodos força o médico a levar o paciente para  exames que podem esclarecer. Qualquer ser humano sabe, ou deve saber, esta situação comum. Pode haver, ou deve existir, ou tem que existir uma causa original. É aquela mesma proposição que já foi mencionada: não há efeito sem causa. A solução está na origem.

Estamos tratando, efetivamente, dentro de um mundo cheio de problemas, como bem relata o nosso mensageiro. O doente, segundo ele próprio esclarece, é o mundo, o Globo Terrestre, o Planeta Terra. O diagnóstico não está no presente, não pode ser concluído de acordo com a nossa pressa, a vontade de ver logo a paz reinar, todos vivendo bem, sem nenhuma busca. Não. Existem motivos que são milenares, mais que seculares. Se não combatidos, se não houver reflexões voltadas para as mais remotas causas, logicamente não haverá soluções. Resolvem-se parcialmente e fica o definitivo para uma época qualquer. Agora, na pandemia que assola o mundo, parece haver uma chamada clara para acerto de contas. A Natureza, que não negocia os seus direitos, parece não querer, também, negociar o tempo de vigência de humilhações por ela sofridas em longos anos.  

Os porquês estão empilhados, como pedras sobre pedras. E será preciso retirar essas rochas, uma a uma, para ver em que a Natureza foi ferida. Ela tem sentimento, faz parte de nós. Digo Natureza não como a costumam qualificá-la — plantas, água, ar, flores, regatos, rios, mares — mas o todo em que nos inserimos. Vamos detalhar mais tarde como somos participantes fisicamente dentro de todo o sistema solar. Não se assuste quem duvidava, porque é verdade comprovada, temos um pedaço de cada um em nós: sol, estrelas, lua, animais, vegetais, água, terra, planetas, enfim o Sistema Solar. Um só conjunto, uma só dor, um só sofrimento, um só acerto de conta. Será para agora?

Ao repetir, não custa mais uma colher de chá: a nossa origem é indispensável que seja buscada. E também já definimos que a delimitação do tempo é o Planeta Terra, desmembrado do Universo. Os suportes são dados históricos alicerçados em fontes fidedignas, que podem ser por documentos, ou narrativas, a história geral, todas as indicações seguras e incontestáveis. 

Um pouco distante dos estudos sacramentados por professores, introduzo, por minha exclusiva conta, o estudo e a pesquisa de novos sentidos humanos, além da proposta de incluir a experiência antes ou depois de cada pesquisa. Em outras palavras, o fato “a priori” e a ocorrência ”a  posteriori”. Acredito que filósofos, historiadores do passado assim agiram. Pelo menos é o que se vê em Sócrates, Platão, Aristóteles e outros pensadores do mundo antigo. E a vida continua. Hora de mudar.

Se o leitor não quer ler, deixe para o futuro ou para o nada que ele imagina como correto. Aí será feito o meu julgamento e ofereço o pescoço à corda ou à guilhotina: se fui mesmo um zé-ninguém, como está aparentemente claro. Ou se pelo menos deixei uma lamparina  movida a querosene tilintando para ainda ser acesa. E que um dia possa clarear outras mentes.

José Sana

20/04/2020

domingo, 19 de abril de 2020

AMOR ou DOR: estamos sós neste mundo? (4)

Chegamos ao Capítulo 4 e aí nos estancamos filosófica e historicamente. O leitor deve ter sentido que uma das exigências básicas das afirmativas aqui propostas tem como pilar a origem. Uma lei universalmente consagrada pelas ciências, incontestável, das primeiras que inseri no Dicionário de Leis Naturais (veremos mais à frente) chama-se Lei de Causa e Efeito, que se resume na afirmativa: todo efeito tem causa. O Espiritismo de Alan Kardec (1804-1869)  a sustentou e a sustenta ao longo dos anos. Lei Natural é lei e não se trata das normas artificiais, estas que podem ser revogadas de acordo com o interesse ou convicção de quem a propõe.

Contudo, este trabalho não tem o receio a contestações, vou citar um ateísta que passou também pela história (todos passam, alguns marcam e são sempre citados), Bertrand Arthur William Russell (1872-1970), matemático, filósofo e físico inglês. Consta que Russel foi influenciado, como todos somos (aí entra, também, a Lei de Causa e Efeito) por Ludwig Wittgenstein, Gottlob Frege, David Hume, com os quais, incluindo outros famosos, sem esquecer Albert Einstein, e juntos criaram o “Círculo de Viena”, um grupo de intelectuais que se reunia nos fins de semana para discutir, entre outros temas, a inexistência de Deus.

Bertrand Russel tinha como principal guia de suas convicções, portanto, o ateísmo. Alguém poderia, em sã consciência, questionar: qual o objetivo de provar que Deus não existe? Provavelmente, que O procuram porque, evidentemente, alguém, na busca do negativo, só pensaria em chagar ao tal “buraco negro”, atingir a um fatalismo inegável, provavelmente o suicídio. Ele escreveu em seu livro “Por que não sou  um Cristão”: “Se é verdade que todas as coisas precisam de uma causa, então Deus também precisa de uma causa”. Pergunta e ninguém responde: “Quem fez Deus?”.

Sem  querer  afirmar que nós, viventes do século 21, somos mais evoluídos, ou inteligentes , que as celebridades históricas do passado, citando de novo um dos participantes do “Círculo de Viena”, o físico teórico alemão Albert Einstein (1879-1955), brilhante acima de tudo, há muito o que pensar daqui  para a frente. Se há boas explicações sobre a questão, uma é a seguinte, que adoto sempre:  somos parte do conjunto do globo terrestre e até da composição física do sistema de sua composição nítida e inegável. Agimos de acordo com a evolução deste mesmo planeta. Simples é concluir  que as  gerações seguintes, cada vez mais evoluídas, de acordo com os avanços permissíveis por outras leis, ou até à frente, aparecem e aparecerão  donos de soluções enigmáticas. ou arguições a respeito do mundo, da vida, os porquês, cada vez com mais aprofundados e convincentes.


É preciso destacar, também, que  o homem é quase sempre imediatista, ou seja, quer solução rápida e deseja concluir com presteza os resultados de causas às vezes ainda distantes no tempo e no espaço. A isso chamamos de  imediatismo. Na realidade, pode ser que não saibamos ainda qual é o evento, tenha ele fundamento  imediato ou não, e pode ser que haja também uma motivação ainda desconhecida.

Chamo  a atenção para o que foi abordado superficialmente no Capítulo 3, os cinco sentidos humanos. Acredito que haverá grande espaço para que sejam mencionados, estudados e, provavelmente, até concluídas explicações acerca de novas faculdades inerentes ao ser humano, além da  a visão, do olfato, do paladar, da audição e do tato. As futuras, ou mesmo atuais, descobertas, que mereceram ou têm longos escritos de gênios também, apontam para  leituras diferenciadas para o mundo. Donos de apenas  cinco estruturas é óbvio que estamos tolhidos de algo mais sublime para melhor nos orientar. De minha parte, tenho absoluta certeza de que novos patamares até já chegaram.

Agora, porém, caminhando do lado de quem vai aderindo a novas ideias — esclareço que são poucos porque tenho mais de cinco mil textos publicados ou não em jornais, revistas, sites, blogs, Face book, Instagram, WhatsApp — e estou listando quem me lê, me sugere, me orienta e me dá a mão. Nunca deixarei de repetir as perguntas: posso estar escrevendo para o futuro? Ou quem sabe somene babaquices divertidas? Para venturas ou aventuras, continuarei fazendo o meu papel.

Precisamos sair desta estaca zero que se resume na pergunta ainda sem resposta, pelo menos não do meu conhecimento: qual a origem do Universo? De onde ele veio, para aonde ele caminha, tem mesmo um destino? E nós, vivemos apenas casualmente, por brincadeira, faz de conta, somos eminentemente curiosos, aventureiros, brincalhões, ou turistas de uma viagem mais longa? 

Quem ler meus escritos até o fim, se não tiver respostas firmes e concretas, asseguro que será  constantemente chamado pelo inconsciente, ou consciente, para continuar pesquisando. Está escrito na Bíblia e aprecio repetir sempre, porque se trata, a meu ver, de um desafio sagrado e intocável: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate,  abrir-se-lhe-á” (Mateus 7:7,8; Lucas 11:9,10).

A superior necessidade de saber agora como o Universo começou vai arrochando aguçadas mentes e lhes apresento, como está escrito na crônica anterior, delimitar este trabalho, como me ensinaram doutores e mestres de História. É necessário separar aqui Universo de Globo Terrestre, ou o conjunto até agora imaginado como infinito que seja separado do Planeta Terra. Na crônica número 3, afirmei que a Terra seria um grão de milho, ou arroz, ou feijão, diante do conjunto universal. Estamos, incontestavelmente, morando em um desses grãos (escolha o seu) que são invisíveis se observados  do vasto espaço sideral. É a nossa realidade, precisamos recolher à nossa simplicidade e pequenez.

Pronto. Se não existe efeito sem causa, ou não há filho sem pai, qual seria a causa do Planeta Terra? Nem é preciso dar resposta: o Universo que, também tem o seu causador. Seria Deus? — Alguém pode arguir. Vou deixar a definição exata de Deus para o fim de toda a sequência destas crônicas, ou no decorrer delas, nem sei se as concluirei, como imagino. De acordo com cálculos normais, posso chegar ao fim, sim. Nada a acrescentar, porque me eximo em avaliar o que imagino, penso, raciocino no turbilhão confuso de ideias que perambulam por este mundo.

Chego à conclusão destas linhas e concluo como reiniciar já toda a história proposta. Ela deve partir, como já disse, do Planeta Terra. Teria ele sido originado por uma criação divina rápida como, simbolicamente, descreve a Bíblia? Adão e Eva foram os precursores, pioneiros, assessorados pela famosa serpente? Teria sido melhor descrita pelo Judaísmo? Ou na Teleologia (isto mesmo, e não Teologia, outro sentido) de Aristóteles? Teria um fundo nas Três Leis de Isaac Newton ou na Lei de Conservação de Massas de Lavoisier? Ou todo o enigma teria sido resolvido definitivamente pelo naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882)? Resta ainda, entre outras, uma arguição originada do “Big Bang”, ou Grande Expansão, teoria cosmológica muito aceita por grandes gênios da humanidade?

É preciso que existam reflexões profundas: respeitamos os gênios, mas eles ainda não nos deram repostas concretas e finais com clareza absoluta. Se deram, pelo menos eu não entendi. O mergulho na mente nos leva a ter esperança de  que novos sentidos humanos nos aguardam para estruturar a nossa busca, o que chamo de Nova Inteligência Humana. Pense nisto você aí. 

Enquanto isso, vamos nos ancorando naquilo que apreendemos na vida, na nossa religião ou falta dela, nos ensinamentos que recebemos como notáveis e estruturados, no conceito de razão e lógica, à procura de um Ser Superior. Fato inegável é que fato concreto precisa nos guiar e ele acaba se encaixando dentro de nós como instinto indomável, pressentimento, sinal da perspicácia, faro, ou quase tato: não estamos sós neste planeta, ínfimo para o Universo e imenso para nós.

José Sana

19/04/2020

P.S.: Embora meus textos sejam publicados frequentemente em blog ou site, há amigos ou mesmo desconhecidos que desejam lê-los, opinar sobre os mesmos, sugerir, criticar, elogiar. Caso você, que está lendo estas linhas queira receber ou continuar recebendo estas crônicas sequenciais, basta enviar-me  uma mensagem pelo WhatsApp (31-99529-8235) ou pelo e-mail josesana2012@gmail.com. Se já se inscreveu, continuará recebendo normalmente. Se deseja não mais receber, basta avisar. Liberdade total. Até sou capaz de entender que nem todos apreciam a leitura. Muitos selecionam seus autores.

Obrigado

sexta-feira, 17 de abril de 2020

AMOR ou DOR: a vida vai recomeçar (3)

Vou dar o pontapé  inicial desta página dirigindo-me aos grandes professores de História que tive no decorrer de cursos de graduação e pós-graduação pelos quais passei,  bons mestres e notáveis doutores. Com eles aprendemos a historiar de forma academicamente correta. Trabalhos de Conclusão de Cursos (TCCs) e artigos finais são  resultados das práticas no decorrer  das  jornadas também em Letras. A ordem sempre consistiu e se mantém na seguinte linha: toda pesquisa precisa ser delimitada no tempo e no espaço. Na ciência histórica não se aceitam tecnicamente como válidos o que se chama, também, monografia, com trabalho sem tempo de abertura e sem época de conclusão.

No senso comum é diferente. O sujeito conta as historietas de forma que bem entende e desfia suas ideias sem nenhum critério, metodologia ou lógica, desobedecendo todas as as regras acadêmicas. Até por que ele não tem compromisso com nenhuma norma formadora do historiador e mesmo do professor da disciplina em foco.

Contudo, quero deixar aqui uma nova introdução à história, que inaugura, na minha infinita liberdade, o esforço  de pesquisa que atenda, no final de todas as crônicas, às soluções até agora sem respostas, sequer dadas por abalizados filósofos, pensadores, mestres e, principalmente, cientistas.

Não estou afirmando que teremos as soluções de dúvidas que nos desafiam. Declaro que estudiosos as terão, ou seja, os que mergulharem suas mentes criativas para além dos textos que leem, de acordo com o avanço que uns e outros dedicados estudiosos darão. Vamos tratar de toda esta temática  aqui, inclusive de novos sentidos humanos além dos cinco que normalmente utilizamos na prática diária e intensa — visão, olfato, paladar, audição e tato. Existem outros? Veremos.

Então, cabe abordar o tema Universo, abrangendo o conjunto indescritível de planetas, galáxias, estrelas que existem na imensidão de espaços infinitamente incalculáveis em extensão, número e distância. Eis o que propomos como forma de avaliação, um texto de “ZunkaBitz” (pesquisador com este pseudônimo no Facebook):


O Planeta Terra visto do espaço sideral

“Você já parou para pensar sobre o seguinte questionamento: quantos planetas existem no universo? Milhares, milhões, bilhões? Qual será a quantidade exata de planetas que habitam o infinito universo?”

Prossegue  o autor chamado: “Até não muito tempo atrás, acreditávamos somente no Sistema Solar, e com o passar do tempo novas descobertas foram surgindo e mais planetas aparecendo. O nosso Sol, por exemplo, é apenas um entre as estimativas de 200 a aproximadamente 400 bilhões de estrelas na Via Láctea. Basta olhar para o céu durante a noite que você vê muitas outras e pode se perguntar quantas dessas estrelas têm seus próprios planetas, e como são esses mundos”.

E continua: “Até dezembro/2012, a sonda Kepler (observatório espacial da Nasa) tinha encontrado mais de 11.000 estrelas e mais de 18.000 planetas em torno dessas estrelas. O que significa:

— Existe uma enorme variedade de sistemas planetários lá fora, a maioria bem diferente do nosso;
— Eles orbitam uma grande variedade de estrelas;
— Só conseguimos ver aqueles que são grandes o suficiente (planetas do tamanho de Marte e Vênus, por exemplo, ainda não conseguimos detectar com a atual tecnologia), orbitam a estrela perto o suficiente e em nossa linha de visão (neste caso temos que contar com a sorte)”.

“Você pode ter lido recentemente que há pelo menos 100 ou 200 bilhões de planetas na Via Láctea, e isso é verdade. Mas isso não é uma estimativa precisa, e sim “jogando por baixo”. Para uma estimativa mais realista, considere algo próximo a dez trilhões de planetas, somente na nossa galáxia!” — acrescenta.

Para ir acompanhando o raciocínio do mencionado autor: “Em outras palavras, com base no que vimos até agora, quase todas as estrelas possuem planetas, e uma grande fração delas possui  planetas rochosos. Talvez nosso sistema solar represente uma média de planetas rochosos, ou esteja um pouco acima da média – só o tempo irá dizer. Mas independentemente do que acontecer, saiba que estamos falando de trilhões de planetas, apenas na nossa galáxia. E não esqueça de que nossa galáxia não está sozinha no universo”.

Finalizando: “Com pelo menos 200 bilhões de galáxias lá fora (e possivelmente mais do que isso), estamos falando de um universo com 10 quatrilhões ( ou mais) de planetas no universo observável, e isso contando apenas planetas que estão orbitando em estrelas. Será que um dia descobriremos todas as galáxias e planetas que habitam o nosso universo? Quem sabe, mas de qualquer forma é incrível o que o nosso universo é capaz” — encerra ZunkaBitz.

Agora sou eu o finalizador. Mostrei  a pequenez humana para que tenhamos a humildade necessária à busca de soluções que terão, sim, de serem resolvidas por nós, infalivelmente. É preciso  voltarmos ao início de tudo, ou ficaremos vendo o impossível sempre, procurado em caminho errado. É preciso separar o joio do trigo da seguinte forma: de um lado o compreensível da imensidão que focalizaremos; de outro lado o que pode ser visto, observado, sem a necessidade extrema de ser tocado e bem-entendido.

A ordem que me leva ao raciocínio é a seguinte: pelo ângulo do “Só sei que nada sei”, de Sócrates, que viveu há cerca de  2.419 anos, a frase deve ser substituída por, pelo menos,  uma busca objetiva. É o que vamos tentar. Por enquanto já sabemos que os habitantes do mundo, desde o início da chamada Civilização, erraram feio ao optar por caminhos aleatórios ou, como diz o povo da roça, “pros cocos”. Em outras palavras, pontuaram o Dinheiro, a Ganância e o Poder como guias intocáveis. Erros fatais, o que, de maneira clara tratamos no capítulo anterior. 

Reparem que há sempre uma crise mundial, continental, de países e regional impondo seus efeitos em nós. Elas sempre  se referem à  economia, às finanças, à sobrevivência física. Esquece seus “entendidos” o lado moral, espiritual, até o comportamento ético, principalmente  na política. O pior: desprezam a Natureza, que é a legítima representante de Deus, até mesmo para os ateus, que são gente também e merecem respeito.

Vamos devagar porque o objetivo é não confundir o pesquisador. Tudo muito claro. Teremos casos e causos. Aparecerão mais ainda uma série de explicações esclarecedoras. Falamos agora da pequenez do globo, cujo espaço denominamos  Terra e tem 2/3 de água. Uma Terrinha da dimensão de um grão de milho dentro de um paiol imenso. E ainda pensamos que seja um gigante. Chamamo-lo assim. Vamos tentar, aos poucos, com paciência, colocar a cabeça no lugar. Quem pensa em complicações desista. Melhor fazer o que manda a sua vontade.

José Sana

Em 17/04/2020

NOTA: *ZunkaBitz é um Facebook, extinto e que mudou de foco.

P.S.: Caso queira continuar recebendo estas crônicas,  basta enviar-me  uma mensagem pelo WhatsApp (31-99529-8235) ou pelo e-mail josesana2012@gmail.com

quinta-feira, 16 de abril de 2020

AMOR ou DOR: encarando de frente o todo-poderoso dinheiro (2)

Vamos saltar vários acontecimentos da Antiguidade, deixarmos a Pré-História para mais tarde, por ser necessário considerar que o momento atual exigente de reflexão mais profunda. Voltaremos, sem muita demora, ao início visível e perceptível, ou a uma ocasião de ocorrências historicamente registradas em documentos ou na memória. Tudo ao alcance de nossa inteligência, e com sequência  absolutamente lógica. Assim, daremos outra importância ao Homem da Caverna, o perfil imaginável daquele que deixou o seu primeiro habitat natural e saiu para a caça natural.

Estabelecendo o sentido das ocorrências antigas e históricas, o habitante do Globo Terrestre  inventou o dinheiro. Vamos dar maior clareza ao tema e deixar bem nítido com inicial maiúscula para traduzir melhor a ganância: Dinheiro.

Neste momento, chamo a atenção para o seguinte: não vamos abolir de forma alguma a moeda de troca, a representatividade do material, o simplificador da permuta que a economia e as bolsas de valores adotaram e promoveram como realmente proprietário do mundo. Para que me entendam, esclareço aos que sempre dizem a frase comum — “Como viver sem Dinheiro?” — seguem duas respostas: a primeira é que não vamos viver sem o tal vil metal; a segunda é que o Dinheiro descerá pelo menos um degrau de seu falso trono, pois a sabedoria popular já brada de há muito e em todas as direções que ele não traz felicidade.

Não sei se me entendem. Se não, parem de ler, desistam, calem-se , mas saibam o seguinte: a proposta é clara e incontestável. Comecemos por uma palavra pouco aplicada na vida prática que é simplesmente o Dom. Três letras apenas. Buscando o significado e os sinônimos para não restar dúvidas: o mesmo que aptidão, jeito, habilidade, inclinação, atributo, dote. E o acréscimo do que proponho aos céticos (caso existam porque estes não me leem): cada ser humano nasceu com um atributo que, naturalmente, pode ser descoberto no início ou no percurso da vida.

Existem os habilidosos em lidar com pedras, outros com madeiras, uns com ciência, alguns com matemática, vários com letras, inumeráveis com eletricidade, destacados com medicina, um ou outro com comunicação, transmissão de sabedoria, uso de inteligência natural e artificial, percepção, pintura, música, poesia, poder de ensinar e por aí vai.

Naturalmente, havia e há um sentido absoluto na decisão superior de dotar o homem de capacidades variadas e úteis ou complementares. E não ocorreria de outra forma, já que a necessidade se resumia no que o mundo requeresse para o seu objetivo de existir e a capacidade de solucionar pelos seus feitos os próprios problemas. Você adoece? Tem o médico que o entende. Você quer construir uma casa? Tem o engenheiro civil. Deseja o trabalho de quem entende de leis? Há o advogado. Não vamos alongar nestes exemplos que são quase infinitos.

Nota-se que há no mundo a necessidade premente de desenvolvimento e esta vai muito acima da subsistência humana. E que é preciso juntar os atributos para que a vida caminhasse e se encaminhe normalmente. Sempre foi assim. Para o transcurso normal precisou-se de trocas e assim deve ter sido desde o início. Por exemplo, nas descobertas e invenções. Quem inventou o fogo? Com certeza o ser Pré-Histórico. Mas ele se encontrou e se entendeu com outro que sabia onde estavam as pedras mais apropriadas para ao se chocarem uma com a outra produzissem resultados eficientes.




Chegamos ao que chamo de grande entroncamento e  aí requeiro que raciocinem comigo: abordamos o tema dom, gênio, habilidade, propensão, aptidão. Há, ligada intrinsicamente a vocação para lidar com algo. O que quero dizer: uns nascem para ser ricos e, mesmo que lhe tirem, lhe roubem, lhe confisquem, a abundância retorna ao seu dono; pelo contrário, existem os que ganham em loterias, os que roubam ou vivem como desonestos, até mesmo sejam trabalhadores. Muitos não aquinhoados para sempre, mas há os que um dia perdem tudo. A sabedoria popular diz: “O que é do homem bicho não come!” Eu completaria: o bicho come mesmo que a esperteza dos incautos apareça.

Erram os que pensam que a riqueza é desnecessária. Ora, sim; ora não. Explico: quem acumula bens e guarda como propriedades paradisíacas, ou nos bancos, nos baús ou debaixo do colchão ou do travesseiro, revelam que são seres inúteis Os bens foram criados para serem distribuídos como balas no dia das crianças? Logicamente, não. Mas não são as riquezas que geram empregos e renda? Aí cumprem o seu dever de participar do grande projeto do mundo uma vez abandonado por descuido ou mania de achar que se sabe tudo.

Chegou o instante de encerrar este capítulo que ficará  por enquanto incompleto, mas  será tecido devagar como faz uma operadora de tear, ou como cose uma costureira das linhas ou borda as habilidosas em crochês. É preciso entender o sentido de dom e vocação para se compreender os desígnios divinos. Aí o ser humano vai perceber o quanto errou e por que se embrenhou em descaminhos como um bandeirante em florestas. Exemplos dos que  não conseguem se enriquecer e vivem teimando são fartos; e de ricos que  não sabem como distribuir com perícia, idem. O homem passou a venerar o Dinheiro como se fosse ele um ser todo-poderoso. Demora a quebrar a cara. Fatos e fatos vão se sucedendo para abrir-lhe os olhos. Continua cego.

Concluindo: consumou-se a praga que o próprio homem rogou em si próprio. Como diz aquela novela ou filme “Pedras sobre Pedras”, as virtudes humanas vão ficando escondidas e inventam novas fórmulas de falsidades. Dizem desabonar a ambição, mas não descobrem a causa da cobiça; tentam conter as fúrias obsessivas internas e nunca alcançam o objetivo.

Espero que daqui para a frente ao invés de dizer que o homem não consertará o mundo, digam de outra forma:  que é preciso buscar as causas para que se eliminem os efeitos. O homem se emenda, sim, mas precisa saber, primeiramente, como errou, por que falhou, quando foi e o que precisará fazer para não cometer mais imprecisões incontidas.  Neste tópico abordado a imprecisão se resume  em ter considerado (e continua valendo)  que o dinheiro é Dinheiro, um deus todo-poderoso que “compra até o amor verdadeiro”, como escreveu ironicamente Nelson Rodrigues.

Proponho o fim do radicalismo. Façamos apenas o seguinte: vamos rebaixar o vil metal a um honroso segundo lugar, por ora. Depois estudaremos para ele uma classificação mais adequada. O reino verdadeiro cabe Àquele que nos comanda, nos guia, nos conduz, nos governa e nos propõe a paz. Se duvidam, continuem quebrando a cara e gritando erroneamente que o mundo não tem conserto.

José Sana

16/04/2020

P.S.: Caso queira você receber os textos seguintes, se ainda não os solicitou, basta enviar-me  uma mensagem pelo WhatsApp (31-99529-8235) ou pelo e-mail josesana2012@gmail.com